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Little Joy

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Uma banda muito legal que apareceu na cena americana é o Little Joy, a reunião muito proveitosa de Rodrigo Amarante , na foto ao lado (Los Hermanos), e Fabrizio Moretti (Strokes). Quem quiser baixar, é só clicar aqui.

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O Nevoeiro

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Depois de assistir a O Nevoeiro a gente tem que passar um tempo para se recuperar de algumas das imagens mais fortes a serem filmadas na história das adaptações de histórias de terror. Este é um daqueles filmes "ame ou odeie", uma vez que não se trata de uma produção fácil de ser digerida, especialmente pelo seu final, que vai na contramão de tudo o que se espera de um filme sobre o fim (ou seria recomeço?) do mundo.
Depois de uma tempestade muito forte em uma cidade americana do interior que fica próxima a uma base militar, um misterioso nevoeiro se aproxima do lugar. Enquanto a névoa sinistra está chegando, um pai e seu filho vão a um mercado comprar suprimentos, caso a tempestade retorne. O problema começa quando alguma coisa começa a matar qualquer um que esteja dentro do nevoeiro, fazendo com que todos dentro do mercado permaneçam ali mesmo enquanto a situação não é esclarecida.

A direção segura de Frank Darabont (Um Sonho de Liberdade, À Espera de Um Milagre) não apenas respeita a obra original, um conto de Stephen King, como presta uma homenagem de categoria aos filmes B dos anos 1970, recheados de monstros e conflitos mortais entre os personagens assolados pelo medo e pela incerteza.

Além disso, há um paralelo bem claro entre este O Nevoeiro e Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles. Ambos tratam de um apocalipse, e como as pessoas comuns reagem em situações limite, embora o filme de Meirelles passa longe de ser um terrorzão dos bons, como este de Darabont. Há cenas de prender a respiração, gritar de susto, roer as unhas e até comemorar. Talvez por isso este filme se encaixe perfeitamente na minha lista dos melhores filmes vistos por mim este ano.

A conclusão que chegamos depois de assistir aos dois filmes é a de que o ser humano não resiste ao sentimento mais paralisante e modificador que existe: o medo. E isso nos assusta.

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Ensaio Sobre a Cegueira

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Depois de uma expectativa que durou cerca de dois anos, finalmente pude assistir Ensaio Sobre a Cegueira, aguardada adaptação da obra de José Saramago, realizada pelo diretor Fernando Meirelles. E nada melhor do que assistir ao filme com alguém que é fascinado pela literatura portuguesa, neste caso, meu amigo Elias, que a cada cena parecia mais e mais emocionado. Depois de assistir e pesquisar em fóruns da internet em busca das opiniões de outras pessoas, foi fácil entender porque os americanos receberam este filmaço tão friamente. Não se trata de um filme fácil de acompanhar, especialmente para quem está acostumado a outro tipo de fim de mundo - aquele que se passa em Nova York e que é apinhado de toda espécie de efeito digital, algo como Eu Sou a Lenda, com Will SMith (e Alice Braga).
Em Cegueira, o fim do mundo acontece em uma cidade sem nome (cujas paisagens urbanas foram captadas com maestria em Toronto, São Paulo e Tóquio), com pessoas cujos nomes também não são mencionados. Não dá para um público pasteurizado como é o dos Estados Unidos entender uma história sem ter um herói (com um nome) que lute pela sobrevivência do "sonho americano". Não há nada neste filme que o assemelhe a uma produção hollywoodiana, a não ser é claro o elenco, composto por Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover, Alice Braga, Gael Garcia Bernal e Maury Chaykin.
A produção acompanha a história de uma intrigante epidemia de uma espécie de cegueira branca, que começa com um japonês yuppie e se espalha por todo o país. Logo que se constata a epidemia, os contaminados são enviados a um hospício desativado, onde ficarão em quarentena. Logo de cara percebe-se um grupo heterogêneo, cuja única identificação é um número e uma profissão. Os nomes enquanto identidades externas não importam para quem só consegue enxergar (ou imaginar) o interior do outro. No grupo estão o primeiro contagiado, o oftalmologista que o atendeu, sua esposa (como a única que enxerga mas tem que fingir que não vê para acompanhar o marido) e outros que de alguma maneira se relacionaram com o japonês que deu início a tudo. Não demora muito e a quarentena parece pior do que um campo de concentração nazista: imundície por todos os lados, banheiros podres, urina e fezes espalhados pelos corredores.
Como se não fosse o bastante, um homem que se denomina o Rei da Ala 3 (Gael Garcia Bernal) decide tomar o controle da comida destinada aos doentes. Ele possui uma arma, o que o habilita a tomar o poder e infligir horrores que só alguém com a alma cega poderia impor.
Temos em Ensaio Sobre a Cegueira uma alegoria genial, filmada brilhantemente e contada com perfeição que até as cenas mais polêmicas e antecipadas semanas antes do lançamento são vistas como sequência (e consequência) de tudo o que se viu até ali. Há momentos nos quais a brancura das imagens é tão clara que até o espectador se sente cego, compartilhando do desespero dos personagens. Em uma cena emblemática, o menino que se perdeu dos pais depois de ter perdido a visão está andando pela enfermaria da quarentena, certo de que perto da porta de saída há uma cama baixa, e é o que nós vemos; mas logo que se aproxima do que seria a cama, a imagem mostra uma mesa alta, enganando não apenas o ator, mas a todos os que viram primeiramente a cama. Um toque de gênio, dentre os muitos artifícios que Meirelles usa para envolver o público.
Julianne Moore, com sua atuação contida a princípio e cheia de energia e vitalidade posteriormente, merece um Oscar. Prêmio que não deve ganhar, uma vez que o filme foi um fracasso na terra do Tio Sam.

Em suma, o que se enxerga em Ensaio Sobre a Cegueira é muito mais do que mais um filme apocalíptico.
Pode haver lágrimas, asco, risos, rancor, mas no fim o que prevalece neste filme é a esperança.

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Lado B

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Já faz muito tempo desde que praticamente extinguiram o disco de vinil, carinhosamente chamado de "bolachão". Era a melhor maneira de se desfrutar verdadeiramente de uma obra produzida por um artista, afinal, não se tratava apenas de música. Era mais, era todo um projeto, desde as composições até a arte do álbum (daí ser chamado de álbum cada disco de um artista), pois havia discos que eram verdadeiras obras de arte: capas duplas, castelos em alto relevo, discos coloridos... Verdadeiras experiências sensoriais. A gente tocava, cheirava, apalpava, sentia muito além da simples audição que utilizamos para experimentar um moderno CD, ou pior ainda: um MP3 player.

Mas uma coisa que me chamava atenção nos vinis era a possibilidade que cada cantor ou banda tinha de mostrar algo além dos óbvios hits radiofônicos. No bolachão havia o lado B, onde o artista colocava aquelas músicas que ele gostava muito, mas que não tinham potencial para tocar nas rádios. O lado B representava uma saída artística utilizada e amada com afinco pelos intérpretes das canções. O lado A era um chamariz para o público, que comprava o disco para ouvir o sucesso do momento, mas acabava se deparando com o lado B, que era a chance para o fã conhecer quem era seu ídolo verdadeiramente, sem vernizes técnicos, sem preocupações em agradar o mercado, apenas ele de corpo e alma.

A vida também tem seu lado B. Cada um de nós temos este outro lado, melhor, mais livre, sem amarras profissionais ou técnicas. Neste nosso lado B não precisamos ser alguém que exista só para agradar os outros, os ouvintes da vida. Podemos ser realmente felizes enquanto artistas do palco da existência. Quem dera vivêssemos sempre no lado B! Sem pressões, sem exigências, somente nós mesmos, amando, escrevendo, agindo, cantando, dançando, correndo, sorrindo, chorando, orando. Simplesmente nós.

E quem nos amou primeiramente pelos nossos grandes sucessos, quando descobrir que somos pessoas comuns, com muitos defeitos (afinal não passamos por nenhum processo mercadológico) mas também repletos de virtudes, continuará amando. Afinal, o lado B é bem, bem melhor que o lado A.

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Filmes sobre mágicos

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Acabei de assistir a um filme sobre Houdini, um grande ilusionista, conhecido no início do século XX como o "Mestre das Fugas". Trata-se de Atos que Desafiam a Morte, da diretora Gilliam Armstrong, com o bom ator Guy Pearce (de Amnésia e L.A. Cidade Proibida) no papel do famoso mágico. Tendo como antagonista/par romântico a bela Catherine Zeta-Jones, o filme não chega a ser uma obra-prima, mas o ar de melodrama é compensado pelas ótimas atuações, especialmente por Saoirse Ronan, que interpreta a filha de Zeta-Jones, uma médium charlatã que aceita o desafio feito por Houdini: incorporar a mãe falecida do mágico e fazer-lhe dizer suas últimas palavras, conhecidas apenas por Houdini. É um bom filme, que ao menos desperta o interesse da audiência em saber algo mais sobre este que foi um personagem importante da cultura pop, quando esta ainda dava seus primeiros passos. Pode-se dizer que Houdini era um pop star, acompanhado de perto pela mídia mundial (paparazzi, digamos assim), tendo sua imagem em revistas em quadrinhos e em cinejornais. Tem-se em Atos um exemplo menor de como fazer um bom filme sobre mágica.
Mas quem assiste O Grande Truque logo esquece do exemplo acima citado. Este sim uma obra-prima, pronto para surpreender a cada fotograma, sem jamais subestimar a inteligência do espectador, usando de recursos cinematográficos essenciais para trazer à vida imagens inesquecíveis e perturbadoras, com um único objetivo: contar uma boa história. Com Hugh Jackman e Christian Bale como mágicos rivais chegando a ultrapassar todos os limites da rivalidade, o diretor Christopher Nolan criou um espetáculo onde o resultado final é mais do que fumaça e espelhos. Não é um filme sobre ética profissional, mas sobre os sacrifícios que alguém pode realizar para imprimir a marca da perfeição naquilo que faz. Com um final impossível de prever, o que temos é o filme supremo sobre mágica. E sobre mágicos.

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Orquestra dos Meninos

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Nunca postei um texto sobre um filme que ainda não vi. Mas hoje, navegando pela rede me deparei com a notícia de um filme inteiramente rodado em Sergipe, coisa rara para um estado que até então mantinha sua não-política de incentivo a filmagens em seus limites. O filme em questão é Orquestra dos Meninos, de Paulo Thiago, estrelado por Murilo Rosa, Priscila Fantin e Othon Bastos. Trata-se de uma história real, passada em Pernambuco nos anos 80, quando o professor de música Mozart Vieira decide criar em São Caetano, sertão pernambucano, uma orquestra clássica. Tarefa difícil. Como fazer para convencer crianças - cuja preocupação principal é o que vai comer ao meio-dia - da importância da arte na vida? A história de Mozart virou reportagem no Fantástico, o que lhe rendeu uma visibilidade enorme em todo o país, e tocou o coração de Paulo Thiago, que deu início ao projeto oito anos atrás.
No dia 29 de setembro o filme fez sua pré-estréia nacional em Aracaju, o que trouxe todos os astros da produção para a terrinha. Além do elenco global, muitas crianças sergipanas foram selecionadas para participar das filmagens, o que deixa a gente que mora em Sergipe e ama cinema muito orgulhoso. Afinal, não é todo dia que se ouve falar de um filme rodado por essas bandas.
Como não poderia deixar de ser em um filme sobre uma orquestra de música erudita, a trilha sonora é primorosa, tendo sido gravada pelo Quinteto Villa-Lobos, famoso em todo o mundo. As obras de Bach e Villa-Lobos entre outros estão em perfeita harmonia com o clima da trama. O grupo tocou de uma maneira diferente, pois para retratar meninos ainda aprendendo música era necessário interpretar de modo quase improvisado, meio desengonçado. O resultado é peculiar, mas deixa tudo ainda mais poético. Algumas músicas da trilha sonora podem ser ouvidas no site (clique aqui), que tem ainda o trailer e um texto do próprio Mozart Vieira, todo emocionado com a produção.

Enfim, fica a dica de um filme que eu certamente irei assistir no cinema, em Aracaju, como todo sergipano deve fazer. Que outras iniciativas como esta surjam, para que nosso estado seja mostrado em todo o Brasil, quiçá no mundo.

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O Som do Coração (August Rush, EUA, 2007)

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Era uma vez um menino chamado Evan Taylor, que morava em um orfanato sem saber do paradeiros de seus pais. De alguma maneira, August tinha uma espécie de sexto sentido para captar a música que havia ao seu redor. Sem saber exatamente como, era este talento que ele usava para continuar acreditando que um dia reencontraria sua família.
É neste contexto de conto de fadas que somos apresentados ao herói desta pequena pérola que merece ser descoberta pelo público brasileiro. O Som do Coração, dirigido por Kirsten Sheridan, é um filme repleto de clichês, isso é verdade. Mas o elenco é tão inspirado e se entende tão bem que somos levados a acreditar que tudo o que acontece na trama é verossímil, o que nos torna cúmplices até de alguns furos no roteiro. A gente olha e vê que algumas coisas simplesmente não poderiam acontecer na vida real, mas ao mesmo tempo nos sentimos tão tocados pela jornada do protagonista que pensamos: "Vai lá, eu quero que isso aconteça".
Como os pais de Evan, afastados pela vida, Jonathan Rhys-Meyers e Keri Russel (alguém faça dessa menina uma estrela, porque ela merece) parecem ter sido feitos um para o outro. A química (e aqui vai um clichê da resenha cinematográfica) entre eles é impressionante, o que torna este filme mais que uma fábula sobre a música, mas uma linda história de amor.
À medida que acompanhamos Evan (depois chamado de August Rush), vamos encontrando o maravilhoso elenco reunido: Terrence Howard, como o assistente social que quer ajudar o menino, Robin Williams - o músico de rua que explora crianças carentes mas talentosas, e até o sumido Bubba de Forrest Gump (lembra dele?), Mykelti Williamson, no papel de um reverendo que matricula August na prestigiada escola de música Juilliard.
Em suma, o que temos é um belo filme, uma bela trilha sonora e uma história que envolve o espectador e faz com que aceitemos todos os clichês, pois são bem usados e trazem muita emoção, coisa rara hoje em dia.

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Louvando em meio à tribulação

Durante a minha vida tenho me deparado com situações adversas as mais diversas. Momentos de ansiedade exagerada, dias inteiros tomados pela culpa, aflições geradas pelo pecado. Mas a cada dia tenho aprendido que Deus é misericordioso para fazer com que dias assim tornem-se dias vitoriosos, repletos de bênçãos e vida. Não é fácil permitir que tempos difíceis transformem-se em tempestades passageiras, mas o trabalho não é nosso! Porque é Deus quem faz tudo em nosso lugar. "Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade."  (Filipenses 2 : 13)
Lembro-me da passagem de Atos 16, na qual Paulo e Silas são presos e acorrentados pelos pés, mas ainda assim, lá pela meia-noite, entoam louvores ao Senhor, como se nada estivesse acontecendo, apenas confiando que o Senhor está no controle. E o resultado é imediato! No versículo 25 eles começam a cantar, e no 26 um terremoto quebra todas as cadeias! O carcereiro, desesperado porque acha que todos os prisioneiros irão fugir, tenta se matar (era vergonhoso para um carcereiro ver que os presos sob sua responsabilidade fugiram), antes que matem toda a sua família. Mas Paulo e Silas não apenas não fogem como nenhum dos encarcerados com eles. O carcereiro recebe Jesus como salvador, e no dia seguinte os apóstolos são libertados. É Deus agindo com toda a sua sabedoria, mostrando que nada foge à sua vista!

Mas é importante lembrar que NADA mesmo! Nem o pecado, nem o bem ou o mal. Mas eis que vem uma chance de consertar tudo: "MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo."  (I João 2 : 1)
Deus é fiel! Comigo e com você! Amém?

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Os Sete Samurais

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Mestre Kambei: "Mais uma vez fomos derrotados. Os lavradores venceram, não nós."

Com esta triste constatação, encerra-se a projeção de 3 horas e 27 minutos de Os Sete Samurais, um dos maiores filmes de todos os tempos, obra-prima de Akira Kurosawa. Assistir a este filme não é trabalho dos mais fáceis para aqueles hipnotizados pelas produções modernas, repletas de efeitos especiais de última geração, porém vazias de roteiro, com diálogos frouxos e pré-fabricados por executivos engravatados que nada entendem de cinema como arte. Arte feita para as massas, é verdade, mas jamais uma arte tola e que subestima seu público.
Como mestre do cinema, Kurosawa conhecia o segredo para um bom filme: tem que ser uma história agradável e fácil de entender. Simples assim. Nada dos maneirismos ou manobras bestas disfarçadas de "inteligentes reviravoltas" que povoam a cinematografia do século XXI (com poucas e honrosas exceções), apenas histórias contadas de modo eficiente, que cativem a quem as assista.

No filme de 1954, um samurai decadente e velho, que só conheceu derrotas, é contratado pelos moradores de uma pobre aldeia de lavradores, que estão na expectativa de um ataque a qualquer momento por 40 perigosos bandidos. Em recompensa, o samurai só terá três refeições diárias. Como sozinho ele sabe que não conseguirá, decide arregimentar mais 6 samurais mortos de fome para juntos treinarem a população do vilarejo afim de defenderem a aldeia.

É assim, com essa história simples, que Kurosawa nos apresenta os 7 samurais, com personalidades distintas, além de alguns lavradores que se destacam no elenco. Durante todo o filme acompanhamos o treinamento dos habitantes, a angústia do samurai Keykichuo (interpretado com maestria por Toshirô Mifune) em começar logo a batalha e pelo menos duas grandes cenas de ação: o ataque surpresa à fortaleza dos bandidos, e a batalha final, grandiosa e bem orquestrada, sob uma chuva torrencial, onde algumas tragédias acontecerão.

Os Sete Samurais é uma obra duradoura e com uma emoção raras vezes vista em outras produções, realizadas no Japão ou em qualquer outro lugar do mundo, incluindo Hollywood, é claro.

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Garçonete

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Jenna, a personagem central de Garçonete, tem uma vida triste. Um marido horrível, um chefe mal humorado, sonhos não realizados. E para completar, ela acaba de descobrir que está grávida do tal marido horrendo, alguém tão ridículo quanto perigoso. É nesse momento que encontramos nossa heroína, uma das mulheres mais próximas do real (se é que isso é possível) que o cinema americano já produziu; e o melhor: Jenna não é o único personagem fascinante nessa história. No filme de Adrienne Shelly, que também atua como uma das amigas de Jenna, os personagens adoráveis - e detestáveis - se acumulam.
A trama vai se desenrolando e nós espectadores nos sentimos envolvidos na vida da protagonista de maneira que as lágrimas dificilmente deixarão de cair (ou a imensa vontade de que elas caiam), pois emoção Garçonete tem de sobra. Isso tudo sem nunca cair em pieguice hollywoodiana desnecessária. A atriz Keri Russel (da série Felicity) parece não perceber o peso de liderar um elenco em cinema pela primeira vez, tamanha a leveza que imprime em cada fotograma. Mesmo em cenas mais tensas percebemos uma fluidez digna das grandes divas da sétima arte.
Primeiro filme da diretora, roteirista e atriz Adrienne Shelly, este acabou sendo também sua última obra, pois Shelly foi assassinada semanas antes do filme sequer ser lançado. Triste saber que tanto talento contido nunca poderá ser compartilhado conosco, um público ansioso por bons filmes de verdade.
Fica, porém, a mensagem que a diretora queria passar: a felicidade se encontra em coisas pequenas, detalhes que falam muito mais alto no fim das contas que dinheiro e sexo. Felicidade não é errar nas escolhas. Mas é, com certeza, poder começar tudo de novo.

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Meu nome não é Johnny

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Ano passado um fenômeno tomou conta do país inteiro, influenciando comportamento, programas de TV e até o jeito de falar. Estou falando de Tropa de Elite, de José Padilha. Trata-se do primeiro filme a sofrer com a pirataria de maneira astronômica, pois antes mesmo de ser lançado nos cinemas já era um sucesso nas bancas de camelôs Brasil afora. Estima-se que 11 milhões de pessoas tenham assistido ao filme sem nunca ter pisado em uma sala de cinema. OK, Filipe, mas por que você está começando um texto sobre Meu Nome Não é Johnny, filme com Selton Mello (o Johnny Depp brasileiro), falando sobre Tropa de Elite? E a resposta é: estou querendo estabelecer uma comparação aqui entre os dois filmes. Sim, eu sei que são obras distintas, embora tenham elementos em comum. Acontece que Johnny é um filme superior em muitas coisas ao fenômeno popular jamais visto no Brasil. Primeiramente, a obra de Mauro Lima suscita emoções que Tropa sequer arranha em conseguir.
Sei que essa não era a intenção de Tropa. O que José Padilha queria era chocar, mostrar uma realidade crua de uma sociedade contaminada por um sistema corrupto do qual todos nós fazemos parte. E nisso o filme é magistral. Não estou aqui para desmerecer um filme tão adorado (e vencedor em Berlim)!
Mas vejo em Meu Nome Não é Johnny muito mais para a vida dessa mesma sociedade retratada em Tropa. Demonstrações práticas de otimismo, sem apelar para vazias lições de moral, típicas dos filmes da Disney. O filme é realmente emocionante, sem pieguismo, nem soluções falsas. É verdadeiro, sincero e bonito.
Claro que Tropa de Elite tem outras lições. Então quer saber? Vamos parar de comparar! Assista os dois, mas assista Meu Nome Não é Johnny mais vezes. E quem sabe até rola uma lágrima inesperada.

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Cloverfield - Monstro

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Como subgênero originado dos filmes de terror, os filmes de monstro são considerados por muitos como exemplos bobos surgidos na arte cinematográfica. De fato, a maioria desses filmes são obras B, grande parte realizada com orçamento mínimo e - o que é pior - sem a menor criatividade de seus realizadores.
Ultimamente, entretanto, o cinema mundial tem brindado os fãs com excelentes obras do gênero. Um bom exemplo é o recente O Hospedeiro, filme sul-coreano de ótima repercussão mundo afora, que traz um bagre anabolizado aterrorizando a cidade de Seul, saído do rio Han. Diferente de outros filmes de monstro, este não centraliza a trama no monstro, mas mostra o drama pessoal das pessoas afetadas pelo surgimento do gigantesco gosmento.
Depois que a Coréia do Sul mostrar que tem habilidade e know-how para fazer filmes recheados de efeitos especiais mas também com alma e emoção, faltava Hollywood mostrar que pode igualmente agradar crítica e público com um filme de monstro genuíno, mas carregado na dramaticidade de seus personagens.
Somente um cara como J.J.Abrams (produtor do filme), criador de Lost e diretor da releitura da série cinematográfica Star Trek, poderia trazer algo assim à tona.
Cloverfield - Monstro é um desses filmes de terror que cumprem à risca seu dever. É apavorante! Mas, surpreendentemente em uma superprodução, mantém os olhos do espectador voltados para a reação de pessoas comuns a um evento extraordinário. Todo o filme é mostrado do ponto de vista da câmera de Hud, que filmava a festa de despedida de seu melhor amigo quando o monstro ataca Nova York (sempre NY). O que segue depois disso é a maneira como ele e seus amigos, Lily, Rob, Jason e Marlena, vão passar por tudo isso, e ainda sobreviver.
Não pensem os desavisados que por ser do ponto de vista de uma câmera caseira, o filme não tem a ação que um filme de monstro deve ter. Ela está lá, assim como os efeitos especiais de primeira linha, as explosões, os "filhotes" do monstro, e é claro, o monstro gigantesco. Tudo para fazer de Cloverfield - Monstro um desses filmes para assistir com a galera, comendo pipoca, com a luz apagada e gritando a cada susto - que não são poucos.

Nota: 9

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Ética?

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Li na Veja desta semana uma matéria sobre o deputado federal que preside o Conselho de Ética da Câmara. E fiquei pasmo! O fato é que Sérgio Moraes (PTB-RS) tem uma ficha maior que a de muito bandido rodado que a gente encontra por aí. Ficha de acusações, quero dizer. Mas você sabe, onde há fumaça... O cara já foi acusado de receptação de jóias, agressão, favorecimento à prostituição (lenocínio), enfim. Tudo bem, a pessoa ter o rabo preso, é problema dela. Acontece que ele é o presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados! Eu disse ÉTICA! É difícil de acreditar que algum deputado que andar fora da linha vai ter o mandato cassado por um conselho presidido por alguém que desconhece o significado da palavra "ética"! Mais sério ainda é pensar que os deputados mesmos, membros do conselho, são os que votaram num cara desses! Lendo a matéria, fiquei tão fulo que quase rasguei a revista... Controle-se, Filipe!

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Os Indomáveis

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Russel Crowe é um tremendo ator. Christian Bale é um profissional que traz respeito a cada filme de que participa. James Mangold é um dos diretores mais versáteis de Hollywood. A reunião dos três para fazer um western renderia no mínimo um quê de curiosidade da parte dos cinéfilos de plantão. Mas rendeu muito mais do que isso. Os Indomáveis (3:10 to Yuma) é um filmaço com todos as letras! Trata-se da refilmagem de um clássico com Glenn Ford, lançado em 1957 por aqui com o título de Galante e Sanguinário.
Crowe é Ben Wade, o líder de uma gangue de assaltantes a assassinos, que ataca uma diligência da mesma empresa pela 20ª vez. Elegante e de boa lábia, Wade só mostra sua crueldade quando realmente precisa. Quando é preso pelos crimes, precisa ser escoltado a salvo até a cidade de Contention, onde deve pegar o trem das 3:10 para Yuma (daí o título original). Já Christian Bale é Daniel Evans, fazendeiro pobre abarrotado de dívidas, que aceita se juntar ao grupo que escoltará o perigoso bandido. É apenas o começo de uma história cheia de ação que dá espaço ao desenvolvimento de uma perigosa amizade entre os dois protagonistas, com diálogos inteligentes e um final emocionante.


Os Indomáveis é mais do que uma elegante retomada ao gênero que construiu o cinema norte-americano. É um dos melhores filmes feitos em 2007.

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Redescobrindo Peter Pan

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Como cinéfilo incorrigível (e que não quer se corrigir), amo todo tipo de manifestação cinematográfica. Mas nenhum gênero é mais encantador e atraente para mim que a animação. Muita gente torce o nariz para um tipo de filme que nunca sai de moda, mas vive se reinventando, em várias partes do mundo.

Dito isto, gostaria de destacar um dos filmes de animação mais amados de todos os tempos: Peter Pan, de 1953. Walt Disney provava a cada filme que se tratava não apenas de um animador competente, mas também de um gênio de uma indústria ainda em formação. Em Peter Pan, sua visão sempre um olhar à frente alcançou um nível jamais visto. Visto hoje, 55 anos depois (uau!), a obra ganha mais ainda o status de OBRA-PRIMA. É um filme vivo, envolvente, que aquece o coração do espectador. Dentre todas as adaptações da peça que James M. Barrie escreveu em 1904 feitas para o cinema e TV, a única que se iguala ao desenho de 1953 é a recriação de 2003, com um menino no papel de Pan pela primeira vez. Mas isso se deve ao fato de que o filme de P. J. Hogan aproveitou-se de várias ótimas idéias que Disney descartou para seu próprio filme, como a cena do filme de 2003 em que Wendy diz que vai dar um beijo em Peter, mas ele não sabe o que é um beijo, e estende a mão para recebê-lo. Para não desapontá-lo, a menina lhe dá um dedal. Esta cena foi idealizada por um dos escritores de Disney, mas acabou fora do roteiro final.

O DVD que foi lançado no ano passado traz esta e muitas outras histórias, mostrando as idéias que Disney tinha para sua adaptação, inclusive a revelação de que ele próprio já fez o papel de Peter Pan numa peça escolar, quando era um simples menino, sem nem imaginar que se tornaria um dos maiores gênios que o cinema já conheceu. Como Peter Pan, Disney seria aquele menino para sempre, até o dia de sua morte. E nem precisou do pó mágico da Sininho para isso.

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Joseph Climber

Quem achava que não há mais bons humoristas no Brasil, vai se sentir com esperança de novo.
Veja só este vídeo do grupo de comédia de maior sucesso da internet, e que tem lotado teatros em todo o Brasil com seus espetáculos: Os Melhores do Mundo. O vídeo é uma esquete que o grupo apresentou no Programa do Jô. Muito, mas muito engraçado mesmo!

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Este é Joseph Climber!!!

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Perdoa-nos por pedir

Liguei o rádio para ouvir Tua voz
Mas tudo o que consegui
Foram homens
Pela TV todos querem ganhar
Vender a Palavra
A quem quiser comprar

Por um alto preço
Me compraste
Para que eu não devesse a ninguém
Mas não é isso que eu vejo
Quando chega a fatura
Da viagem à Jerusalém

Mão, ajuda, colaboração
Dinheiro, manutenção
Todos os artifícios
Todos os nomes
Em nome de um bem maior:
O bem de quem pede

E assim o mundo prossegue
Sem conhecer a verdade
Não aquela que se compra,
Não aquela que se vende
Mas a que se entrega,
Sem nada pedir em troca

Oh, Senhor! Perdoa-nos
Por não compreender
Por não tentar viver
A vida que tens para nós
Perdoa-nos por pedir
E por nada oferecer

Tobias Barreto, 28/03/06

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Internet e Leeland

Finalmente chegou o grande momento: comprei meu primeiro computador! Nosso, na verdade: meu e de minha esposa. Tem sido super legal, pois só agora posso começar a desfrutar das vantagens da internet, sem tempo cronometrado em um PC compartilhado com outras dezenas de pessoas, clientes de uma lan house. Em casa, tenho mais tempo e espaço para me aprofundar nas ferramentas maravilhosas que a Grande Rede oferece a quem quiser mais que um Messenger. As possibilidades são infinitas! Ontem, por exemplo, baixei um programa que compartilha arquivos, o LimeWire. Talvez não seja o melhor que existe, mas sem dúvida é muito bom. Já baixei músicas de Trazendo a Arca, Ministério Apascentar e Leeland.


Mas quem ou o que vem a ser Leeland? É bom gravar este nome, pois é uma das bandas mais legais a aportar no cenário do Christian Rock nos últimos 10 anos. Nomes como Third Day e Jars of Clay parecem ter perdido o fôlego (dadas as devidas proporções), dando espaço para novos artistas darem o ar da graça e tomarem de assalto o coração de uma nova geração de adoradores. Liderada por Mooring Leeland, que tinha 17 anos quando debutou com o primeiro álbum, Sound of Melodies, a banda tem reunido multidões por onde passa em sua turnê pelos EUA. Chamou tanto a atenção e agradou tanto que o ícone máximo da música cristã americana, Michael W. Smith, chamou Mooring para escrever as letras de boa parte das faixas de seu mais recente álbum, Stand.


Quanto à descoberta de novos sons na internet. Isso é só o começo...

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Ligeiramente Grávidos

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UAU! Eu devo ter nascido com o traseiro cinematográfico para a lua! Ou então eu tenho uma ótima assessoria de imprensa, porque os filmes que eu escolho assistir têm sempre algo de interessante e brilhante. Claro que no filme em questão, estamos falando de um filme do novo "Midas" da comédia americana, Judd Apatow, que conseguiu fazer das comédias grosseiras filmes sensíveis e bem próximos da realidade (vide O Virgem de 40 Anos). Ligeiramente Grávidos não tem o humor anárquico da estréia do cineasta, mas é tão fascinante e envolvente que nem dá para sentir que mais de duas horas se passaram no fim da projeção. Estrelado por Seth Rogen e Katherine Heigel, o filme conta a história de Alisson, repórter recém promovida em um grande canal por assinatura, que em uma noite de balada acaba indo para a cama com o menos provável dos caras, Ben, um boa vida que prefere uma boa sessão de filmes com nudez a qualquer outra coisa. No fim da noite, Alisson está grávida e ambos se deparam com uma das situações mais estranhas em que alguém pode se meter: o surgimento de uma nova vida. Mais do que a crônica de uma gravidez, o filme é sobre a hora certa em que todos temos que enfrentar mudanças drásticas, quando nos deparamos com novos degraus que precisam ser escalados.

Ligeiramente Grávidos é, no fim, um dos filmes mais emocionantes que foram realizados em 2007. A química entre os protagonistas, auxiliados pelo outro casal do filme, vividos por Paul Rudd e Leslie Mann, é algo pouco visto no cinema moderno. Deu tão certo para os dois artistas que Katherine Heigel virou estrela de uma hora para a outra. Não é para menos: é uma das atrizes mais lindas que já aportaram em Hollywood. Nota: 9,5.

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Entre assassinatos, estrelas e clássicos

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Os últimos dias têm sido de intensa atividade cinematográfica. E como não postei mais nada a respeito da tão venerada sétima arte, resolve jogar num post só os filmes que mais gostei.
O ASSASSINATO DE JESSE JAMES PELO COVARDE ROBERT FORD - Estrelado por um Brad Pitt bem mais maduro e seguro como ator (isso todos já sabiam, desde Seven - Os sete crimes capitais), e Casey Affleck, o longa de Andrew Dominik é um deslumbre visual, recheado de poesia, algo raro em se tratando de um western sobre um dos maiores criminosos que os EUA já viram. Com atuações viscerais dos astros principais, a obra traz em um só pacote violência e drama de maneira não muito comum na indústria hollywoodiana. Casey Affleck entrega um Robert Ford angustiado, contorcido de inveja e ao mesmo tempo admiração pelo seu ídolo, o pistoleiro e líder da gangue dos Irmãos James, Jesse. Sem defender nem acusar nenhum dos personagens, o filme não traz soluções fáceis e certamente não agradará a todos os públicos: sua metragem de quase três horas pode e deverá afastar o público médio. Mas a quem tiver paixão por cinema, serão três horas de puro deleite visual, com um final fascinante e ao mesmo tempo chocante. Nota: 10


STARDUST - O MISTÉRIO DA ESTRELA - Adaptação do romance gráfico de Neil Gaiman e Charlie Vess, o filme de Mathew Vaughn (Nem tudo é o que parece) é uma fantasia romântica de encher os olhos. Tem bom humor, performances descontraídas e convincentes e os já costumeiros efeitos especiais de qualidade. O filme conta a história de Tristan, jovem apaixonado pela mais bela garota da cidade de Muralha, que promete a ela encontrar uma estrela cadente que caiu e dar a ela de presente. Ele só não contava que a tal estrela fosse uma linda mulher, impetuosa e corajosa, vivida pela eterna Julieta Claire Danes. Com Robert de Niro e Michelle Pfeiffer no elenco, Stardust é uma aventura deliciosa, que prometeria virar um clássico da Sessão da Tarde, mas isso só nos anos 80, quando os filmes da dita sessão eram aventuras deliciosas. Não é o caso hoje em dia. Nota: 8,0.


CASABLANCA - Pela segunda vez, Casablanca é ainda melhor. Para um filme de produção tão conturbada como foi este clássico dos clássicos, o resultado final da obra surpreende. De uma emoção genuína, sem pieguice nem apelação, o filme é um primor. Seja no roteiro, na ambientação ou na atuação de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman. Há que se elogiar também a maravilhosa performance de Paul Henreid, como Victor Lazslo, marido da Ilsa Lund de Bergman. Filmes como este não se repetem mais. Estou pronto para a terceira vez. Nota: tá brincando? 10!

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Ah, os sonhos!

Ah, os sonhos! Objetos oníricos repletos de significado e profundidade, contrariedade e obscuridade. Não falo dos sonhos que temos ao adormecer, mas daqueles que povoam nossa mente mesmo de olhos abertos, como devaneios insistentes. A essas criaturas intransigentes é que me refiro. Não são simples de manipular. Ferozes e contumazes, repetem-se em nossa tão frágil mente, que fragilmente se fragmenta em pensamentos voadores, maravilhosos torturadores.
Ah, os sonhos! Quisera eu poder tornar todos reais, palpáveis. Mas a vida, esta pessoa por vezes algoz da nossa vontade, pode ter outros planos para nós. Mais do que isso, o próprio Criador revela-se costureiro, artista da tela do nosso destino, mostrando-nos mais do Seu próprio desejo.
Diante de Sua direção, resta-nos aceitar e aguardar. Esperar, confiantes de que, quanto tudo está nas mãos de Deus, os sonhos mais importantes são aqueles que habitam em Seu coração.
Ah, os sonhos...

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Falta de visão é fogo!

Vida de estudante universitário em Tobias Barreto não é mole, não. Como se não bastasse a viagem longa e cansativa de todos os dias afim de chegar à universidade, na minha cidade a gente ainda tem que pagar para viajar.
Enquanto todos (ou quase todos) os outros municípios do interior de Sergipe provêem gratuitamente o transporte escolar, a prefeitura de Tobias Barreto continua a andar de ré na relação prefeita - estudantes, fornecendo um ônibus sem condições de segurança adequadas e ainda obrigando-nos a bancar o combustível.
É verdade que não é obrigação do município arcar com o transporte escolar destinado ao Ensino Superior, mas uma atitude mais generosa certamente traria como consequência um outro olhar da comunidade estudantil.
Também argumenta-se que não há dinheiro em caixa para fornecer o tranporte gratuito, argumento este que é impossível de se aceitar, considerando todo o gasto que a prefeita em sua nova e belíssima casa, de rivalizar com as mais belas da capital.
Não vou entrar no mérito da questão, discutir insinuações a respeito de desvio de recursos públicos, tão em voga diante dos escândalos dos cartões corporativos. Apenas deixo registrado meu protesto em face do descaso dos que estão no poder para com os que, no futuro e no presente, farão e fazem uso de seu conhecimento acadêmico para o benefício da cidade.
Falta de visão é fogo!

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Sim, eu leio Harry Potter

Me lembro bem da polêmica envolvendo o personagem Harry Potter logo quando o primeiro filme baseado na série literária escrita por J.K. Rowling foi lançado. Especialmente entre os cristãos, que malharam o filme e os livros como se fossem a própria bíblia do anticristo. O fato é que eu, como cristão, me mantive distante do bruxinho adolescente por um bom tempo, receoso de que alguma influência maligna se aproximasse de mim. Mas o tempo passou e quando o terceiro filme, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, foi lançado em DVD eu resolvi alugar o primeiro filme e tirar prova por mim mesmo. Qual não foi a minha surpresa ao constatar que as aventuras de Harry, Rony e Hermione são deliciosas e agradáveis, cheias de lições ricas sobre amizade, coragem e companheirismo.
Como fã de histórias de fantasia que sou, tendo lido As Crônicas de Nárnia e assistido avidamente O Senhor dos Anéis, comecei a ler o primeiro livro da série, emprestado por uma amiga. E estou gostando muito! É uma aventura juvenil muito interessante, que não subestima a inteligência do leitor, agradando a crianças e adultos.


Ainda não terminei de ler, mas até o momento o livro tem me agradado muito, me fazendo entender porque tantas milhões de pessoas são fascinadas por essas histórias!


Vou destacar uma frase que achei muito interessante, no momento em que Dumbledore surpreende Harry parado em frente ao Espelho de Ojesed. O diretor de Hogwarts diz ao pupilo famoso: "Não faz bem viver sonhando e se esquecer de viver, lembre-se."


Interessante ou não?

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Nárnia por inteiro

Há cerca de 10 minutos, encerrei uma jornada por uma terra de maravilhas e esplendor. Um lugar repleto de aventura, magia e encanto! Mas também uma terra de mistério, suspense e perigos inimagináveis. Não é um lugar qualquer, como pode-se notar, mas um mundo inteiro, cheio de tudo o que a gente gostaria de viver, mas não pode, ao menos não aqui em nosso mundinho limitado e em tons de cinza em que vivemos. Este mundo é Nárnia, cuja história acabei de ler.


Criado por C.S. Lewis em 1950, o mundo de Nárnia é o mundo fantástico por excelência. Com a publicação de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, Lewis inaugurou uma série de 7 livros que tem encantado a mais de 50 milhões de pessoas ao redor do mundo. Ainda mais depois que a obra inaugural foi adaptada para o cinema pelos estúdios de Walt Disney e a Walden Media, com a impressionante marca de mais de 700 milhões de dólares em todo o planeta. O que é excelente, já que o filme foi extremamente fiel ao livro, aproximando mais pessoas deste lugar mágico que é Nárnia.




Com o segundo filme da série, Príncipe Caspian, quase pronto para estrear (em maio deste ano), o interesse pela obra literária volta a crescer, e mais pessoas terão contato com as aventuras inebriantes de personagens inesquecíveis como Pedro, Susana, Lúcia, Edmundo, Ripchip, Caspian, Shasta, Bri, Digory, Polly, Rilian, Jill, Eustáquio e, é claro, o principal personagem, Aslam, o Grande Leão criador do mundo de Nárnia e de todos os outros mundos.




Como leitor e admirador da obra de C.S. Lewis (que escreveu mais de 50 livros ao longo da vida), terminei emocionado a leitura deste clássico literário. As lágrimas só não correram pela minha face porque eu estava em pleno laboratório de informática da universidade, o que me impediu de demonstrar minhas emoções.




No volume único que a editora Martins Fontes publicou no Brasil, os livros foram ordenados cronologicamente, conforme o desejo do autor, embora os filmes seguirão a ordem em que os livros foram publicados originalmente.





O último parágrafo nos traz um relance de toda a poesia com Lewis nos brinda ao longo dos sete livros da série: "E, à medida que Ele falava, já não lhes parecia mais um leão. E as coisas que começaram a acontecer a partir daquele momento eram tão lindas e grandiosas que não consigo descrevê-las. Para nós, este é o fim de todas as histórias, e podemos dizer, com absoluta certeza, que todos viveram felizes para sempre. Para eles, porém, este foi apenas o começo da verdadeira história. Toda a vida deles neste mundo e todas as suas aventuras em Nárnia haviam sido apenas a capa e a primeira página do livro. Agora, finalmente, estavam começando o Capítulo Um da Grande História que ninguém na terra jamais leu: a história que continua eternamente e na quel cada capítulo é muito melhor do que o anterior."




Beleza, poesia e magia: os três ingredientes que fizeram de As Crônicas de Nárnia uma obra inesquecível nos corações de várias gerações.

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