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Joseph Climber

Quem achava que não há mais bons humoristas no Brasil, vai se sentir com esperança de novo.
Veja só este vídeo do grupo de comédia de maior sucesso da internet, e que tem lotado teatros em todo o Brasil com seus espetáculos: Os Melhores do Mundo. O vídeo é uma esquete que o grupo apresentou no Programa do Jô. Muito, mas muito engraçado mesmo!

Este é Joseph Climber!!!

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Perdoa-nos por pedir

Liguei o rádio para ouvir Tua voz
Mas tudo o que consegui
Foram homens
Pela TV todos querem ganhar
Vender a Palavra
A quem quiser comprar

Por um alto preço
Me compraste
Para que eu não devesse a ninguém
Mas não é isso que eu vejo
Quando chega a fatura
Da viagem à Jerusalém

Mão, ajuda, colaboração
Dinheiro, manutenção
Todos os artifícios
Todos os nomes
Em nome de um bem maior:
O bem de quem pede

E assim o mundo prossegue
Sem conhecer a verdade
Não aquela que se compra,
Não aquela que se vende
Mas a que se entrega,
Sem nada pedir em troca

Oh, Senhor! Perdoa-nos
Por não compreender
Por não tentar viver
A vida que tens para nós
Perdoa-nos por pedir
E por nada oferecer

Tobias Barreto, 28/03/06

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Internet e Leeland

Finalmente chegou o grande momento: comprei meu primeiro computador! Nosso, na verdade: meu e de minha esposa. Tem sido super legal, pois só agora posso começar a desfrutar das vantagens da internet, sem tempo cronometrado em um PC compartilhado com outras dezenas de pessoas, clientes de uma lan house. Em casa, tenho mais tempo e espaço para me aprofundar nas ferramentas maravilhosas que a Grande Rede oferece a quem quiser mais que um Messenger. As possibilidades são infinitas! Ontem, por exemplo, baixei um programa que compartilha arquivos, o LimeWire. Talvez não seja o melhor que existe, mas sem dúvida é muito bom. Já baixei músicas de Trazendo a Arca, Ministério Apascentar e Leeland.


Mas quem ou o que vem a ser Leeland? É bom gravar este nome, pois é uma das bandas mais legais a aportar no cenário do Christian Rock nos últimos 10 anos. Nomes como Third Day e Jars of Clay parecem ter perdido o fôlego (dadas as devidas proporções), dando espaço para novos artistas darem o ar da graça e tomarem de assalto o coração de uma nova geração de adoradores. Liderada por Mooring Leeland, que tinha 17 anos quando debutou com o primeiro álbum, Sound of Melodies, a banda tem reunido multidões por onde passa em sua turnê pelos EUA. Chamou tanto a atenção e agradou tanto que o ícone máximo da música cristã americana, Michael W. Smith, chamou Mooring para escrever as letras de boa parte das faixas de seu mais recente álbum, Stand.


Quanto à descoberta de novos sons na internet. Isso é só o começo...

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Ligeiramente Grávidos

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UAU! Eu devo ter nascido com o traseiro cinematográfico para a lua! Ou então eu tenho uma ótima assessoria de imprensa, porque os filmes que eu escolho assistir têm sempre algo de interessante e brilhante. Claro que no filme em questão, estamos falando de um filme do novo "Midas" da comédia americana, Judd Apatow, que conseguiu fazer das comédias grosseiras filmes sensíveis e bem próximos da realidade (vide O Virgem de 40 Anos). Ligeiramente Grávidos não tem o humor anárquico da estréia do cineasta, mas é tão fascinante e envolvente que nem dá para sentir que mais de duas horas se passaram no fim da projeção. Estrelado por Seth Rogen e Katherine Heigel, o filme conta a história de Alisson, repórter recém promovida em um grande canal por assinatura, que em uma noite de balada acaba indo para a cama com o menos provável dos caras, Ben, um boa vida que prefere uma boa sessão de filmes com nudez a qualquer outra coisa. No fim da noite, Alisson está grávida e ambos se deparam com uma das situações mais estranhas em que alguém pode se meter: o surgimento de uma nova vida. Mais do que a crônica de uma gravidez, o filme é sobre a hora certa em que todos temos que enfrentar mudanças drásticas, quando nos deparamos com novos degraus que precisam ser escalados.

Ligeiramente Grávidos é, no fim, um dos filmes mais emocionantes que foram realizados em 2007. A química entre os protagonistas, auxiliados pelo outro casal do filme, vividos por Paul Rudd e Leslie Mann, é algo pouco visto no cinema moderno. Deu tão certo para os dois artistas que Katherine Heigel virou estrela de uma hora para a outra. Não é para menos: é uma das atrizes mais lindas que já aportaram em Hollywood. Nota: 9,5.

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Entre assassinatos, estrelas e clássicos

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Os últimos dias têm sido de intensa atividade cinematográfica. E como não postei mais nada a respeito da tão venerada sétima arte, resolve jogar num post só os filmes que mais gostei.
O ASSASSINATO DE JESSE JAMES PELO COVARDE ROBERT FORD - Estrelado por um Brad Pitt bem mais maduro e seguro como ator (isso todos já sabiam, desde Seven - Os sete crimes capitais), e Casey Affleck, o longa de Andrew Dominik é um deslumbre visual, recheado de poesia, algo raro em se tratando de um western sobre um dos maiores criminosos que os EUA já viram. Com atuações viscerais dos astros principais, a obra traz em um só pacote violência e drama de maneira não muito comum na indústria hollywoodiana. Casey Affleck entrega um Robert Ford angustiado, contorcido de inveja e ao mesmo tempo admiração pelo seu ídolo, o pistoleiro e líder da gangue dos Irmãos James, Jesse. Sem defender nem acusar nenhum dos personagens, o filme não traz soluções fáceis e certamente não agradará a todos os públicos: sua metragem de quase três horas pode e deverá afastar o público médio. Mas a quem tiver paixão por cinema, serão três horas de puro deleite visual, com um final fascinante e ao mesmo tempo chocante. Nota: 10


STARDUST - O MISTÉRIO DA ESTRELA - Adaptação do romance gráfico de Neil Gaiman e Charlie Vess, o filme de Mathew Vaughn (Nem tudo é o que parece) é uma fantasia romântica de encher os olhos. Tem bom humor, performances descontraídas e convincentes e os já costumeiros efeitos especiais de qualidade. O filme conta a história de Tristan, jovem apaixonado pela mais bela garota da cidade de Muralha, que promete a ela encontrar uma estrela cadente que caiu e dar a ela de presente. Ele só não contava que a tal estrela fosse uma linda mulher, impetuosa e corajosa, vivida pela eterna Julieta Claire Danes. Com Robert de Niro e Michelle Pfeiffer no elenco, Stardust é uma aventura deliciosa, que prometeria virar um clássico da Sessão da Tarde, mas isso só nos anos 80, quando os filmes da dita sessão eram aventuras deliciosas. Não é o caso hoje em dia. Nota: 8,0.


CASABLANCA - Pela segunda vez, Casablanca é ainda melhor. Para um filme de produção tão conturbada como foi este clássico dos clássicos, o resultado final da obra surpreende. De uma emoção genuína, sem pieguice nem apelação, o filme é um primor. Seja no roteiro, na ambientação ou na atuação de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman. Há que se elogiar também a maravilhosa performance de Paul Henreid, como Victor Lazslo, marido da Ilsa Lund de Bergman. Filmes como este não se repetem mais. Estou pronto para a terceira vez. Nota: tá brincando? 10!

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Ah, os sonhos!

Ah, os sonhos! Objetos oníricos repletos de significado e profundidade, contrariedade e obscuridade. Não falo dos sonhos que temos ao adormecer, mas daqueles que povoam nossa mente mesmo de olhos abertos, como devaneios insistentes. A essas criaturas intransigentes é que me refiro. Não são simples de manipular. Ferozes e contumazes, repetem-se em nossa tão frágil mente, que fragilmente se fragmenta em pensamentos voadores, maravilhosos torturadores.
Ah, os sonhos! Quisera eu poder tornar todos reais, palpáveis. Mas a vida, esta pessoa por vezes algoz da nossa vontade, pode ter outros planos para nós. Mais do que isso, o próprio Criador revela-se costureiro, artista da tela do nosso destino, mostrando-nos mais do Seu próprio desejo.
Diante de Sua direção, resta-nos aceitar e aguardar. Esperar, confiantes de que, quanto tudo está nas mãos de Deus, os sonhos mais importantes são aqueles que habitam em Seu coração.
Ah, os sonhos...

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Falta de visão é fogo!

Vida de estudante universitário em Tobias Barreto não é mole, não. Como se não bastasse a viagem longa e cansativa de todos os dias afim de chegar à universidade, na minha cidade a gente ainda tem que pagar para viajar.
Enquanto todos (ou quase todos) os outros municípios do interior de Sergipe provêem gratuitamente o transporte escolar, a prefeitura de Tobias Barreto continua a andar de ré na relação prefeita - estudantes, fornecendo um ônibus sem condições de segurança adequadas e ainda obrigando-nos a bancar o combustível.
É verdade que não é obrigação do município arcar com o transporte escolar destinado ao Ensino Superior, mas uma atitude mais generosa certamente traria como consequência um outro olhar da comunidade estudantil.
Também argumenta-se que não há dinheiro em caixa para fornecer o tranporte gratuito, argumento este que é impossível de se aceitar, considerando todo o gasto que a prefeita em sua nova e belíssima casa, de rivalizar com as mais belas da capital.
Não vou entrar no mérito da questão, discutir insinuações a respeito de desvio de recursos públicos, tão em voga diante dos escândalos dos cartões corporativos. Apenas deixo registrado meu protesto em face do descaso dos que estão no poder para com os que, no futuro e no presente, farão e fazem uso de seu conhecimento acadêmico para o benefício da cidade.
Falta de visão é fogo!

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Sim, eu leio Harry Potter

Me lembro bem da polêmica envolvendo o personagem Harry Potter logo quando o primeiro filme baseado na série literária escrita por J.K. Rowling foi lançado. Especialmente entre os cristãos, que malharam o filme e os livros como se fossem a própria bíblia do anticristo. O fato é que eu, como cristão, me mantive distante do bruxinho adolescente por um bom tempo, receoso de que alguma influência maligna se aproximasse de mim. Mas o tempo passou e quando o terceiro filme, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, foi lançado em DVD eu resolvi alugar o primeiro filme e tirar prova por mim mesmo. Qual não foi a minha surpresa ao constatar que as aventuras de Harry, Rony e Hermione são deliciosas e agradáveis, cheias de lições ricas sobre amizade, coragem e companheirismo.
Como fã de histórias de fantasia que sou, tendo lido As Crônicas de Nárnia e assistido avidamente O Senhor dos Anéis, comecei a ler o primeiro livro da série, emprestado por uma amiga. E estou gostando muito! É uma aventura juvenil muito interessante, que não subestima a inteligência do leitor, agradando a crianças e adultos.


Ainda não terminei de ler, mas até o momento o livro tem me agradado muito, me fazendo entender porque tantas milhões de pessoas são fascinadas por essas histórias!


Vou destacar uma frase que achei muito interessante, no momento em que Dumbledore surpreende Harry parado em frente ao Espelho de Ojesed. O diretor de Hogwarts diz ao pupilo famoso: "Não faz bem viver sonhando e se esquecer de viver, lembre-se."


Interessante ou não?

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Nárnia por inteiro

Há cerca de 10 minutos, encerrei uma jornada por uma terra de maravilhas e esplendor. Um lugar repleto de aventura, magia e encanto! Mas também uma terra de mistério, suspense e perigos inimagináveis. Não é um lugar qualquer, como pode-se notar, mas um mundo inteiro, cheio de tudo o que a gente gostaria de viver, mas não pode, ao menos não aqui em nosso mundinho limitado e em tons de cinza em que vivemos. Este mundo é Nárnia, cuja história acabei de ler.


Criado por C.S. Lewis em 1950, o mundo de Nárnia é o mundo fantástico por excelência. Com a publicação de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, Lewis inaugurou uma série de 7 livros que tem encantado a mais de 50 milhões de pessoas ao redor do mundo. Ainda mais depois que a obra inaugural foi adaptada para o cinema pelos estúdios de Walt Disney e a Walden Media, com a impressionante marca de mais de 700 milhões de dólares em todo o planeta. O que é excelente, já que o filme foi extremamente fiel ao livro, aproximando mais pessoas deste lugar mágico que é Nárnia.




Com o segundo filme da série, Príncipe Caspian, quase pronto para estrear (em maio deste ano), o interesse pela obra literária volta a crescer, e mais pessoas terão contato com as aventuras inebriantes de personagens inesquecíveis como Pedro, Susana, Lúcia, Edmundo, Ripchip, Caspian, Shasta, Bri, Digory, Polly, Rilian, Jill, Eustáquio e, é claro, o principal personagem, Aslam, o Grande Leão criador do mundo de Nárnia e de todos os outros mundos.




Como leitor e admirador da obra de C.S. Lewis (que escreveu mais de 50 livros ao longo da vida), terminei emocionado a leitura deste clássico literário. As lágrimas só não correram pela minha face porque eu estava em pleno laboratório de informática da universidade, o que me impediu de demonstrar minhas emoções.




No volume único que a editora Martins Fontes publicou no Brasil, os livros foram ordenados cronologicamente, conforme o desejo do autor, embora os filmes seguirão a ordem em que os livros foram publicados originalmente.





O último parágrafo nos traz um relance de toda a poesia com Lewis nos brinda ao longo dos sete livros da série: "E, à medida que Ele falava, já não lhes parecia mais um leão. E as coisas que começaram a acontecer a partir daquele momento eram tão lindas e grandiosas que não consigo descrevê-las. Para nós, este é o fim de todas as histórias, e podemos dizer, com absoluta certeza, que todos viveram felizes para sempre. Para eles, porém, este foi apenas o começo da verdadeira história. Toda a vida deles neste mundo e todas as suas aventuras em Nárnia haviam sido apenas a capa e a primeira página do livro. Agora, finalmente, estavam começando o Capítulo Um da Grande História que ninguém na terra jamais leu: a história que continua eternamente e na quel cada capítulo é muito melhor do que o anterior."




Beleza, poesia e magia: os três ingredientes que fizeram de As Crônicas de Nárnia uma obra inesquecível nos corações de várias gerações.

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O Caçador de Pipas

Estava ansioso para começar a ler este livro desde que o vi sendo ofertado na revista da Avon (que aliás tem sido minha livraria de fácil acesso). Finalmente ele chegou nesta quarta-feira. De cara, comecei a ler e a me envolver com uma história cheia de emoção, dor, culpa e, até onde eu saiba, redenção (é que ainda não terminei). Mas estou adorando! A narrativa de Khaled Hosseini é fluida, repleta de sensibilidade e não agride a inteligência do leitor. Os personagens são tridimensionais e carismáticos.


Mas do que se trata a história? Ela abrange cerca de 27 anos na vida de Amir, um menino órfão de mãe, cujo pai é muito rico. Os dois têm como empregados Ali e Hassan - pai e filho - que são considerados como membros da família. Amir e Hassan são amigos, embora Amir nunca tenha admitido isso. No decorrer da narrativa, nos deparamos com atitudes de Amir previamente anunciadas pelo narrador, mas que ainda nos surpreende e nos choca. A vida de Amir é transformada e dominada pela culpa, que ele carrega até 2001. Como ainda não cheguei ao fim da obra, só posso opinar do que já li até o momento. E a minha opinião é: O Caçador de Pipas é maravilhoso!




Quem ainda não leu, não deve perder.




Em tempo: o livro foi adaptado para cinema, pelas mãos de Marc Forster (diretor de Em Busca da Terra do Nunca e Mais Estranho que a Ficção), quase inteiramente estrelado por atores afegães. No Brasil o filme estréia em 18 de janeiro.

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E Lost volta à cena!


Não sou desses poucos privilegiados brasileiros que possuem TV paga, logo espero bastante até que as séries mais legais cheguem ao meu alcance. Somente há duas semanas pude assistir a terceira temporada de LOST, o seriado mais intrigante da televisão mundial. Como ainda não terminei (falta um disco), falo como quem pensava que esta temporada seria entediante, a julgar pelos primeiros episódios, mornos e sem revelações relevantes. Faltou a adrenalina tão presente nas duas primeiras temporadas, embora os novos personagens sejam bem interessantes, com exceção de Paulo, interpretado por Rodrigo Santoro, que nem fedia nem cheirava até o episódio em que vemos seu flashback.


A partir da metade, a série retoma seu ritmo, mostrando mais Locke e nos deixando fulos da vida com Os Outros!


LOST retoma seu posto, ameaçado por HEROES, com muito mistério e nos deixando salivando pelo próximo episódio...

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Bons tempos aqueles!

Meu relacionamento com o cinema já existe há muito tempo. Se eu fizer uma lista de todos os filmes a que já assisti, certamente será imensa, não caberia neste blog (OK, talvez eu esteja exagerando).

Estou dizendo isso porque tenho percebido que não há outra coisa que me faria tão feliz quanto trabalhar com cinema, fazendo qualquer coisa relacionada ao assunto. Sei lá, escrever sobre filmes, conversar sobre filmes, fazer filmes... É verdade que há outras coisas mais importantes sobre as quais nunca comentei neste espaço, como a igreja, meu relacionamento com Deus (ainda mais antigo que com o cinema), minha família, minha esposa, meus (futuros) filhos. Mas falar de cinema é algo que não me dou muito ao luxo, pois dificilmente encontro alguém com quem conversar de verdade a respeito.

Lembro-me do primeiro filme que assisti em video cassete. Eu não tinha um lá em casa, mas meu primo Beto tinha. Foi lá que vi um filme nada indicado para minha idade: Atração Fatal. O filme, legendado, me deixou com medo, principalmente de mulheres loiras. Glenn Close estava por toda parte! Desde então, não parei mais. Fiquei sócio de uma locadora perto de casa mesmo não tendo o aparelho de vídeo, só para sentir o gostinho. Até me lembro do número da carteirinha: 026. Fui um dos primeiros daquela locadora. Devia ter uns 12 anos, e ficava olhando capa por capa, lendo as sinopses e torcendo para os filmes passarem logo na tevê. Era extraordinário quando meu amigo e vizinho Júnior me convidava para ver um filme na casa dele. Foi lá que assisti Máquina Mortífera 3, Brinquedo Assassino (me escondendo atrás das minhas mãos), e até Elvira, a Rainha das Trevas! Foram tardes mágicas, recheadas de vida e fantasia, mesclando realidade e ficção.

Tenho mais para escrever, mas o tempo voa e não quero escrever meu livro agora... Mas lembrar faz muito bem...

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Nó na Garganta

Existem notícias que nos deixam com um nó na garganta, tamanha é a sua seriedade. No último domingo, assisti a uma reportagem na Record que me deixou com essa sensação: uma vontade de chorar, de sair contando para todo mundo, de espalhar aos quatro ventos... A matéria em questão era um documentário produzido pela BBC a respeito dos escândalos de pedofilia envolvendo padres católicos romanos americanos e em outras partes do mundo, como na Irlanda e no Brasil. Até mesmo o repórter da rede britânica foi vítima de um desses padres, e relembra o fato de maneira muito emocionada, mas bastante corajosa. À medida que os relatos iam se acumulando, fui tomado por uma revolta muito grande. Como pode alguém que se une à Igreja Católica supostamente para falar de Deus e servi-lo perpetrar tão grande barbaridade? A verdade é uma só: tal situação não é novidade para os mais velhos ou para as pessoas do interior, que convivem com situações parecidas há muito tempo, mas nunca tiveram coragem de denunciar os criminosos (não tenho como chamá-los por outra alcunha). Um dado muito importante que impressiona alguém desavisado (não era o meu caso), é que a Igreja, que deveria reta em suas ações, tem lutado para acobertar os pervertidos vestidos de batina, que não são poucos, e recebem acolhimento no Vaticano. O atual papa, Joseph Ratzinger, antes de assumir o posto mais alto da hierarquia romana, era o responsável em esconder ao máximo os casos que começaram a aparecer em grande escala em 2002, nos EUA, por todo o país. Acordos milionários foram feitos para que as vítimas não fossem a público. Os padres acusados eram transferidos para outras paróquias sem jamais enfrentarem a justiça. Paróquias novas, novos abusos.
Como é possível existir uma igreja que acoberte criminosos dentro de suas entranhas? O fato é que a Igreja Católica sempre clamou ser a autêntica Igreja de Cristo, o que a credenciaria como dona e mandatária da verdade e justiça divinas. Como tais atribuições não estão entre suas características, ficamos com a pergunta: até quando acontecerão tais fatos?
EM TEMPO: Não quero nem falar do misterioso caso em que Júlio Lancelotti demora três anos para denunciar uma extorsão se ele era inocente. E de onde veio tanto dinheiro para ceder à extorsão?

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Mais estranho que a ficção

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Harold Crick é um cara comum. Trabalha como fiscal de impostos na Receita Federal americana, é solteiro, tem uma rotina inabalável, até descobrir que sua vida está sendo escrita, que é um personagem em um romance. Ele começa a ouvir a narração de sua própria vida! Mais estranho que a ficção é um filme estranho não apenas no nome. Possui uma originalidade em sua trama estranha no cinema do século XXI, é protagonizado por um ator estranho ao gênero "dramédia", Will Ferrel (mais habituado a comédias escrachadas e escatológicas) e é estranhamente atraente! Quanto mais tempo passamos no mundo de Harold Crick, mais nos envolvemos em sua vida, nos identificamos com ele (somos pessoas comuns, temos empregos comuns, vivemos vidas comuns). No entanto, o livro (ou filme) de sua vida ainda nos reserva algumas surpresas: acontece que a autora da vida de Harold, vivida por Emma Thompson, sempre mata seus protagonistas no final. Uma pergunta é suscitada: será esse o fim do filme? E para piorar a apreensão do espectador, Harold acaba de se apaixonar por uma das pessoas que ele fiscaliza: uma padeira (Maggie Gylenhaal) cuja ideologia se resume em desobedecer deveres civis, como o pagamento do imposto de renda.



Mais estranho que a ficção é envolvente, apaixonante e.. estranho. Mas, afinal, quem não é?

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Candidatos a políticos, mas ainda cidadãos

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Daqui a um ano as eleições municipais voltarão a ocupar o noticiário e as mentes de cada pessoa no Brasil. Por ser uma eleição limitada à área de cada cidade, esta é a disputa mais acirrada que existe na democracia brasileira. Ou não, já que na maioria das cidades o vencedor é escolhido dentre poucos, aqueles que mandam na política local, o que enfraquece a democracia e ajuda a manter uma política falsa, baseada nos favores prestados, que funciona assim: vereadores têm a função de ajudar a população, dando dinheiro para comprar remédios, botijão de gás, pagar energia e água, etc., enquanto que o prefeito é quem possui a responsabilidade de zelar pela cidade, sempre embolsando um bom dinheirinho das obras públicas e de outras fontes (recursos federais, por exemplo).
Diante deste quadro totalmente às avessas, encontram-se aqueles cuja vontade é a de real transformação, conscientes de que política é feita por pessoas comuns, cidadãos reais, gente que trabalha, que luta pelo pão de cada dia, que zela por sua vida e pela de seus queridos com sacrifício, que experimenta as mazelas e alegrias da vida na mesma medida. Gente que realiza coisas inacreditáveis com o pouco que ganha, mas continua sorrindo, feliz porque tudo o que tem é obtido de modo limpo. São essas pessoas que precisam estar na política. Não políticos profissionais, mas representantes genuínos da população, cansados de tanta decepção, fartos de tanta ladroagem, fraudes, CPIs, votações parlamentares secretas, relações ilícitas, leniência com o crime.
São essas pessoas, candidatos a políticos, mas ainda cidadãos, que merecem a chance de tentar moralizar a política, afim de restaurar lemas milenares, como Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Utopia? Talvez sim. Mas enquanto eu viver, prefiro acreditar a jogar a toalha. Que este seja o anseio de todo brasileiro, desejoso de dias melhores.

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Heroes


Acabei de assistir ao primeiro disco da primeira temporada de Heroes, série da NBC que está desbancando LOST do coração do público americano. A verdade é que Heroes é MUITO bom mesmo! Deixa você com um gostinho de quero mais, quero sempre. Prova disso é que, mal entreguei o disco 1 na locadora, já fui logo pegando o disco 2, e só não peguei toda a coleção porque já estava locada! É isso aí: viciei na melhor história de super heróis que vi desde o encerramento da 2ª temporada de Os Supremos (nos gibis). Os personagens são gente como a gente, e nem todos estão contentes com os poderes que descobrem possuir. O personagem mais interessante é Hiro, um japonês nerd, de longe o mais empolgado com o poder que tem, o de alterar o espaço-tempo, o que lhe permite viajar no tempo, se teletransportar e até parar o tempo! Cada episódio mostra os vários personagens ao mesmo tempo, com algumas idas e vindas na cronologia, deixando tudo ainda mais interessante. Não tem como não se entusiasmar com a líder de torcida que descobre ser indestrutível, uma espécie de Wolverine de saias. Se você não quiser esperar a série ser exibida na Record (que produziu uma novela com uma trama inspirada na série), é bom correr à locadora Sétima Arte, porque a concorrência está grande. Todo mundo que vê um episódio de Heroes fica fascinado e quer ver todos!

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Memórias de um assassino

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O novo cinema sul-coreano tem dado provas que é vibrante, interessante e muito original. Este Memórias de um assassino não é exceção. Poucos são os filmes de serial-killer que funcionam com perfeição. Temos como exemplo os clássicos Seven e O Silêncio dos Inocentes. Os grandes filmes a tratar deste tema tem sempre a dose certa de suspense e drama, mostrando o lado pessoal dos envolvidos nos crimes, especialmente os detetives responsáveis pelo caso. Em Memórias de um assassino, temos este equilíbrio, necessário a clássicos do gênero. O diretor Bong Joon-Ho nos leva a uma pequena cidade no interior da Coréia do Sul, que se vê assustada com corpos de mulheres que vêm aparecendo seguidamente, todas sendo violentadas antes da morte. Para investigar o caso, dois detetives locais recebem a ajuda de um terceiro oficial, vindo da capital Seoul. Logo os métodos dos detetives entram em choque, o que torna a trama ainda mais interessante. Com um clímax muito eficaz e original, este filme tem qualidades que faltaram a muitos dos exemplares similares americanos, como a entrega dos atores e uma câmera honesta com o espectador, que jamais o subestima. O diretor fica tão à vontade com seu filme que ainda injeta uma dose apropriada de humor, deixando a experiência ainda mais marcante. É bom lembrar que o filme é baseado em uma história real. Mulheres coreanas de vermelho andando em plena chuva, é bom tomarem cuidado...

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Babel

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Finalmente assisti a um dos filmes mais comentados do ano. O diretor Alejandro Gonzalez Iñarritu faz questão que este é um filme seu: edição um tanto confusa, sem jamais dar profundidade a nenhuma das histórias que quer contar. Foi assim em "Amores Brutos" e "21 Gramas". Desta vez esse vício narrativo se justifica pelo fato de o próprio filme se tratar de confusão, incomunicabilidade e ao mesmo tempo conexão entre os povos. Dentre as várias histórias que se entrelaçam ligadas por um rifle de caça, destacam-se as contadas no Marrocos, mais precisamente a da família de camponeses marroquinos, personagens vividos por habitantes da região. Brad Pitt, Cate Blanchett e a japonesa Rinko Kikuchi estão realmente excelentes, em um festival de atuações extraordinárias. Um filme não muito fácil de se ver, e talvez por isso mesmo tão fascinante e envolvente.

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O governo Lula e suas propagandas patéticas

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Cada dia que se passa as propagandas do governo estão mais ridículas e óbvias. O fim da criatividade de marketing dos asseclas de Lula começou com aquela propaganda absurda da Olimpíada Brasileira de Matemática, onde uma estudante tem a inspiração para a resposta de um problema durante o lanche no intervalo, e sai andando apressada pelos corredores até chegar na sala de aula, onde finalmente escreve o resultado. O problema é que o resultado era tão óbvio e fácil, que ninguém pode acreditar que chegar a 3/8 não era algo que precisasse de uma luz especial! A propaganda subestima a capacidade intelectual dos alunos da rede pública e dá razões para quem acredita que tal olimpíada seja fora dos padrões de dificuldade que um evento desse tipo exige.
Isso sem falar da campanha sem nenhum sentido do ENEM: "Quem sabe o que se passa na cabeça de um jovem?" "Quem faz o ENEM sabe." Como assim? Se quem faz o ENEM são realmente os jovens, como é que eles mesmos não sabem o que se passa em suas cabeças? Totalmente absurdo.
A última bola fora foi a campanha para divulgar o famigerado PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação). Durante o comercial, vemos um homem com dificuldades para virar alguns cubos de madeira que vão formar a palavra EDUCAÇÃO. A campanha não faz o menor sentido, não diz a que veio e mostra que neste caso, as imagens não passam de desculpa para a divulgação do PDE.
Não dá para saber até onde vai a genialidade da agência responsável por tamanhas patetices da comunicação. O fato é que o fundo do poço não está muito longe...

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Os Infiltrados

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"Este é um filme feito com as entranhas", assim definiu Quentin Tarantino quando assistiu No Rastro da Bala, aquele filme com Paul Walker. Tomo as palavras de Tarantino como minhas, porém me referindo a Os Infiltrados, filme-retomada de Martin Scorsese que lhe rendeu um merecido Oscar que demorou 30 anos para chegar. Neste épico policial sobre traição, confiança e violência, não há espaço para falas desnecessárias, nem subtramas descartáveis, ou finais "hollywoodianos". O que poderia ser um tiro no pé de um dos maiores diretores vivos, por se tratar de uma refilmagem do neoclássico chinês Confiltos Internos, torna-se um dos filmes mais relevantes da década, repleto de emoção crua, reviravoltas surpreendentes e atuações nervosas. Leonardo di Caprio nem se dá conta de que está atuando ao lado de Jack Nicholson, e entrega a melhor performance de sua carreira. Seu Billy Costigan, um policial de Boston infiltrado na máfia, é um homem à beira do abismo, a ponto de explodir ou de dar um tiro na cabeça. Nós, telespectadores, nos tornamos reféns de sua perturbação, sem que nos demos conta de que tal situação só poderá terminar tragicamente. O Colin Sulivan de Matt Damon, um mafioso infiltrado na polícia de Boston, é extremamente o oposto do colega de elenco, pois mostra-se confiante ao ter tudo nas mãos e ter a vida que desejaríamos para o personagem de Di Caprio. Um único post não daria para falar de todos os aspectos fascinantes que cercam Os Infiltrados: o elenco estrelado de apoio, a trilha sonora, o roteiro certeiro e a direção de fotografia, por vezes amarelada, por vezes clean. Todos estes aspectos tornam a obra de Scorsese realmente digna dos quatro oscar que fez jus, e nos deixam mais confiantes neste cineasta com a arte no sangue e a genialidade escondida em algum canto da alma.

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