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As 33 Maiores Trilogias do Cinema

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E a revista inglesa Empire lança mais uma de suas listas. Nesta nova empreitada, no entanto, a revista contou com a votação dos visitantes do site e fez uma seleção criativa e interessante. Importante: algumas trilogias relacionadas ganharam quartas partes. Foram contabilizadas pelo fato de que suas partes número 4 foram tentativas pífias (em sua maioria) dos produtores de capitalizarem em cima dos filmes originais. A única e honrosa exceção foi a segunda trilogia de Star Wars. Confira e comente.
33. A Trilogia de "Jersey"
Filmes: O Balconista, Barrados no Shopping e Procura-se Amy
Diretor: Kevin Smith
Filme mais fraco: Barrados no Shopping

32. Hannibal Lecter
Filmes: O Silêncio dos Inocentes, Hannibal e Dragão Vermelho
Diretores: Jonathan Demme, Ridley Scott, Brett Ratner
Filme mais fraco: Hannibal

31. Trilogia de Bergman
Filmes: Através de um Espelho, Luz de Inverno e O Silêncio
Diretor: Ingmar Bergman
Filme mais fraco: Através de um Espelho

30. Missão Impossível
Filmes: as partes 1, 2 e 3.
Diretores: Brian de Palma, John Woo e J. J. Abrams.
Filme mais fraco: a parte 2, com reviravoltas ridículas e mentiras exageradas demais!

29. Trilogia dos Mortos
Filmes: A Noite dos Mortos Vivos, Madrugada dos Mortos, O Dia dos Mortos
Diretor: George A. Romero
Filme mais fraco: fica difícil dizer, já que os três são maravilhosos, mas eu diria O Dia, por ter sido o que mais sofreu com imitações sofríveis.

28. Trilogia Mariachi
Filmes: El Mariachi, A Balada do Pistoleiro, Era Uma Vez No México
Diretor: Robert Rodriguez
Filme mais fraco: Era Uma Vez No México

27. Trilogia Millenium
Filmes: Os Homens que Não Amavam as Mulheres, A Menina que Brincava com Fogo, A Rainha do Castelo de Ar
Diretores: Niels Arden Oplev, Daniel Alfredson, Daniel Alfredson
Filme mais fraco: A Menina que Brincava com Fogo

26. Trilogia Blade
Filmes: Blade - O Caçador de Vampiros, Blade 2, Blade Trinity
Diretores: Stephen Norrington, Guillermo Del Toro, David Goyer
Filme mais fraco: Blade Trinity

25. Trilogia dos Ducks (lembre-se de que foi uma votação!)
Filmes: Nós Somos os Campeões 1, 2, 3
Diretores: Stephen Herek, Sam Weisman, Robert Lieberman
Filme mais fraco: tá brincando? É difícil, mas vamos dizer a terceira parte desta infame trilogia.

24. Trilogia Austin Powers
Filmes: Austin Powers - 000, Um Agente Nada Discreto, Austin Powers - O Agente 'Bond' Cama, Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro
Diretor: Jay Roach
Filme mais fraco: O Homem do Membro de Ouro

23. Trilogia Mad Max
Filmes: Mad Max, Mad Max 2, Mad Max - Além da Cúpula do Trovão
Diretores: George Miller, George Miller, George Miller & George Ogilvie
Filme mais fraco: Além da Cúpula do Trovão

22. Trilogia Conflitos Internos
Filmes: as partes 1, 2 e 3
Diretores: Lau Wai-keung & Alan Mak
Filme mais fraco: toda a trilogia é excelente, mas talvez seja o terceiro.

21. O Exterminador do Futuro
Filmes: O Exterminador do Futuro, Parte 2 - O Julgamento Final, Parte 3 - A Rebelião das Máquinas
Diretores: James Cameron, Jonathan Mostow
Filme mais fraco: a parte 3. Não tem Linda Hamilton, nem a direção de James Cameron

20. X-Men
Filmes: as partes 1, 2 e 3 - sendo a última parte chamada de O Confronto Final
Diretores: Bryan Singer, Brett Ratner
Filme mais fraco: sem sombra de dúvida, o terceiro filme. Personagens demais para roteiro de menos.
19. Corra que a Polícia Vem Aí
Filmes: as partes 1, 2 1/2 e 33 1/3
Diretores: David Zucker, Peter Segal
Filme mais fraco: a parte 33 1/3

18. Trilogia da Vingança
Filmes: Mr. Vingança, Oldboy, Lady Vingança
Diretor: Park Chan-Wook
Filme mais fraco: Lady Vingança

17. Pânico
Filmes: as partes 1, 2 e 3
Diretor: Wes Craven
Filme mais fraco: a parte 3

16. Trilogia Homem-Aranha
Filmes: as partes 1, 2 e 3
Diretor: Sam Raimi
Filme mais fraco: definitivamente, a parte 3. Alguém discorda?

15. As prequels de Star Wars
Filmes: A Ameaça Fantasma, O Ataque dos Clones, A Vingança dos Sith
Diretor: George Lucas
Filme mais fraco: disputa difícil entre A Ameaça Fantasma e O Ataque dos Clones

14. Duro de Matar
Filmes: as partes 1, 2 e 3 - A Vingança
Diretores: John McTiernan, Renny Harlin (parte 2)
Filme mais fraco: a parte 2

13. Piratas do Caribe

Filmes: A Maldição do Pérola Negra, O Baú da Morte, No Fim do Mundo
Diretor: Gore Verbinski
Filme mais fraco: No Fim do Mundo, afinal ninguém merece ver um filme de quase três horas com apenas duas cenas de ação.

12. Trilogia Alien
Filmes: Alien - O Oitavo Passageiro, Aliens - O Resgate, Alien 3
Diretores: Ridley Scott, James Cameron, David Fincher
Filme mais fraco: Alien 3, sem pestanejar. Idas e vindas de diretores e o que recebeu os créditos caiu fora quando não o deixaram editar o filme.

11. Trilogia das Cores
Filmes: A Liberdade é Azul, A Igualdade é Branca, A Fraternidade é Vermelha
Diretor: Krzysztof Kieslowski
Filme mais fraco: A Igualdade é Branca, mas só porque a gente tem que apontar um mais fraco.

10. Trilogia The Evil Dead (Uma Noite Alucinante)
Filmes: as partes 1, 2 e 3
Diretor: Sam Raimi
Filme mais fraco: a parte 3.

9. Trilogia Matrix
Filmes: Matrix, Matrix Reloaded, Matrix Revolutions
Diretores: Irmãos Wachowski
Filme mais fraco: Reloaded. Rave em Zion?

8. Trilogia dos Dólares

Filmes: Por Um Punhado de Dólares, Por Uns Dólares a Mais, Três Homens em Conflito
Diretor: Sergio Leone
Filme mais fraco: Por Uns Dólares a Mais, que ainda é excelente.

7. Indiana Jones
Filmes: Os Caçadores da Arca Perdida, O Templo da Perdição, A Última Cruzada
Diretor: Steven Spielberg
Filme mais fraco: essa é difícil (de novo). Mas fico com O Templo da Perdição.

6. A Trilogia Bourne 
Filmes: A Identidade Bourne, A Supremacia Bourne, O Ultimato Bourne
Diretor: Doug Liman, Paul Greengrass (os dois últimos)
Filme mais fraco: comparando com os filmes de Paul Greengrass, A Identidade perde em ritmo.

5. O Poderoso Chefão 
Filmes: As partes 1, 2 e 3
Diretor: Francis Ford Coppola
Filme mais fraco: sem hesitação: a parte 3. Motivo? Sofia Coppola, filha do diretor, estreando como atriz. Ainda bem que ela virou cineasta (e das boas).

4. Toy Story 
Filmes: As partes 1, 2 e 3.
Diretores: John Lasseter, Lee Unkrich (o último)
Filme mais fraco: desculpe, mas nessa eu passo. Filme da Pixar? Não tem ruim. Nem fraco.

3. Trilogia De Volta Para o Futuro
Filmes: As partes 1, 2 e 3.
Diretor: Robert Zemeckis
Filme mais fraco: outra tarefa complicada. Mas a que eu menos gosto é a parte 3.

2. Trilogia Star Wars original
Filmes: Guerra nas Estrelas, O Império Contra-Ataca, O Retorno de Jedi
Diretor: George Lucas, Irvin Kershner, Richard Marquand
Filme mais fraco: alguns dizem que é O Retorno de Jedi, mas honestamente, eu adoro os três.

O Senhor dos Anéis, a primeira colocada. Alguma novidade?
1. O Senhor dos Anéis
Filmes: A Sociedade do Anel, As Duas Torres, O Retorno do Rei.
Diretor: Peter Jackson
Filme mais fraco: sério que você não sabia que trilogia seria a vencedora? Não tem como não concordar com a lista neste ponto. Cenário maravilhoso, atuações magistrais, efeitos especiais que não perdem seu brilho, desenvolvimento de personagens sensacional, um roteiro que não deixa nenhuma ponta solta. Sem falar na montanha de Oscars. Filme mais fraco? Tá brincando?


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Filmes para uma tarde preguiçosa

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Alguns filmes são assim: a gente sabe o final, mas ainda assim se propõe a assistir, como um prazer passageiro, a ser aproveitado em um momento de preguiça. Filmes que não exigem demais da cabeça, já sobrecarregada com os problemas do dia a dia. Aqui estão alguns deles:
Casa Comigo? - Comédia romântica com Amy Adams (Julie e Julia) e Matthew Goode (o Ozymandias, de Watchmen), o filme do diretor Anand Tucker (Garota da Vitrine) abraça quase todos os clichês do gênero: os dois protagonistas começam se odiando, mas todo mundo já sabe que no final estarão apaixonados; a mocinha começa o filme namorando um cara que não tem nada a ver com ela, e que claramente não a ama; o cenário europeu (o filme se passa na Irlanda) é um convite ao romance; como um road movie, a película até que funciona - claro, respeitando também os clichês dos road movies. A história: Anna Brady é uma decoradora de interiores, romântica, que sonha em se casar com seu namorado, mas ele nunca faz o pedido. Por ser de origem irlandesa, ela descobre uma tradição em seu país que permite que as mulheres proponham casamento aos homens no dia 29 de fevereiro (ano bissexto, o nome original do filme - Leap Year). Aproveitando que o namorado estará na Irlanda a negócios justamente neste dia, ela viaja até lá só para propor casamento. Claro que as coisas não darão certo, e ela conhecerá um irlandês machão (mas sensível) que fará com que ela repense seus planos.
Tá bem, o final é previsível, mas Amy Adams é uma gracinha, e tem timing para comédias do gênero. A Sessão da Tarde agradece.
Dupla Implacável - Tudo bem, o filme é do mesmo diretor de Busca Implacável, sucesso surpresa de 2008 com Liam Neeson destruindo Paris em busca da filha, mas precisavam os executivos brasileiros batizarem o filme seguinte do diretor como se fosse uma sequência? Reclamações à parte, Dupla Implacável é um thriller até razoável, embora seja confuso, sobre um aspirante a agente da CIA (Jonathan Rhys-Meyers) que conhece um agente experiente (John Travolta, com uma careca maneira) e ingressa numa caçada a terroristas pelas ruas de Paris. A escolha da cidade é óbvia quando sabemos que a produção ficou por conta do francês Luc Besson. Filme rápido, totalmente descartável, mas que rende alguns minutos de diversão descompromissada. Previsão: esse será reprisado à exaustão no Domingo Maior.

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Manifesto em Defesa da Democracia

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Dando uma pausa nos assuntos cinematográficos, vamos falar de política.
Diante da situação lamentável que se encontra o governo do país, cidadãos indignados criaram o Manifesto em Defesa da Democracia, uma carta aberta que condena as atitudes que o presidente e seus comandados têm tomado em relação à imprensa, aos adversários políticos, desrespeitando a ética e desvirtuando todos os princípios que regem um Estado democrático. Em algumas horas, o manifesto arrecadou mais de 4.600 assinaturas. Se você é um cidadão responsável e ético, leia o documento e assine logo depois, clicando no link. Segue abaixo:

MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA
 
Numa democracia, nenhum dos Poderes é soberano. Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.
Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil,  inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.
É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.
É inaceitável  que militantes  partidários  tenham convertido  órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.
É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.
É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais em  valorizar a honestidade.
É constrangedor que o Presidente não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há “depois do expediente” para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no “outro” um adversário que deve ser vencido segundo regras, mas um inimigo que tem de ser eliminado.
É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e de empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.
É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.
É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É deplorável que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.
Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para  ignorar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.
Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.
Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos.

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Apenas o Fim

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Vencedor do prêmio do público no Festival do Rio 2009, Apenas o Fim é um filme pequeno (em tamanho e orçamento) que fala do fim de um relacionamento de maneira leve e poética, sem jamais deslanchar para a pieguice tão comum nos filmes românticos. Erika Mader e Gregório Duvivier vivem um casal estranho que ,em sua última conversa como namorados, falam sobre os mais variados assuntos imaginados, desde Os Cavaleiros do Zodíaco a crenças populares. Tido pelos críticos como o retrato de uma geração, o filme de Matheus Souza, que também produz e escreve o roteiro, é na verdade o trabalho de conclusão de curso do cineasta na PUC-RJ. E logo no primeiro longa-metragem, Matheus demonstra muito talento e maturidade, com um roteiro enxuto e envolvente, defendido com muita naturalidade por seu casal protagonista.
Com influências claras de Nick Hornby (Alta Fidelidade), Kevin Smith (O Balconista) e Cameron Crowe (Quase Famosos), Matheus conta uma história que é de fácil identificação pela geração que viveu os anos 90 e foi influenciada pela cultura pop.
Não dá para não se achar parte da história quando o casal discute quem seria o melhor Power Ranger - o Tommy, porque sempre ficava com a Ranger Rosa - ou se Transformers é ou não o melhor filme de todos os tempos.
Apenas o Fim é também romântico, ao retratar a incerteza da vida diante de uma mudança tão brusca, trazida pelo fim de um relacionamento. É metafísico, ao colocar em cena a filmagem de um longa exatamente igual o que estamos assistindo. É pop e jovem, e até engraçado em certos pontos. Não é apelativo em nenhum momento, e  não deixa de ser marcante para quem o assiste.
Faço minhas as palavras de Marcos Vinícius de Medeiros, em sua crítica do publicada no Omelete: "Matheus Souza falou por toda uma geração. E que este não seja, como sugere o título, Apenas o Fim, mas sim o começo."

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Robin Hood

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O diretor Ridley Scott tem sido frequentemente ligado a filmes épicos, tendo-os revivido com Gladiador, pelo qual Russel Crowe tornou-se um astro e levou o Oscar para casa. Depois de Cruzada, com um insosso Orlando Bloom, Scott aprofundou a parceria com Crowe, que gerou o drama romântico Um Bom Ano e o tenso e denso O Gângster. Mas em Robin Hood Ridley Scott mostra que é capaz de fazer um épico majestoso e de encher os olhos, exatamente como fez quando contou a história do general Maximus.
Ao escolher contar a origem de um dos personagens mais retratados no cinema em todos os tempos - como no clássico As Aventuras de Robin Hood, com Errol Flynn, e Robin Hood - O Príncipe dos Ladrões, com Kevin Costner - Scott aborda uma visão menos fantasiosa e mais realista e interessante da lenda saxônica. O Robin interpretado por Ridley Scott (que também é produtor da película) é um arqueiro leal a seu rei, mas que não teme por falar a verdade, ainda que isto lhe custe a vida. Quando o Rei Ricardo Coração de Leão é morto em batalha retornando das cruzadas, a Inglaterra passa a ser governada por seu irmão, João, cuja política de coletagem de impostos é violenta e desperta a ira dos barões e da população que vive no interior do país. População esta que está empobrecida por causa dos altos impostos cobrados pelo falecido rei para financiar sua conquista da Terra Santa.
É neste contexto político que Robin se envolve em uma história que revelará muito sobre seu passado, e o aproximará de Lady Marion (Cate Blanchett, sempre roubando a cena), viúva de um companheiro de batalha de Robin, em cuja casa ele se abriga retornando da guerra.
Em uma trama de traições, batalhas épicas e uma paixão arrebatadora, Robin Hood pode decepcionar os fãs do personagem acostumados com aquela famosa imagem do ladrão que rouba dos ricos para dar aos pobres, abordagem não utilizada por Scott, já que trata-se de uma história de origem, que mostrará como Robin Longstride tornou-se o fora da lei conhecido como Robin Hood. Mas o filme merece toda a atenção , exatamente por fugir do lugar-comum esperado por todos.

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Centurião

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Épicos não são novidade há uns 80 anos. É por isso que quando ouço falar sobre um novo filme deste gênero, fico muito cético. Depois que Ridley Scott modernizou os filmes épicos com Gladiador, estabeleceu um novo padrão a ser seguido pelos sucessores. Mas tal padrão acabou gerando produtos sem alma, sem originalidade; meras cópias, típicos "mais do mesmo", com algumas honrosas exceções (que geraram novas releituras), como a magnífica trilogia O Senhor dos Anéis.
Centurião não foge à regra. A fotografia usa e abusa das tomadas aéreas seguindo o grupo de guerreiros em topos de montanhas nevadas (alguém aí disse O Senhor dos Anéis?), as cenas de batalha são sangrentas, cheias de membros decepados e muito sangue jorrando (que tal Coração Valente?), e o espectador aguarda ansioso pela grandiosa luta final do herói contra o vilão - no caso de Centurião, a vilã. Todos os ingredientes-clichê do gênero capa e espada (mais lanças, flechas e machados) estão presentes no filme de Neil Marshall (Abismo do Medo).
Entretanto, isso não ofusca o brilho da atuação de Michael Fassbender como o centurião romano Quintus Dias, que vê sua legião ser quase extinta por uma tribo de pictos, onde hoje é a Escócia. Seu general é capturado, e ele reúne alguns poucos sobreviventes para resgatá-lo. Mas isso é apenas uma desculpa para o diretor mostrar cenas de perseguição de tirar o fôlego, intrigas internas e sequências de luta realizadas com muita propriedade. Ainda sobra espaço até para um romance.
Se Centurião não é a cereja do bolo dos filmes épicos, não deixa a desejar, e seria um clássico, tivesse sido produzido antes de Gladiador, O Senhor dos Anéis, Coração Valente...

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Homem de Ferro 2

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Depois de muita expectativa, finalmente assisti um dos filmes mais aguardados para os fãs de quadrinhos. E Homem de Ferro 2 cumpriu seu papel com louvor. A continuação das aventuras de Tony Stark é tudo o que o fã do personagem esperava e muito mais. Tem ação, humor, tensão romântica e a boa e velha ironia que Stark tem nos quadrinhos (especialmente como ele é retratado em sua versão Ultimate), maximizada pela atuação divertidíssima de Robert Downey Jr.
Diferente de Batman - O Cavaleiro das Trevas, o filme de Jon Favreau não permite que o vilão roube a cena do protagonista, embora Mickey Rourke como Whiplash (ou Chicote Negro, nas traduções brasileiras) mostre a qualidade que tem como ator. Na verdade, todo o elenco está entrosado e muito à vontade no filme, o que dá esperança para os próximos filmes do Universo Marvel - em 2011 teremos Thor e Capitão América, e em 2012, o maior filme de heróis da história: Os Vingadores - todos os atores têm contrato para aparições nos filmes de 2011 e para papéis importantes no filme do grupo de super-heróis.
Neste segundo filme, Tony Stark tem que lidar com as pressões do governo para entregar a tecnologia do Homem de Ferro e o surgimento do vilão Whiplash, codinome do russo Ivan Vanko, cujo pai colaborou com Howard Stark (pai de Tony) no desenvolvimento do reator Arc, o mesmo que mantém Tony vivo (mas que ao mesmo tempo o está matando aos poucos). Além disso, há o surgimento da Viúva Negra (Scarlet Johansson) e a participação bem maior e fundamental de Nick Fury (Samuel L. Jackson, no papel escrito especialmente para ele), sem falar do tão esperado Máquina de Combate, a armadura que é um verdadeiro arsenal, vestida por James Rhodes (Don Cheadle, substituindo Terrence Howard).
Homem de Ferro 2 é espetáculo de encher os olhos, com um roteiro esperto e uma cena pós-créditos (não desligue o DVD player!) que serve como aperitivo para Thor, o próximo filme da Marvel. O universo de personagens da editora está cada vez maior no cinema, alimentando os nerds que acompanham as revistas e atraindo cada vez mais novos fãs. Que venham mais aventuras!

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A Epidemia

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Refilmagem de O Exército do Extermínio, filme que George A. Romero dirigiu em 1973, A Epidemia (The Crazies, EUA, 2010), do diretor Breck Eisner, é uma das poucas refilmagens à altura do original. Trata-se de um filme de terror intrigante e ágil, mas que nunca se rende à edição acelerada e nauseante que acomete nove entre produções do gênero.
A Epidemia conta a história de uma cidade onde seus cidadãos são tomados por uma onda de fúria violenta, fazendo deles uma espécie de zumbis, mas um pouco diferentes, já que os infectados neste filme conseguem raciocinar, ao menos o fazem para alcançarem seu objetivo de matar a qualquer um pela frente.
O xerife da cidade, David (o ótimo Timothy Olyphant, de A Trilha) e sua esposa Judy(vivida por Radha Mitchel, de Terror em Silent Hill), acompanhados do assistente Russel (Joe Anderson), se vêem na terrível situação e precisam sobreviver, já que seus inimigos não são apenas os infectados, mas o exército, que inicia um procedimento de contenção na cidade, com o intuito de exterminar todos os habitantes.
As cenas de caminhada pelos vastos campos das fazendas locais rendem momentos de tensão. O diretor faz com que o espectador sinta uma espécie de claustrofobia ao contrário, fazendo das cenas ao ar livre um tipo de prévia do horror que os personagens enfrentarão na cena seguinte. Alguns momentos são especialmente assustadores, como a cena no lava-rápido e a angustiante cena em que Judy se esconde de um dos infectados, sedento de sangue.
Sem dar soluções fáceis, Breck Eisner (que dirigiu a bomba Sahara, quem diria) mostra-se muito à vontade com a trama, entregando um final que é na verdade o começo de uma nova história. Se veremos uma continuação ninguém sabe. O filme de baixo orçamento rendeu o bastante para esperarmos uma, mas não há nada confirmado. E quer saber de uma coisa? É melhor assim.

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Diário de um Banana

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Baseado no romance em quadrinhos de Jeff Kinney, Diário de um Banana estreou nos EUA fazendo um grande sucesso, rendendo 60 milhões de dólares, tendo custado 15. O sucesso já levou os produtores a encomendarem a sequência, a ser chamada Diary of a Wimpy Kid 2: Rodrick Rules (tradução do subtítulo: Rodrick é o Cara). Tanto sucesso e ainda assm a Fox do Brasil ainda não se mexeu para lançar o filme nos cinemas por aqui.
Atitude no mínimo tola, já que o livro é um sucesso de vendas no Brasil, e o filme tem qualidade, algo não fácil de ser visto se levarmos em conta todos os filmes feitos para crianças que são lançados. Diário de um Banana traz a dura vida de Greg Heffley (Zachary Gordon), um garoto que tem que enfrentar o maior desafio de sua vida até agora: a nova vida que se inicia a partir da 5ª série. Como todo mundo sabe, a escola é quase uma religião nos EUA. Não tanto a escola, mas todo aquele mundo que a cerca: os valentões, os tímidos, a garota descolada e as histórias assustadoras que vez ou outra aparecem. Com uma ironia leve e interessante, e misturando pequenos trechos de animação com os atores reais, o filme de Thor Freudenthal não é ofensivo à inteligência dos pequenos espectadores, ao mesmo tempo em que pode (e consegue) agradar os mais velhos.
É aquele tipo de filme despretensioso, que conquista a gente sem que se perceba.
Destaque para a atuação de Robert Capron como o melhor amigo de Greg, Rowley Jefferson. Sua espontaneidade é perceptível, algo de encher os olhos.
Pena que o público brasileiro tenha que esperar tanto para assistir.
[Atualização] O site IMDB dá como certa a estreia do filme em 24 de dezembro deste ano.

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[Rec] Possuídos

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Se há uma regra que o mercado do cinema segue à risca é a de que se um filme faz sucesso, a continuação é obrigatória. Não importa se a história se encerrou por ali, nem se o roteiro será feito às pressas, nem mesmo se o elenco principal não voltará para a sequência. Vale tudo para lucrar algumas doletas a mais. Essa regra não vale apenas em Hollywood. Ela existe no Brasil (Se Eu Fosse Você 2), na França (a série Táxi) e até na Espanha. Prova disso é o lançamento de [Rec] Possuídos, continuação do sucesso de 2007, novamente dirigido por Jaume Balagueró e Paco Plaza.
Na nova produção, a história tem início no ponto exato em que o primeiro filme se encerrou. Desta vez, agentes de uma espécie de SWAT espanhola acompanhados de um oficial médico entram no prédio e se deparam com os zumbis sanguinários que já conhecemos de antes. A ação agora é captada não por uma, mas por duas câmeras, esta última pertencente a um outro grupo que entra no prédio, formado por jovens curiosos (você sabe, aqueles personagens que só estão ali para que vejamos vísceras esparramadas temperadas com sangue por toda a parte).
Os diretores e roteiristas agora tentam ampliar a mitologia da série, explicando nos mínimos detalhes tudo (ou quase tudo) o que está acontecendo no prédio.
Se o primeiro filme tinha todo aquele ar de mistério e suspense sufocante que permeia os grandes filmes de terror, [Rec] Possuídos perde bastante isso, ao abrir mão dos sustos em prol de uma história mais bem explicada.
Mas ainda assim, o filme é um bom exemplo de que Hollywood não detém há algum tempo a hegemonia comercial e criativa do ramo do cinema. Há muitos bons diretores e roteiristas espalhados pelo mundo, cheios de boas ideias, ou boas homenagens, como é o caso deste [Rec] Possuídos.

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5 Gêneros de Filmes que Hollywood Deveria Esquecer

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Mais uma divertida lista da revista inglesa Empire. Desta vez os caras resolveram listar aqueles tipos de filmes que todos já sabem o começo, meio e fim. São aqueles filmes que são lançados aos montes nos cinemas, e que já foram esgotados por Hollywood. A tradução é minha. Confira:

1. O Filme "de Executivo"
A História: 
O protagonista é alguém viciado em trabalho que descobre o que é importante na vida.
Exemplos:
Um Homem de Família (foto), O Mentiroso, Uma Linda Mulher, Uma Noite no Museu 2, Hook - A Volta do Capitão Gancho, Imagine Só, Um Bom Ano.
Caso Típico:
Você conhece a história. Nosso Herói é o cara que passa cada minuto em que está acordado trabalhando, obcecado com a papelada e mostrando nenhum interesse na vida fora do escritório e muito menos nas mulheres de sua vida. Se tiver um relacionamento amoroso, é algo frio e sem paixão.Se tem filhos, eles são esquecidos constantemente e certamente deve ter perdido o último jogo de beisebol do moleque mais novo. Mas um dia, uma fada madrinha / um acidente louco / interesse amoroso de espírito livre aparece e muda tudo isso.
Antes que você perceba, Nosso Herói jogou fora seu Blackberry e está matando o trabalho passando o dia com seu recém encontrado amigo sobrenatural / recém descoberto senso das maravilhas do mundo / adorável filho ou namorado(a). No final, abraços calorosos, bichinhos de estimação e futura felicidade, tudo fornecido por uma solução mágica que garante a manutenção financeira do antigo estilo de vida.
Honrosa Exceção:
Um Conto de Natal (o original, de 1938 - o melhor)
Porque já chega desse gênero:
No atual clima econômico, isto é mais conto de fadas do que dá para aturar. Além disso, é muuuuuuuito chato!

2. O filme do tipo "Seja Você Mesmo"
A História:
Um desajeitado deseja se misturar à multidão, mas aprende a importância de ser ele mesmo.
Exemplos:
Marmaduke, Nunca Fui Beijada (foto), High School Musical, Camp Rock, O Diário da Princesa, Madagascar 2, O Espanta-Tubarões.
Caso Típico:
Ei, ninguém está dizendo que é fácil ser adolescente. Mas não é fácil por centenas de razões, então por que vemos a mesma história repetidamente? É assim que acontece: Nosso Herói, provavelmente um adolescente, tem um grupo eclético de amigos. É possível que tenha acabado de se mudar para aquela escola e tenha sido adotado por esse grupo. De qualquer forma, as coisas não vão nada bem até que Nosso Herói, através de uma estranha virada do destino, é notado e passa a fazer parte da multidão.
Antes que você comece a bocejar, ele já abandonou e possivelmente traiu seus antigos amigos, e se transformou totalmente, para sair bem na foto.Em breve, entretanto, quando confrontado com exigências além das que Nosso Herói está disposto a cumprir, rejeita os novos amigos e volta para os antigos, que reconquista com uma evidente demonstração de humildade.
Honrosa Exceção:
Meninas Malvadas, que é bom o bastante para perdoarmos. E O Diabo Veste Prada, que ao menos aborda o assunto sob um ponto de vista diferente.
Porque já chega desse gênero:
Porque nós já entendemos. Seja você mesmo. OK. Mas se não fizermos nenhum esforço para nos adaptarmos, seremos tidos como estranhos a vida inteira, então os filmes estão mentindo para nós, e deveriam estar propagando que há um meio-termo nisso tudo. 

3. O filme "de uma grande mentira"
A História:
Pessoa mente a respeito de algo para fazer com ele/ela se apaixone, é desmascarado e imediatamente chutado, mas acaba se dando bem.
Exemplos:
Penetras Bons de Bico, Como Perder Um Homem Em Dez Dias, Encontro de Amor, Ela é Demais, Ela é o Cara, Armações do Amor, 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você (foto).
Caso Típico:
Começa às vezes como um mal entendido, um caso de identidade trocada, talvez. Com frequência é uma estratégia proposital mas de curto prazo, que sai do controle e toma a vida do herói. Mas logo Nosso Herói vê as vantagens da mentira – acima de tudo a chance de chegar perto de um mulherão – e decide manter a história. Vestir-se do sexo oposto, fingir riqueza, o que quer que seja: no fim a verdade vem à tona (Nosso Herói pode ainda confessar) e a bonitona logo sai fora dessa, cortando todos os laços.
Nosso Herói sofre por um tempo, e aqui a história diverge. Nosso Herói pode iniciar uma ofensiva charmosa para reconquistar a bonitona, ou a bonitona pode perceber sozinha que Nosso Herói não era tão ruim no final das contas. Amigos e sábios mentores poderiam atuar neste momento. A parte importante é que, ao cair das cortinas, tudo está perdoado e eles estão apaixonados novamente. A moral? Mentir garantirá a você a eterna felicidade com a bonitona da sua escolha, contanto que em algum ponto você conte tudo. Espere, não é isso que aprendemos na aula de religião. Estamos confusos. 
Honrosa Exceção:
Quanto Mais Quente Melhor, onde nem Marilyn nem o milionário Osgood Fielding III sequer piscam quando descobrem que suas amigas e namoradas eram na verdade homens.
Porque já chega desse gênero:
Claro, as pessoas mentem às vezes para conseguirem o que querem. Mas na vida real elas se explicam
muito mais cedo que nos filmes, e na maioria das vezes são perdoadas, ao invés de serem chutadas.

4. O Filme "do Peixe-Fora-D'Água"
A História:
Peixe-fora-d'água ensina a uma intragável nova cidade a respeitar o seu jeito esquisito.
Exemplos:
Crocodilo Dundee, Um Duende em Nova York, Lilo & Stitch, 
Carros, O Que Uma Garota Quer, O Diário da Princesa, 
Ela Dança, Eu Danço, Encantada, Quero Ser Grande, 
Legalmente Loira, Kate & Leopold, 
Babe - O Porquinho Atrapalhado, Miss Simpatia (foto)
Mudança de Hábito, Um Tira da Pesada
Caso Típico:
Nosso Herói é introduzido em um cenário novo e muito diferente.
Depois de anos em: Deserto Australiano / Las Vegas / o século XIX
/ um chiqueiro, aqui estão eles em: Nova York / um convento
/ o século XXI / um rebanho de ovelhas – e como as coisas
são diferentes! O jeito doido do Nosso Herói faz com que
ele fique como Arnold Schwartznegger em um convento, mas ele faz
algum esforço para se adaptar e é introduzido nos costumes
maravilhosos deste novo ambiente depois de algum treinamento anterior
– e muito engraçado.
Mas antes que você diga, “O choque cultural é uma estrada de
mão dupla”, as pessoas nesta cidade já estão: falando como australianos / cantando soul music na igreja
/ falando a língua das flores ou, é... pastoreando ovelhas com um porco. É um dia inteiramente novo,
um lugar mais feliz e mais aberto, e tudo graças ao Nosso Herói! Aplausos, por favor.
Honrosa Exceção:
Edward Mãos de Tesoura, onde o final é muito diferente do normal.
Porque já chega desse gênero:
Há um argumento de que estas histórias servem para promover o entendimento e combater o preconceito,
sendo assim, OK. Mas o fato triste é que uma única pessoa normalmente não causa tamanho abalo sísmico.

5. O Filme "de Rejeitados"
A História:
Um grupo de rejeitados e perdedores descobre ser melhor que os populares.
Exemplos:
Golpe Baixo, Mudança de Hábito 2, A Casa das 
Coelhinhas, A Vingança dos Nerds (foto)
Virando o Jogo, As Apimentadas
Caso Típico:
Esta não é a história do bando de desajustados que
conseguem realizar algo (pense em Vida de Inseto),
mas o caso específico onde os desajustados triunfam
sobre um grupo melhor treinado, mais equipado e mais
experiente. Isso é muito, muito comum em filmes
esportivos. Nosso Herói, possivelmente um treinador motivador, ocasionalmente uma coelhinha da Playboy,
os encontram carregados com o estigma de fracassados. Podemos estar falando de uma equipe esportiva,
uma fraternidade de estudantes, uma classe escolar ou de presidiários. Nosso Herói decide inspirar este
grupo de desajustados (onde há o gordo, o nerd, e um futuro astro/estrela que só precisa da confiança que
os iniciantes precisam) e no espaço de apenas algumas montagens de cenas eles vão do zero até se tornarem
heróis.
Mas ainda tem o Time Maligno, que provavelmente humilhou Nossos Heróis no começo e certamente já usou
de trapaças contra eles em algum ponto da história, esperando para serem enfrentados na Grande Final. Com
seus uniformes de ponta e espírito de equipe, o Time Maligno parece imbatível, perfeito e equilibrado. Mas o
que é isto? Nossa equipe heterogênea usa suas forças individuais e acaba formando um todo formidável, e
naquele momento crucial que envolve: o lançamento do dado / o jogo de futebol / o Dó Maior, eles acabam
vencedores. Bebidas por conta do Nosso Herói, pessoal!
Honrosa Exceção:
Com a Bola Toda. Ei, é divertido. E Jamaica Abaixo de Zero, porque, você sabe, é Jamaica Abaixo
de Zero.
Porque já chega desse gênero:
 
Porque normalmente o melhor time vence.

Um elemento bônus que NINGUÉM AGUENTA MAIS:
"A Corrida do Amor"

Exemplos:
Simplesmente Amor, Um Lugar Chamado Notting Hill, Uma Linda Mulher, Idas e Vindas do Amor, 
Harry e Sally - Feitos Um Para o Outro, O Melhor Amigo da Noiva (foto), Splash - Uma Sereia em 
Minha Vida, Doce Lar, Sintonia de Amor e um monte de outros (sugira nos comentários)!
Caso Típico:
Este não é um gênero inteiro; é apenas um pequeno elemento,
mas está tão chato que estamos mostrando aqui assim
mesmo. A corrida do amor acontece em muitos filmes, o
bastante para considerarmos que este elemento nunca mais pode
ser usado. Acontece assim. Nosso Herói percebe, finalmente, quem
ele/ela realmente ama. Mas o lance aqui é o tempo! Nosso Herói
tem que: atravessar a cidade ou o país antes que o objeto de sua
afeição desapareça para sempre! Ou talvez não, já que na
metade das vezes eles nem estavam indo para lugar algum.
Há uma boa chance de Nosso Herói estar vestido
inapropriadamente para esta corrida, uma chance ainda maior
de ter a polícia atrás dele/dela no fim da jornada, e 100% de
chances de estar suado quando finalmente chegar. Nada que
incomode a pessoa amada.
Honrosa Exceção:
A Primeira Noite de Um Homem, que não nos deixa com um
clímax artificial. Ah, e Quanto Mais Idiota Melhor 2 por acabar com
tudo isso.
Porque já chega disso:
Porque é tão chato perceber que, com muita frequência, não há nem mesmo um prazo que Nosso Herói
está tentando cumprir. Eles só estão correndo para adicionar alguma empolgação a um filme que é incapaz de
empolgar por meio dos diálogos ou personagens.


  
 

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A Origem

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Se tem um filme este ano que merece a alcunha de "candidato ao Oscar", este filme é A Origem (Inception, EUA, 2010). A obra do diretor Christopher Nolan é densa, marcante, enigmática e provocadora, como todo filme de suspense e ficção científica deveria ser. Por total mérito, o público tem dado a resposta nas bilheterias, com 270 milhões de dólares arrecadados somente nos EUA, e não estamos falando de um filme em 3D, o que encarece o preço dos ingressos e, portanto, os valores das bilheterias.
A Origem conta a história de Don Cobb (Leonardo DiCaprio), um extrator. Esta profissão consiste em jogar a mente de alguém em um sonho pré-fabricado de outra pessoa, e então extrair uma ideia desse alguém sem que ele/ela perceba. Depois de um trabalho mal sucedido, Cobb passa a ser procurado vivo ou morto pela companhia que o contratou (esse tipo de trabalho não tem nada de legal). Mas surge a oportunidade que ele procura para se livrar desta perseguição: um serviço contratado não para extrair uma ideia, mas inseri-la, o que é muito mais difícil. Ele aceita o contrato e começa a reunir sua equipe para realizar a árdua tarefa. Entra em cena um dos elencos mais bacanas já reunidos: Joseph Gordon-Levitt (de (500) Dias Com Ela), Ellen Page (Juno), Tom Hardy (que estará no novo filme da série Mad Max), Marion Cotillard (Piaf - Um Hino ao Amor), Ken Watanabe (Batman Begins e O Último Samurai) e uma participação de Michael Caine (o mordomo Alfred de O Cavaleiro das Trevas).
Com efeitos especiais inventivos e sensacionais, roteiro extraordinário e complexo e uma fotografia matadora, dificilmente A Origem não aparecerá na lista dos indicados aos prêmios da Academia em 2011. Pelo menos, torço para isso, pois o meu Oscar (e os dos críticos) de filme do ano para a produção já está garantido.

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Uma Noite na Ópera (da série 1001 Filmes)

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Quando se fala em comédia americana dos anos 1930, imediatamente pensa-se em Charles Chaplin, o maior cineasta que já viveu. Mas no rol dos grandes gênios desta arte milenar também estão incluídos outros nomes menos conhecidos do público brasileiro, dentre eles Buster Keaton e os Irmãos Marx.
Uma Noite na Ópera (EUA, 1935), do diretor Sam Wood é sem dúvida nenhuma a obra-prima de Groucho, Chico e Harpo Marx. Transgressor e maravilhosamente ingênuo, com um humor primoroso e recheado com cenas memoráveis, o filme traz os três irmãos - que na verdade eram quatro, com Zeppo completando o quarteto, mas que não está neste filme - realizando uma verdadeira algazarra durante um espetáculo de ópera, destruindo cenários, envergonhando o público, enfim, instaurando o caos. E isso é muito engraçado, visto no contexto do filme.
O filme contém uma das cenas mais engraçadas de todos os tempo, antológica, na qual os três irmãos colocam uma multidão dentro de um minúsculo quarto de navio (foto). Quanto mais gente bate na porta do quarto, maior o número de pessoas que vai se apertando lá dentro. Outra cena marcante é aquela em que Groucho e Chico acertam os detalhes de um contrato artístico.
Se você nunca assistiu nenhum filme dos Irmãos Marx, vale a pena descobrir o humor não menos que genial desta trupe que tanto fez e inspirou comediantes geração após geração.

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Farrapo Humano (da Série 1001 Filmes)

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O filme venceu 4 Oscar
Há 65 anos chegava aos cinemas um dos primeiros filmes realistas da história. Farrapo Humano (The Lost Weekend, EUA, 1945), dirigido por Billy Wilder e estrelado por Ray Milland e Jane Wyman, foi um choque para as plateias americanas em seu lançamento. O público não estava acostumado a ver os heróis do cinema se embriagando e se humilhando em uma jornada rumo ao fundo do poço. As comédias românticas e filmes de guerra com bravos homens conquistando e derrotando seus inimigos eram o que aparecia nas telas. Mas Don Birnam, personagem de Farrapo Humano, não tinha nada de heroico. Ele é um escritor com bloqueio criativo, cuja dependência do álcool o está destruindo, que é amado por uma bela e doce mulher que não abre mão da esperança de vê-lo curado do vício.
Billy Wilder, que depois dirigiria outros clássicos incontestáveis como Quanto Mais Quente Melhor e Se Meu Apartamento Falasse - todos na lista dos 1001 filmes para ver antes de morrer - passou a ser levado a sério como cineasta depois de ganhar o Oscar de direção por este filme. Wilder não teve escrúpulos ao mostrar com o máximo de realismo permitido pela conservadora Hollywood dos anos 1940 a dura rotina de alguém que faz do vício sua própria vida. Conta a história que fabricantes de bebidas ofereceram 5 milhões de dólares à Paramount para que o estúdio não lançasse o filme, com medo de verem sua imagem deteriorada pelo verdadeiro retrato do que o álcool pode fazer na vida de um homem.
Ray Milland, com atuação também premiada com o Oscar, faz qualquer um acreditar que realmente bebeu durante as filmagens, tão soberba é sua performance.
Farrapo Humano tornou-se revolucionário, e permanece até hoje como um dos retratos cinematográficos mais cruéis e verossímeis de um vício já visto.

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Warm Springs

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Os filmes produzidos pelo canal HBO são na maioria das vezes sinônimo de qualidade. Alguns são memoráveis, bastando lembrar de Grey Gardens (com Drew Barrymore e Jessica Lange, brilhantes), A Vida e a Morte de Peter Sellers (com Geoffrey Rush) e You Don't Know Jack (com um Al Pacino revigorado), todos eles retratando personagens reais, com histórias extraordinárias. 
Warm Springs, dirigido por Joseph Sargent é outro exemplo excepcional de um filme inspirado por eventos e personagens reais que arrebatou nada menos que 15 Emmy em 2006, prêmios mais do que merecidos. O filme conta a história de Franklin Delano Roosevelt (vivido pelo genial ator shakesperiano Kenneth Branagh) antes de se tornar o presidente americano que mais tempo ficou no poder, sendo o homem que levou os EUA a entrarem na II Guerra Mundial, mas antes disso ajudou na recuperação do país após a Grande Depressão que assolou a nação americana. Mas o que muitos não sabem é que Roosevelt andava em uma cadeira de rodas, devido à Pólio, doença que o atingiu em 1921, aos 39 anos, com sua carreira política tomando fôlego. Ele descobre uma estação termal no interior do estado da Geórgia, a Warm Springs do título, onde busca recuperar a força das pernas debilitadas pela doença.
O filme mostra a recuperação parcial do futuro presidente, o apoio de sua esposa, Eleanor (Cinthia Nixon, também premiada pelo papel), e sua luta pela reabilitação de milhares de pessoas também afetadas pela enfermidade, seguindo até o momento em que resolve retornar à política, indicando o governador de Nova York, Al Smith, para concorrer à presidência. Sua chegada na convenção do Partido Democrata, sendo ovacionado por vários minutos, é uma cena memorável, que encerra com maestria um filme sensível e tocante, digno de ser visto por todos.

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Rock Cristão de graça!

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Aeroilis e Militantes. Duas bandas que não poderiam ser mais diferentes em suas propostas e seu som, mas que se igualam em uma atitude que segue uma tendência mundial: a de disponibilizar seus discos novos de graça na internet.
O Aeroilis é uma dessas bandas que a gente não consegue esquecer. O disco de estreia, Aeroilis, lançado em 2002 em esquema independente e depois distribuído pela gravadora Bompastor, arrebatou a crítica especializada com suas canções melódicas e sua agradável inspiração no rock britânico moderno, o que mostrou-se uma excelente surpresa para os brasileiros, acostumados com um som pasteurizado marcado por incontáveis bandas sem personalidade nem criatividade. Os rapazes de Florianópolis mostraram que é possível fazer música cristã com letras de qualidade sem precisar invocar os velhos clichês desse tipo de música.
Oito anos se passaram e a expectativa pelo novo álbum do grupo foi aumentando a ponto de se acreditar que os caras estavam tendo um lapso criativo, mas o Aeroilis não deixou de ser uma banda independente, e a gravação seguiu em passos lentos. Sobre isso, Arvid Auras, vocalista e líder da banda diz no site oficial:

"O intervalo entre o primeiro álbum e este foi grande, nem achamos que vale ficar dando muito espaço às justificativas, o que vale mesmo é comemorarmos que finalmente o segundo álbum do Aeroilis nasceu, firme e forte e está aí para mostrar para aqueles que sempre mandavam e-mails ou deixavam recados através do Myspace, Orkut, Facebook, Twitter, enfim, todos aqueles que não desistiram de nós, este CD é para todos nós, para provar que jamais devemos desistir daquilo que acreditamos."

Para mostrar que valeu a pena esperar, Nada Mais Além, o novo álbum, chega em formato digital para download gratuito no site da banda, e logo na primeira audição podemos perceber uma maturidade em relação às letras e melodias e uma melhor produção no instrumental. Passos Lentos, música carro-chefe do disco, é uma declaração de liberdade do passado, da prisão do pecado e uma afirmação de que tudo o que nos impede de seguir a Deus deve ficar para trás. Linda canção. Como todas as outras do repertório.

Agora resta a esperança de não esperar mais oito anos para ouvir o novo disco do Aeroilis.

Para baixar de graça e legalmente Nada Mais Além, clique AQUI.

Os Militantes é uma banda de punk-rock que em seus últimos cds vinha ganhando novos fãs e críticos no mesmo ritmo. Parecia que o destino do grupo seria ocupar o posto de "banda de rock com musiquinhas agitadas" no mundo da música cristã. Até o lançamento de Destrua o Controle, novo disco dos caras de São Paulo. É um álbum forte, com um som cru e letras punk (mas sem os palavrões, afinal ainda é uma banda cristã), com uma militância (com o perdão do trocadilho) livre das paredes das gravadoras os Militantes fizeram algo pesado, crítico e de grande relevância. De bandinha com um som de "menininho rebelde", o grupo passou a integrar o clube dos artistas cristãos brasileiros que buscam falar de Deus sem apelar para o círculo fechado das apresentações em igrejas e shows específicos para crentes. E disponibilizou o novo disco para download gratuito e legal, o que deixa tudo muito melhor.

Para baixar Destrua o Controle, clique AQUI. E prepare-se para aumentar o volume e curtir muito!

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O Novo Cinema Asiático

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Não é de hoje que o cinema asiático produz obras memoráveis e duradouras. Basta lembrar do japonês Akira Kurosawa, ou do chinês John Woo, cuja melhor fase foi a dos filmes feitos em Hong-Kong. Mas novos filmes produzidos por lá estão chegando ao público ocidental, mostrando-se um cinema forte e de muita qualidade. Tenho visto alguns deles, e selecionei dois que comento aqui. Vamos a eles.

Mother - A Busca Pela Verdade
 Bong Joon-ho tem se provado um dos cineastas mais inventivos dos últimos tempos a surgir não apenas no cinema sul-coreano, mas em todo o mundo. Seu último filme, O Hospedeiro, é um conto de terror que faz com que cada personagem importe, tornando-o um filme de gênero-fora-do-gênero, misturando com sucesso comédia, drama e muitos sustos.
Em  Mother - A Busca Pela Verdade, Joon-ho entrega um excelente filme seguindo na melhor tradição do suspense de Alfred Hitchcock com o toque dramático de Clint Eastwood.
O filme traz a história de uma mãe cujo filho tem problemas mentais, e é acusado de ter assassinado uma jovem estudante. Com seu filho atrás das grades e a polícia dando o caso por encerrado, ela inicia uma investigação por conta própria para descobrir o verdadeiro assassino, chegando a um dos clímax mais tensos do cinema recente. Com um final surpreendente, atuações memoráveis e cenas conduzidas com muita habilidade, Mother é um filme que fica na memória do espectador por um bom tempo.

Ponyo - Uma Amizade que Veio do Mar
Falar de cinema asiático contemporâneo e não falar da de Hayao Myazaki é impossível. Sua obra é ampla e fortíssima, sendo considerado o Walt Disney da terra do sol nascente. Vencedor do Oscar com A Viagem de Chihiro e autor de obras-primas como Princesa Mononoke e Meu Vizinho Totoro, Myazaki é um gênio, venerado pelas mentes criativas (e americanas) da Pixar, só para citar um exemplo. Seu filme mais recente, Ponyo, lançado no Brasil depois de dois anos de espera, é um espetáculo de cores e música, com imagens de uma beleza arrebatadora, e uma história de amor entre duas crianças contada com pureza e muita poesia. Ponyo é uma princesa peixinho-dourado, que foge do pai e vai parar na superfície, onde conhece Sosuke um esperto menino de cinco anos. Ao conhecê-lo, Ponyo decide se tornar humana, mas sua decisão pode trazer consequências devastadoras para todo o planeta. O filme é perfeito para se introduzir na obra magnífica de Myazaki, um conjunto de animações inesquecíveis.

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Zona Verde

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Depois de reinventar os filmes de espionagem com A Supremacia Bourne e O Ultimato Bourne, Matt Damon e o diretor Paul Greengrass retomam a parceria muito frutífera com Zona Verde. Mexendo em vespeiro com vara curta, a dupla agora aborda a Guerra do Iraque logo em seu início, meses após a invasão da capital do país, Bagdá. Matt Damon é o Chefe Roy Miller, líder de uma equipe tática que busca as tão procuradas armas de destruição em massa na cidade, mas percebe que nenhuma informação vinda da inteligência militar é verdadeira, já que nenhuma operação resultou em sucesso; simplesmente não havia armas de destruição em massa. Intrigado com a situação, Miller resolve investigar o caso mesmo à revelia de suas ordens, e a trama o leva à caça de um dos generais mais importantes do presidente deposto Saddam Hussein, Mohammed Al Rawi. Ele é a chave para a descoberta das tais armas que depois descobriu-se não existirem.
Mantendo seu estilo já conhecido dos filmes da série Bourne - fotografia granulada, câmera tremida e seguindo os atores pelos becos da cidade, e cenas de ação e luta de tirar o fôlego - Paul Greengrass mostra-se no domínio de seu filme, sem jamais abrir a mão do poderoso roteiro que tem em mãos, escrito por Brian Helgeland (do clássico moderno Los Angeles - Cidade Proibida).
Como todas as produções que abordam o conflito no Iraque, Zona Verde não foi bem nas bilheterias americanas, o que mostra que talvez o público dos EUA não está pronto (ou não se interessa) para encarar as marcas deixadas de uma guerra que ainda está longe de acabar.

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Kick-Ass - Quebrando Tudo

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"Por que todos querem ser a Paris Hilton mas ninguém quer ser o Homem-Aranha?"
Com este questionamento Dave Lizewski (Aaron Johnson) inicia uma reflexão pop sobre o que aconteceria se alguém comum resolvesse vestir uma roupa colante colorida para sair por aí combatendo o crime. Pensando assim, ele (um tremendo nerd leitor assíduo de gibis) compra uma roupa de mergulho pela internet, escolhe dois bastões tipo cacetete e sai pelas ruas como o incrível super-herói Kick-Ass (em bom português: Chuta-Traseiros)! Não precisa nem dizer que isso é o mundo real, e logo no primeiro dia o garoto é esfaqueado e atropelado, e como consequência, vai parar no hospital, onde fica um bom tempo, e tem várias partes do corpo reconstituídas com placas de metal, fazendo com ele perca a sensibilidade à dor.
Mas se você pensa que ele vai desistir, se enganou. "É como um vício", ele afirma a certa altura do filme. Ao impedir que um joão ninguém qualquer seja espancado, Kick-Ass é filmado e o vídeo vai parar no You Tube, onde se transforma em uma sensação. Mas Dave descobrirá que não é o único herói fantasiado andando pelas ruas. Ele conhece Big Daddy (Nicolas Cage) e Hit Girl (Chloe Moretz, roubando a cena), pai e filha que têm a missão de aniquilar com os negócios criminosos de Frank D'Amico (Mark Strong, o vilão de Sherlock Holmes). As aparições da Hit Girl são um espetáculo à parte. Chloe Moretz é o maior achado de Kick-Ass - Quebrando Tudo; ela possui as melhores cenas de ação.
O filme do diretor Matthew Vaughn (Nem Tudo é o Que Parece e Stardust - O Mistério da Estrela), baseado na série em quadrinhos de Mark Millar e desenhada por John Romita Jr. é um festival de imagens sangrentas e repletas de ação, fazendo jus à obra original. Filme inteiramente independente, Kick-Ass mostra que é possível realizar um excelente filme com cara de super produção e ainda lucrar com isso. Feito com 30 milhões de dólares, muito abaixo dos padrões dos grandes estúdios americanos, o filme já se pagou nas bilheterias e continua figurando entre os filmes mais vistos da temporada. Merecidamente, diga-se de passagem.
Kick-Ass é legal pra caramba!

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Jars of Clay: novo single pode ser baixado de graça

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Uma das bandas de rock cristão mais aclamadas da história da música cristã contemporânea, o Jars of Clay é um desses grupos que não cansam o ouvido da gente. Eles fazem um rock melódico, suave, mas que sabe ser pesado quando a canção exige. Uma música do Jars of Clay nunca é igual a outra, o que faz do trabalho destes caras algo sofisticado e agradável a qualquer ouvinte de boa música. Com letras inteligentes e carregadas de uma espiritualidade notável, tornar-se um fã na primeira audição não é nem um pouco difícil.
O novo álbum, The Shelter, chega às lojas americanas em 5 de outubro, mas o grupo já liberou o novo single, "Out of My Hands", para download gratuito. A música traz a participação especial de Mike Donehey da banda Tenth Avenue North e Leigh Nash, a aclamada artista pop/indie da banda Sixpence None The Richer. E o single, é bom? Resposta: pode baixar, você não vai se arrepender.

PARA BAIXAR A MÚSICA, BASTA CLICAR AQUI.

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