Capote

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Em 14 de novembro de 1959, dois homens à procura de dinheiro invadem a casa da família Clutter, no estado do Kansas e matam a todos, em um total de quatro pessoas mortas cruelmente. O fato ganha repercussão nacional, chamando a atenção do escritor de sucesso pelo livro Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's), Truman Capote. Imediatamente, Capote percebe que ali está uma boa história para uma reportagem da revista New Yorker, onde é colaborador. Quando se depara com um desastre muito maior do que apenas mais um assassinato, ele decide que fará desta história seu próximo livro. Junto de sua assistente e confidente Nelle Harper-Lee (que posteriormente escreveria o clássico O Sol é Para Todos), Capote inicia uma jornada de investigações e entrevistas que incluem pessoas da pequena cidade, policiais, amigos das vítimas e até uma amizade improvável com um dos assassinos, Perry Smith. A jornada duraria cinco anos, até a execução dos criminosos.
É este trecho da vida de Truman Capote que é abordado no filme Capote, do diretor estreante Bennet Miller, tendo Phillip Seymour Hoffman no papel principal. Hoffman toma o controle do filme inteiro, ao conseguir reproduzir todos os trejeitos do autor homossexual assumido. Cada vez que ele anda, fala, ri, e mesmo quando encosta as mãos no rosto, pensamos estar vendo o próprio Capote, em sua difícil empreitada para inaugurar o gênero literário "romance de não-ficção", batizado por ele mesmo. O livro em questão seria seu maior clássico, A Sangue Frio (In Cold Blood). Maior e último. Nunca mais ele voltaria a escrever, tamanho foi seu esgotamento físico e mental diante de tão exaustiva tarefa. O filme é imperdível. Em cada fotograma se justifica o Oscar ganho por Phillip Seymour Hoffman este ano. Da mesma maneira, em cada fotograma tem-se a nítida impressão de estar vendo o próximo grande ator de Hollywood.
O verdadeiro Truman Capote

2 Comente aqui!:

  1. Aline disse...:

    Filipe, quando lançou no cinema aqui de Brasília, fiquei louca pra ver, mas vacilei e acabei não indo. Pesquisei sobre Truman Capote nos tempos da faculdade, principalmente por ter escolhido o tema "romance de não-ficção" para meu trabalho de final de curso. Escrevi um livro-reportagem e levei "10 com louvor". Chorei na frente da banca examinadora (novidade!). Pode ter certeza que Capote me ajudou bastante. Vou ver o filme. abraços,

  1. Malafaia disse...:

    filmaço, sem dúvida.

    ps: que comentário grande, não?

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