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5 Gêneros de Filmes que Hollywood Deveria Esquecer

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Mais uma divertida lista da revista inglesa Empire. Desta vez os caras resolveram listar aqueles tipos de filmes que todos já sabem o começo, meio e fim. São aqueles filmes que são lançados aos montes nos cinemas, e que já foram esgotados por Hollywood. A tradução é minha. Confira:

1. O Filme "de Executivo"
A História: 
O protagonista é alguém viciado em trabalho que descobre o que é importante na vida.
Exemplos:
Um Homem de Família (foto), O Mentiroso, Uma Linda Mulher, Uma Noite no Museu 2, Hook - A Volta do Capitão Gancho, Imagine Só, Um Bom Ano.
Caso Típico:
Você conhece a história. Nosso Herói é o cara que passa cada minuto em que está acordado trabalhando, obcecado com a papelada e mostrando nenhum interesse na vida fora do escritório e muito menos nas mulheres de sua vida. Se tiver um relacionamento amoroso, é algo frio e sem paixão.Se tem filhos, eles são esquecidos constantemente e certamente deve ter perdido o último jogo de beisebol do moleque mais novo. Mas um dia, uma fada madrinha / um acidente louco / interesse amoroso de espírito livre aparece e muda tudo isso.
Antes que você perceba, Nosso Herói jogou fora seu Blackberry e está matando o trabalho passando o dia com seu recém encontrado amigo sobrenatural / recém descoberto senso das maravilhas do mundo / adorável filho ou namorado(a). No final, abraços calorosos, bichinhos de estimação e futura felicidade, tudo fornecido por uma solução mágica que garante a manutenção financeira do antigo estilo de vida.
Honrosa Exceção:
Um Conto de Natal (o original, de 1938 - o melhor)
Porque já chega desse gênero:
No atual clima econômico, isto é mais conto de fadas do que dá para aturar. Além disso, é muuuuuuuito chato!

2. O filme do tipo "Seja Você Mesmo"
A História:
Um desajeitado deseja se misturar à multidão, mas aprende a importância de ser ele mesmo.
Exemplos:
Marmaduke, Nunca Fui Beijada (foto), High School Musical, Camp Rock, O Diário da Princesa, Madagascar 2, O Espanta-Tubarões.
Caso Típico:
Ei, ninguém está dizendo que é fácil ser adolescente. Mas não é fácil por centenas de razões, então por que vemos a mesma história repetidamente? É assim que acontece: Nosso Herói, provavelmente um adolescente, tem um grupo eclético de amigos. É possível que tenha acabado de se mudar para aquela escola e tenha sido adotado por esse grupo. De qualquer forma, as coisas não vão nada bem até que Nosso Herói, através de uma estranha virada do destino, é notado e passa a fazer parte da multidão.
Antes que você comece a bocejar, ele já abandonou e possivelmente traiu seus antigos amigos, e se transformou totalmente, para sair bem na foto.Em breve, entretanto, quando confrontado com exigências além das que Nosso Herói está disposto a cumprir, rejeita os novos amigos e volta para os antigos, que reconquista com uma evidente demonstração de humildade.
Honrosa Exceção:
Meninas Malvadas, que é bom o bastante para perdoarmos. E O Diabo Veste Prada, que ao menos aborda o assunto sob um ponto de vista diferente.
Porque já chega desse gênero:
Porque nós já entendemos. Seja você mesmo. OK. Mas se não fizermos nenhum esforço para nos adaptarmos, seremos tidos como estranhos a vida inteira, então os filmes estão mentindo para nós, e deveriam estar propagando que há um meio-termo nisso tudo. 

3. O filme "de uma grande mentira"
A História:
Pessoa mente a respeito de algo para fazer com ele/ela se apaixone, é desmascarado e imediatamente chutado, mas acaba se dando bem.
Exemplos:
Penetras Bons de Bico, Como Perder Um Homem Em Dez Dias, Encontro de Amor, Ela é Demais, Ela é o Cara, Armações do Amor, 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você (foto).
Caso Típico:
Começa às vezes como um mal entendido, um caso de identidade trocada, talvez. Com frequência é uma estratégia proposital mas de curto prazo, que sai do controle e toma a vida do herói. Mas logo Nosso Herói vê as vantagens da mentira – acima de tudo a chance de chegar perto de um mulherão – e decide manter a história. Vestir-se do sexo oposto, fingir riqueza, o que quer que seja: no fim a verdade vem à tona (Nosso Herói pode ainda confessar) e a bonitona logo sai fora dessa, cortando todos os laços.
Nosso Herói sofre por um tempo, e aqui a história diverge. Nosso Herói pode iniciar uma ofensiva charmosa para reconquistar a bonitona, ou a bonitona pode perceber sozinha que Nosso Herói não era tão ruim no final das contas. Amigos e sábios mentores poderiam atuar neste momento. A parte importante é que, ao cair das cortinas, tudo está perdoado e eles estão apaixonados novamente. A moral? Mentir garantirá a você a eterna felicidade com a bonitona da sua escolha, contanto que em algum ponto você conte tudo. Espere, não é isso que aprendemos na aula de religião. Estamos confusos. 
Honrosa Exceção:
Quanto Mais Quente Melhor, onde nem Marilyn nem o milionário Osgood Fielding III sequer piscam quando descobrem que suas amigas e namoradas eram na verdade homens.
Porque já chega desse gênero:
Claro, as pessoas mentem às vezes para conseguirem o que querem. Mas na vida real elas se explicam
muito mais cedo que nos filmes, e na maioria das vezes são perdoadas, ao invés de serem chutadas.

4. O Filme "do Peixe-Fora-D'Água"
A História:
Peixe-fora-d'água ensina a uma intragável nova cidade a respeitar o seu jeito esquisito.
Exemplos:
Crocodilo Dundee, Um Duende em Nova York, Lilo & Stitch, 
Carros, O Que Uma Garota Quer, O Diário da Princesa, 
Ela Dança, Eu Danço, Encantada, Quero Ser Grande, 
Legalmente Loira, Kate & Leopold, 
Babe - O Porquinho Atrapalhado, Miss Simpatia (foto)
Mudança de Hábito, Um Tira da Pesada
Caso Típico:
Nosso Herói é introduzido em um cenário novo e muito diferente.
Depois de anos em: Deserto Australiano / Las Vegas / o século XIX
/ um chiqueiro, aqui estão eles em: Nova York / um convento
/ o século XXI / um rebanho de ovelhas – e como as coisas
são diferentes! O jeito doido do Nosso Herói faz com que
ele fique como Arnold Schwartznegger em um convento, mas ele faz
algum esforço para se adaptar e é introduzido nos costumes
maravilhosos deste novo ambiente depois de algum treinamento anterior
– e muito engraçado.
Mas antes que você diga, “O choque cultural é uma estrada de
mão dupla”, as pessoas nesta cidade já estão: falando como australianos / cantando soul music na igreja
/ falando a língua das flores ou, é... pastoreando ovelhas com um porco. É um dia inteiramente novo,
um lugar mais feliz e mais aberto, e tudo graças ao Nosso Herói! Aplausos, por favor.
Honrosa Exceção:
Edward Mãos de Tesoura, onde o final é muito diferente do normal.
Porque já chega desse gênero:
Há um argumento de que estas histórias servem para promover o entendimento e combater o preconceito,
sendo assim, OK. Mas o fato triste é que uma única pessoa normalmente não causa tamanho abalo sísmico.

5. O Filme "de Rejeitados"
A História:
Um grupo de rejeitados e perdedores descobre ser melhor que os populares.
Exemplos:
Golpe Baixo, Mudança de Hábito 2, A Casa das 
Coelhinhas, A Vingança dos Nerds (foto)
Virando o Jogo, As Apimentadas
Caso Típico:
Esta não é a história do bando de desajustados que
conseguem realizar algo (pense em Vida de Inseto),
mas o caso específico onde os desajustados triunfam
sobre um grupo melhor treinado, mais equipado e mais
experiente. Isso é muito, muito comum em filmes
esportivos. Nosso Herói, possivelmente um treinador motivador, ocasionalmente uma coelhinha da Playboy,
os encontram carregados com o estigma de fracassados. Podemos estar falando de uma equipe esportiva,
uma fraternidade de estudantes, uma classe escolar ou de presidiários. Nosso Herói decide inspirar este
grupo de desajustados (onde há o gordo, o nerd, e um futuro astro/estrela que só precisa da confiança que
os iniciantes precisam) e no espaço de apenas algumas montagens de cenas eles vão do zero até se tornarem
heróis.
Mas ainda tem o Time Maligno, que provavelmente humilhou Nossos Heróis no começo e certamente já usou
de trapaças contra eles em algum ponto da história, esperando para serem enfrentados na Grande Final. Com
seus uniformes de ponta e espírito de equipe, o Time Maligno parece imbatível, perfeito e equilibrado. Mas o
que é isto? Nossa equipe heterogênea usa suas forças individuais e acaba formando um todo formidável, e
naquele momento crucial que envolve: o lançamento do dado / o jogo de futebol / o Dó Maior, eles acabam
vencedores. Bebidas por conta do Nosso Herói, pessoal!
Honrosa Exceção:
Com a Bola Toda. Ei, é divertido. E Jamaica Abaixo de Zero, porque, você sabe, é Jamaica Abaixo
de Zero.
Porque já chega desse gênero:
 
Porque normalmente o melhor time vence.

Um elemento bônus que NINGUÉM AGUENTA MAIS:
"A Corrida do Amor"

Exemplos:
Simplesmente Amor, Um Lugar Chamado Notting Hill, Uma Linda Mulher, Idas e Vindas do Amor, 
Harry e Sally - Feitos Um Para o Outro, O Melhor Amigo da Noiva (foto), Splash - Uma Sereia em 
Minha Vida, Doce Lar, Sintonia de Amor e um monte de outros (sugira nos comentários)!
Caso Típico:
Este não é um gênero inteiro; é apenas um pequeno elemento,
mas está tão chato que estamos mostrando aqui assim
mesmo. A corrida do amor acontece em muitos filmes, o
bastante para considerarmos que este elemento nunca mais pode
ser usado. Acontece assim. Nosso Herói percebe, finalmente, quem
ele/ela realmente ama. Mas o lance aqui é o tempo! Nosso Herói
tem que: atravessar a cidade ou o país antes que o objeto de sua
afeição desapareça para sempre! Ou talvez não, já que na
metade das vezes eles nem estavam indo para lugar algum.
Há uma boa chance de Nosso Herói estar vestido
inapropriadamente para esta corrida, uma chance ainda maior
de ter a polícia atrás dele/dela no fim da jornada, e 100% de
chances de estar suado quando finalmente chegar. Nada que
incomode a pessoa amada.
Honrosa Exceção:
A Primeira Noite de Um Homem, que não nos deixa com um
clímax artificial. Ah, e Quanto Mais Idiota Melhor 2 por acabar com
tudo isso.
Porque já chega disso:
Porque é tão chato perceber que, com muita frequência, não há nem mesmo um prazo que Nosso Herói
está tentando cumprir. Eles só estão correndo para adicionar alguma empolgação a um filme que é incapaz de
empolgar por meio dos diálogos ou personagens.


  
 

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A Origem

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Se tem um filme este ano que merece a alcunha de "candidato ao Oscar", este filme é A Origem (Inception, EUA, 2010). A obra do diretor Christopher Nolan é densa, marcante, enigmática e provocadora, como todo filme de suspense e ficção científica deveria ser. Por total mérito, o público tem dado a resposta nas bilheterias, com 270 milhões de dólares arrecadados somente nos EUA, e não estamos falando de um filme em 3D, o que encarece o preço dos ingressos e, portanto, os valores das bilheterias.
A Origem conta a história de Don Cobb (Leonardo DiCaprio), um extrator. Esta profissão consiste em jogar a mente de alguém em um sonho pré-fabricado de outra pessoa, e então extrair uma ideia desse alguém sem que ele/ela perceba. Depois de um trabalho mal sucedido, Cobb passa a ser procurado vivo ou morto pela companhia que o contratou (esse tipo de trabalho não tem nada de legal). Mas surge a oportunidade que ele procura para se livrar desta perseguição: um serviço contratado não para extrair uma ideia, mas inseri-la, o que é muito mais difícil. Ele aceita o contrato e começa a reunir sua equipe para realizar a árdua tarefa. Entra em cena um dos elencos mais bacanas já reunidos: Joseph Gordon-Levitt (de (500) Dias Com Ela), Ellen Page (Juno), Tom Hardy (que estará no novo filme da série Mad Max), Marion Cotillard (Piaf - Um Hino ao Amor), Ken Watanabe (Batman Begins e O Último Samurai) e uma participação de Michael Caine (o mordomo Alfred de O Cavaleiro das Trevas).
Com efeitos especiais inventivos e sensacionais, roteiro extraordinário e complexo e uma fotografia matadora, dificilmente A Origem não aparecerá na lista dos indicados aos prêmios da Academia em 2011. Pelo menos, torço para isso, pois o meu Oscar (e os dos críticos) de filme do ano para a produção já está garantido.

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Uma Noite na Ópera (da série 1001 Filmes)

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Quando se fala em comédia americana dos anos 1930, imediatamente pensa-se em Charles Chaplin, o maior cineasta que já viveu. Mas no rol dos grandes gênios desta arte milenar também estão incluídos outros nomes menos conhecidos do público brasileiro, dentre eles Buster Keaton e os Irmãos Marx.
Uma Noite na Ópera (EUA, 1935), do diretor Sam Wood é sem dúvida nenhuma a obra-prima de Groucho, Chico e Harpo Marx. Transgressor e maravilhosamente ingênuo, com um humor primoroso e recheado com cenas memoráveis, o filme traz os três irmãos - que na verdade eram quatro, com Zeppo completando o quarteto, mas que não está neste filme - realizando uma verdadeira algazarra durante um espetáculo de ópera, destruindo cenários, envergonhando o público, enfim, instaurando o caos. E isso é muito engraçado, visto no contexto do filme.
O filme contém uma das cenas mais engraçadas de todos os tempo, antológica, na qual os três irmãos colocam uma multidão dentro de um minúsculo quarto de navio (foto). Quanto mais gente bate na porta do quarto, maior o número de pessoas que vai se apertando lá dentro. Outra cena marcante é aquela em que Groucho e Chico acertam os detalhes de um contrato artístico.
Se você nunca assistiu nenhum filme dos Irmãos Marx, vale a pena descobrir o humor não menos que genial desta trupe que tanto fez e inspirou comediantes geração após geração.

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Farrapo Humano (da Série 1001 Filmes)

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O filme venceu 4 Oscar
Há 65 anos chegava aos cinemas um dos primeiros filmes realistas da história. Farrapo Humano (The Lost Weekend, EUA, 1945), dirigido por Billy Wilder e estrelado por Ray Milland e Jane Wyman, foi um choque para as plateias americanas em seu lançamento. O público não estava acostumado a ver os heróis do cinema se embriagando e se humilhando em uma jornada rumo ao fundo do poço. As comédias românticas e filmes de guerra com bravos homens conquistando e derrotando seus inimigos eram o que aparecia nas telas. Mas Don Birnam, personagem de Farrapo Humano, não tinha nada de heroico. Ele é um escritor com bloqueio criativo, cuja dependência do álcool o está destruindo, que é amado por uma bela e doce mulher que não abre mão da esperança de vê-lo curado do vício.
Billy Wilder, que depois dirigiria outros clássicos incontestáveis como Quanto Mais Quente Melhor e Se Meu Apartamento Falasse - todos na lista dos 1001 filmes para ver antes de morrer - passou a ser levado a sério como cineasta depois de ganhar o Oscar de direção por este filme. Wilder não teve escrúpulos ao mostrar com o máximo de realismo permitido pela conservadora Hollywood dos anos 1940 a dura rotina de alguém que faz do vício sua própria vida. Conta a história que fabricantes de bebidas ofereceram 5 milhões de dólares à Paramount para que o estúdio não lançasse o filme, com medo de verem sua imagem deteriorada pelo verdadeiro retrato do que o álcool pode fazer na vida de um homem.
Ray Milland, com atuação também premiada com o Oscar, faz qualquer um acreditar que realmente bebeu durante as filmagens, tão soberba é sua performance.
Farrapo Humano tornou-se revolucionário, e permanece até hoje como um dos retratos cinematográficos mais cruéis e verossímeis de um vício já visto.

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Warm Springs

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Os filmes produzidos pelo canal HBO são na maioria das vezes sinônimo de qualidade. Alguns são memoráveis, bastando lembrar de Grey Gardens (com Drew Barrymore e Jessica Lange, brilhantes), A Vida e a Morte de Peter Sellers (com Geoffrey Rush) e You Don't Know Jack (com um Al Pacino revigorado), todos eles retratando personagens reais, com histórias extraordinárias. 
Warm Springs, dirigido por Joseph Sargent é outro exemplo excepcional de um filme inspirado por eventos e personagens reais que arrebatou nada menos que 15 Emmy em 2006, prêmios mais do que merecidos. O filme conta a história de Franklin Delano Roosevelt (vivido pelo genial ator shakesperiano Kenneth Branagh) antes de se tornar o presidente americano que mais tempo ficou no poder, sendo o homem que levou os EUA a entrarem na II Guerra Mundial, mas antes disso ajudou na recuperação do país após a Grande Depressão que assolou a nação americana. Mas o que muitos não sabem é que Roosevelt andava em uma cadeira de rodas, devido à Pólio, doença que o atingiu em 1921, aos 39 anos, com sua carreira política tomando fôlego. Ele descobre uma estação termal no interior do estado da Geórgia, a Warm Springs do título, onde busca recuperar a força das pernas debilitadas pela doença.
O filme mostra a recuperação parcial do futuro presidente, o apoio de sua esposa, Eleanor (Cinthia Nixon, também premiada pelo papel), e sua luta pela reabilitação de milhares de pessoas também afetadas pela enfermidade, seguindo até o momento em que resolve retornar à política, indicando o governador de Nova York, Al Smith, para concorrer à presidência. Sua chegada na convenção do Partido Democrata, sendo ovacionado por vários minutos, é uma cena memorável, que encerra com maestria um filme sensível e tocante, digno de ser visto por todos.

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Rock Cristão de graça!

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Aeroilis e Militantes. Duas bandas que não poderiam ser mais diferentes em suas propostas e seu som, mas que se igualam em uma atitude que segue uma tendência mundial: a de disponibilizar seus discos novos de graça na internet.
O Aeroilis é uma dessas bandas que a gente não consegue esquecer. O disco de estreia, Aeroilis, lançado em 2002 em esquema independente e depois distribuído pela gravadora Bompastor, arrebatou a crítica especializada com suas canções melódicas e sua agradável inspiração no rock britânico moderno, o que mostrou-se uma excelente surpresa para os brasileiros, acostumados com um som pasteurizado marcado por incontáveis bandas sem personalidade nem criatividade. Os rapazes de Florianópolis mostraram que é possível fazer música cristã com letras de qualidade sem precisar invocar os velhos clichês desse tipo de música.
Oito anos se passaram e a expectativa pelo novo álbum do grupo foi aumentando a ponto de se acreditar que os caras estavam tendo um lapso criativo, mas o Aeroilis não deixou de ser uma banda independente, e a gravação seguiu em passos lentos. Sobre isso, Arvid Auras, vocalista e líder da banda diz no site oficial:

"O intervalo entre o primeiro álbum e este foi grande, nem achamos que vale ficar dando muito espaço às justificativas, o que vale mesmo é comemorarmos que finalmente o segundo álbum do Aeroilis nasceu, firme e forte e está aí para mostrar para aqueles que sempre mandavam e-mails ou deixavam recados através do Myspace, Orkut, Facebook, Twitter, enfim, todos aqueles que não desistiram de nós, este CD é para todos nós, para provar que jamais devemos desistir daquilo que acreditamos."

Para mostrar que valeu a pena esperar, Nada Mais Além, o novo álbum, chega em formato digital para download gratuito no site da banda, e logo na primeira audição podemos perceber uma maturidade em relação às letras e melodias e uma melhor produção no instrumental. Passos Lentos, música carro-chefe do disco, é uma declaração de liberdade do passado, da prisão do pecado e uma afirmação de que tudo o que nos impede de seguir a Deus deve ficar para trás. Linda canção. Como todas as outras do repertório.

Agora resta a esperança de não esperar mais oito anos para ouvir o novo disco do Aeroilis.

Para baixar de graça e legalmente Nada Mais Além, clique AQUI.

Os Militantes é uma banda de punk-rock que em seus últimos cds vinha ganhando novos fãs e críticos no mesmo ritmo. Parecia que o destino do grupo seria ocupar o posto de "banda de rock com musiquinhas agitadas" no mundo da música cristã. Até o lançamento de Destrua o Controle, novo disco dos caras de São Paulo. É um álbum forte, com um som cru e letras punk (mas sem os palavrões, afinal ainda é uma banda cristã), com uma militância (com o perdão do trocadilho) livre das paredes das gravadoras os Militantes fizeram algo pesado, crítico e de grande relevância. De bandinha com um som de "menininho rebelde", o grupo passou a integrar o clube dos artistas cristãos brasileiros que buscam falar de Deus sem apelar para o círculo fechado das apresentações em igrejas e shows específicos para crentes. E disponibilizou o novo disco para download gratuito e legal, o que deixa tudo muito melhor.

Para baixar Destrua o Controle, clique AQUI. E prepare-se para aumentar o volume e curtir muito!

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O Novo Cinema Asiático

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Não é de hoje que o cinema asiático produz obras memoráveis e duradouras. Basta lembrar do japonês Akira Kurosawa, ou do chinês John Woo, cuja melhor fase foi a dos filmes feitos em Hong-Kong. Mas novos filmes produzidos por lá estão chegando ao público ocidental, mostrando-se um cinema forte e de muita qualidade. Tenho visto alguns deles, e selecionei dois que comento aqui. Vamos a eles.

Mother - A Busca Pela Verdade
 Bong Joon-ho tem se provado um dos cineastas mais inventivos dos últimos tempos a surgir não apenas no cinema sul-coreano, mas em todo o mundo. Seu último filme, O Hospedeiro, é um conto de terror que faz com que cada personagem importe, tornando-o um filme de gênero-fora-do-gênero, misturando com sucesso comédia, drama e muitos sustos.
Em  Mother - A Busca Pela Verdade, Joon-ho entrega um excelente filme seguindo na melhor tradição do suspense de Alfred Hitchcock com o toque dramático de Clint Eastwood.
O filme traz a história de uma mãe cujo filho tem problemas mentais, e é acusado de ter assassinado uma jovem estudante. Com seu filho atrás das grades e a polícia dando o caso por encerrado, ela inicia uma investigação por conta própria para descobrir o verdadeiro assassino, chegando a um dos clímax mais tensos do cinema recente. Com um final surpreendente, atuações memoráveis e cenas conduzidas com muita habilidade, Mother é um filme que fica na memória do espectador por um bom tempo.

Ponyo - Uma Amizade que Veio do Mar
Falar de cinema asiático contemporâneo e não falar da de Hayao Myazaki é impossível. Sua obra é ampla e fortíssima, sendo considerado o Walt Disney da terra do sol nascente. Vencedor do Oscar com A Viagem de Chihiro e autor de obras-primas como Princesa Mononoke e Meu Vizinho Totoro, Myazaki é um gênio, venerado pelas mentes criativas (e americanas) da Pixar, só para citar um exemplo. Seu filme mais recente, Ponyo, lançado no Brasil depois de dois anos de espera, é um espetáculo de cores e música, com imagens de uma beleza arrebatadora, e uma história de amor entre duas crianças contada com pureza e muita poesia. Ponyo é uma princesa peixinho-dourado, que foge do pai e vai parar na superfície, onde conhece Sosuke um esperto menino de cinco anos. Ao conhecê-lo, Ponyo decide se tornar humana, mas sua decisão pode trazer consequências devastadoras para todo o planeta. O filme é perfeito para se introduzir na obra magnífica de Myazaki, um conjunto de animações inesquecíveis.

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Zona Verde

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Depois de reinventar os filmes de espionagem com A Supremacia Bourne e O Ultimato Bourne, Matt Damon e o diretor Paul Greengrass retomam a parceria muito frutífera com Zona Verde. Mexendo em vespeiro com vara curta, a dupla agora aborda a Guerra do Iraque logo em seu início, meses após a invasão da capital do país, Bagdá. Matt Damon é o Chefe Roy Miller, líder de uma equipe tática que busca as tão procuradas armas de destruição em massa na cidade, mas percebe que nenhuma informação vinda da inteligência militar é verdadeira, já que nenhuma operação resultou em sucesso; simplesmente não havia armas de destruição em massa. Intrigado com a situação, Miller resolve investigar o caso mesmo à revelia de suas ordens, e a trama o leva à caça de um dos generais mais importantes do presidente deposto Saddam Hussein, Mohammed Al Rawi. Ele é a chave para a descoberta das tais armas que depois descobriu-se não existirem.
Mantendo seu estilo já conhecido dos filmes da série Bourne - fotografia granulada, câmera tremida e seguindo os atores pelos becos da cidade, e cenas de ação e luta de tirar o fôlego - Paul Greengrass mostra-se no domínio de seu filme, sem jamais abrir a mão do poderoso roteiro que tem em mãos, escrito por Brian Helgeland (do clássico moderno Los Angeles - Cidade Proibida).
Como todas as produções que abordam o conflito no Iraque, Zona Verde não foi bem nas bilheterias americanas, o que mostra que talvez o público dos EUA não está pronto (ou não se interessa) para encarar as marcas deixadas de uma guerra que ainda está longe de acabar.

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