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Irmãos Coen: ame ou odeie

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Vencedores do Oscar de Melhor Filme e Direção em 2007 com Onde os Fracos Não Têm Vez, Joel e Ethan Coen são aqueles cineastas que ou se ama ou se odeia. Alguns de seus filmes são considerados chatos por boa parte do público, por não serem filmes fáceis de serem digeridos ou por não terem o hábito de dar soluções fáceis para o espectador.
O fato é que os irmãos têm produzido alguns clássicos modernos, mas também têm contado alguns deslizes. Entre os clássicos estão Fargo, Barton Fink - Delírios de Hollywood e O Grande Lebowski. Este último, de 1998, eu tive o prazer de assistir semana passada, e pude conferir uma das melhores comédias de todos os tempos, protagonizada por um personagem inesquecível: o Dude (ou Cara, em português), um adorável vagabundo vivido magistralmente por Jeff Bridges, que se envolve em uma sucessão de erros e desencontros ao ter sua casa invadida por alguns bandidos que achavam que ele era um outro Lebowski, algum ricaço. Ao saber que tem um xará rico, o Dude resolve acertar contas com ele, já que os invasores estragaram o único tapete de sua casa, urinando nele. É hilária a explicação de porque ele quer o tapete de volta, afinal era isso o que "completava a sala".
O Dude tem alguns amigos que talvez sejam os melhores coadjuvantes que um protagonista já teve. Vividos por John Goodman e Steve Buscemi, eles são realmente engraçados. Os diálogos são de rolar de rir, e as situações em que o Dude irá se meter são as mais absurdas possíveis, o que torna tudo ainda mais engraçado.
Depois de assistir a O Grande Lebowski, a expectativa era grande para a nova comédia dos irmãos Coen, Um Homem Sério. Mais uma vez temos um personagem que passará por poucas e boas, situações péssimas que surgirão em turbilhão repentino. Mas desta vez os irmãos Coen pesam a mão. Ao invés de ser uma comédia, o que se tem é muito mais um drama sério e com um final difícil de entender. Larry Gopnik é judeu, professor universitário, que descobre que a mulher planeja deixá-lo, e vai percebendo que seus filhos não dão a mínima para ele, e está sendo chantageado por um aluno bolsista, para que o aprove a qualquer custo. Sem dinheiro e com tudo o mais contra ele, Larry não terá outra saída a não ser se desesperar. Não dá pra rir de uma situação dessas, embora como drama o filme funcione até bem.
O veredito final? Se você tiver que escolher entre O Grande Lebowski e Um Homem Sério para passar uma tarde de domingo, escolha o primeiro com os olhos fechados.

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Os Bons Companheiros

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Poucos filmes de mafiosos são como esta obra-prima de 1990, Os Bons Companheiros, do diretor Martin Scorsese. É uma história real sobre a ascensão e queda de três mafiosos vividos magistralmente por Ray Liotta (o narrador da trama, Henry Hill), Robert De Niro (o enigmático Jimmy Conway) e Joe Pesci (como o violento e explosivo Tommy DeVito), este último no papel que lhe deu o Oscar de Ator Coadjuvante. Toda a construção do filme é perfeita, o que inclui um elenco de apoio igualmente afiado, uma edição ágil e uma trilha sonora antenada com as três décadas pelas quais passeia a história.
Martin Scorsese nunca mais foi o mesmo cineasta depois deste filme, embora tenha recebido o Oscar de Melhor Direção apenas na entrega de 2007, por Os Infiltrados. Criador de vários clássicos do cinema, desde Taxi Driver, passando por Touro Indomável, Scorsese mostra-se em grande forma em Os Bons Companheiros, provando que é o grande especialista em filmes sobre personagens obscuros e cheios de pecados nas costas.
O interessante aqui é que este não é um conto moral. Todas as atitudes dos protagonistas são aceitas claramente pelo narrador, que desde o começo deixa bem claro que sempre quis ser um gângster. O fato de Henry Hill tomar a decisão que encerra o filme mostra apenas que para ele, no final das contas, o que importa é continuar vivo, não importando o quão infeliz você está.
É um filme obrigatório para quem gosta de bom cinema e principalmente do gênero "filme de máfia". Neste gênero, Os Bons Companheiros está entre os cinco melhores de todos os tempos. Sem dúvida nenhuma.

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Coração Louco

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Jeff Bridges é um destes atores que sempre fazem valer a pena o ingresso do filme. Versátil e carismático, seus filmes rapidamente se tornam cult. Indicado cinco vezes ao Oscar, fez valer seu favoritismo absoluto em Coração Louco, no qual interpreta Bad Blake, um cantor country que já fez muito sucesso, mas que agora amarga uma espécie de limbo artístico. Seus últimos shows foram em um boliche e em um inferninho, e a última mulher que apareceu em sua vida foi uma fã de meia-idade com quem passou apenas uma noite. Blake não consegue passar muito tempo sem tomar seu whisky, e isso tem feito com que ele passe por maus bocados.
As coisas começam a mudar para ele quando ele se apaixona por uma repórter, mãe solteira, que provoca nele uma reflexão séria sobre sua vida. A partir deste momento, tudo será diferente. Ou não.
Coração Louco é filme de atores. Tanto Jeff Bridges como Maggie Gyllenhaal (a mãe solteira) e até Colin Farrel (como um astro da música country que é discípulo de Blake) estão perfeitos em seus papeis, e até Robert Duvall (O Apóstolo) aparece bem como o amigo que não abandonará Blake. Bridges faz por merecer cada centímetro de seu Oscar. Afinal, depois de sequer ser indicado por O Grande Lebowski, o coração louco do ator não via a hora de receber seu prêmio.
Não dá para falar também das canções da trilha sonora, escritas por T. Bone Burnett, tendo A Weary Kind sido premiada com o Oscar de Canção Original.

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Comédias que fazem pensar

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Quem me conhece sabe: eu odeio As Branquelas, O Pequenino ou qualquer outra comédia apelativa e sem graça que Hollywood (ou os irmãos Wayans) tenha lançado desde sempre. Aliás, nos últimos tempos tenho me afastado de quase todas as comédias americanas com que me deparo. É que tenho dificuldade em achar graça de situações inverossímeis e de constrangimento geral. As exceções são os filmes que fazem rir sem perder o bom senso, que contam histórias que sejam divertidas e sensíveis ao mesmo tempo. Incluo como exemplo os filmes produzidos e (ou) dirigidos por Judd Apatow, como Ligeiramente Grávidos, Ressaca de Amor, Tá Rindo do Quê? e outros.
Mas ontem estava com sorte. Assisti a duas das melhores comédias românticas do ano passado: (500) Dias Com Ela e Adventureland (que eu me recuso a chamar pelo título dado no Brasil, Férias Frustradas de Verão).
(500) Dias Com Ela não apenas é sensível, como não se considera uma história de amor. Isso porque trata do tema "garoto-conhece-garota" sob outro ponto de vista. A verdade é que às vezes o relacionamento não dá certo simplesmente porque não é para ser. Tom (Joseph Gordon-Levitt) é formado em arquitetura mas ganha a vida escrevendo cartões. Ele passa o dia com os fones de ouvido tocando rock. Quando conhece Summer (a linda Zooey Deschanel, de Sim, Senhor), a empatia vai aos poucos se tornando em uma paixão daquelas que nos fazem acreditar que vai durar para sempre. A narrativa não-linear já mostra desde o começo como tudo vai acabar, e o interessante é que pela primeira vez, o protagonista não tem ideia do porquê do fim de tudo. Com falas beirando a genialidade e toques de surrealismo (como a cena que evoca os musicais da Broadway), o diretor Marc Webb fez de (500) Dias Com Ela a comédia romântica ideal para tentar entender as razões do amor e os motivos que fazem com que se acabe.
Adventureland (procure na locadora como Férias Frustradas de Verão, pois é) trata do sentimento de inadequação que todo mundo tem quando passa da adolescência à idade adulta. O protagonista sai do colégio pronto para ganhar o mundo, ir à Europa e depois à universidade, mas se depara com a dura realidade da vida como ela é. Sem o dinheiro do pai, que ganha pouco, ele se vê forçado a trabalhar e aceita um emprego em um parque de diversões na temporada do verão. O parque, Adventureland, não traz tantas emoções para James (Jesse Eisenberg, de Zumbilândia) como a vida real, que inclui uma garota problemática mas muito sensível (Kristen Stewart, de Crepúsculo, mostrando que sabe atuar), um amigo desiludido com a vida e uma outra garota mostrando que beleza não é sinônimo de caráter. O filme do mesmo diretor de Superbad - É Hoje, Greg Motolla, é uma comédia com significado, cheia de nostalgia (a história se passa em 1987), que mostra com propriedade a dureza que é a entrada neste mundo dos adultos. Vale a pena, só não diga para os amigos que assistiu a Férias Frustradas de Verão, ou vai parecer mais uma comédia descerebrada dos irmãos Wayans.

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Preciosa - Uma História de Esperança

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Não é coisa fácil assistir Preciosa - Uma História de Esperança. O filme trata de um assunto doloroso, uma chaga em nossa sociedade, porém mais difícil ainda na sociedade americana, onde boa parte da população sofre de obesidade. Claireece Precious Jones é uma adolescente de 16 anos, obesa, rejeitada e mal tratada pela mãe, e está grávida pela segunda vez do próprio pai. Quando ela é aceita em uma escola especial, começa a ter alguma esperança de que sua vida melhore. Mas até que a melhora de fato comece, a menina passará por sofrimentos que tornam o espectador solidário com sua situação. Como já li em uma outra resenha, o filme é "uma tijolada na cabeça", uma narrativa triste, triste. Triste, mas conduzida com maestria pelo diretor estreante Lee Daniels, que extrai atuações majestosas de seu elenco, destacando-se Mo'nique, fazendo a cruel mãe de Precious, em uma performance histórica, entregando uma personagem inesquecível. O Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante está em boas mãos. Digna de nota é também a atuação de Gabourey Sidibe, estreando no cinema mostrando uma segurança que poucas veteranas possuem.
Preciosa é como poucos filmes de 2009, expressando uma sinceridade e uma autenticidade poucas vezes vistas no cinema ou em qualquer outra forma de arte.

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The Cove - OSCAR 2010 de Melhor Documentário

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Assistir a The Cove (cujo título em português deve ser mesmo A Cova) é uma experiência de dois pólos: pode-se ficar indignado e maravilhado ao mesmo tempo. Maravilhado pela maravilhosa descrição de como vivem e se relacionam os golfinhos, estes animais tão fascinantes e que ainda guardam alguns mistérios para os cientistas; indignado pela denúncia de que todos os anos 23.000 golfinhos são mortos com requintes de crueldade na cidade japonesa de Taiji, com o objetivo de vender a carne dos animais.
Não dá para ficar indiferente às cenas lamentáveis que compõem o clímax deste documentário vencedor de inúmeros prêmios em todo o planeta. São cenas inéditas para o mundo, é bom frisar, já que os golfinhos são mortos em uma enseada proibida para qualquer um que queira filmá-la. Mas Ric O'Barry, o homem que ficou famoso ao treinar Flipper, conseguiu. Em uma das cenas chocantes, vemos uma câmera subaquática registrando a repentina mudança da coloração da água, que se torna vermelha de sangue em questão de segundos. É revoltante saber que coisas assim ainda acontecem em um mundo que cada vez mais tende a proteger sua vida animal. Curioso também é saber que a maior parte da população das grandes cidades japonesas desconhece esta prática cruel e nem mesmo sabe que a carne de golfinhos é vendida no país oculta sob outros rótulos.
O vencedor do Oscar 2010 de Melhor Documentário não poderia ser mais relevante e importante. Além de nos fazer refletir e querer tomar parte na luta pelo fim da matança de golfinhos, a obra produzida pela Sociedade de Preservação dos Oceanos (OPS, em inglês), faz com que admiremos ainda mais estes mamíferos tão inteligentes e maravilhosos.
Este é um filme que TODOS TÊM QUE VER. Antes que seja tarde demais.

Clique AQUI para baixar o torrent e a legenda de The Cove

Qualidade: DVDRip
Tamanho: 700 mb
Duração: 1h30m aprox.
Nota: 10,0

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Sobre o Oscar 2010

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Passada a festa do Oscar 2010, resolvi escrever sobre este que é o prêmio máximo do cinema, que já está em sua 82ª edição. Tamanha longevidade se explica por momentos antológicos durante todos estes anos, como o prêmio dado pelo conjunto da obra ao mestre Charlie Chaplin, quando foi aplaudido de pé por mais de cinco minutos (recorde que dura até hoje), e o emocionante discurso de Halle Berry ao receber o primeiro Oscar dado a uma mulher negra.
Se 2009 foi a consagração do cinema independente e de baixo orçamento mas com muita alma e originalidade, 2010 confirmou que grandes filmes não precisam ter orçamentos gigantescos para contar boas histórias e cativar audiências. Os seis prêmios dados a Guerra ao Terror, incluindo melhor filme e melhor direção, corroboraram tal argumento. Claro que foi uma vitória anunciada, pelo menos para os que acompanharam nas últimas semanas as premiações pré-Oscar, como os prêmios entregues pelos sindicatos americanos de diretores, roteiristas e atores. O filme de Kathryn Bigelow (na foto) faturou todos estes prêmios, o que o qualificava como o grande favorito do ano. Avatar era o único filme, em meio aos outro nove indicados, que poderia estragar a festa de Guerra ao Terror. Afinal, não é todo ano que se tem um recordista de bilheteria concorrendo ao Oscar (números de audiência televisiva astronômicos à vista). Se a ficção científica ecológica de James Cameron recebesse o prêmio de melhor filme, não seria injusto; Avatar é sincero, conta uma boa história (a partir de um roteiro original) e tem efeitos revolucionários. Mas não dava para a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ignorar o filme de guerra mais importante e relevante da década, isso se a instituição octagenária quisesse continuar sendo igualmente relevante.
Quanto aos outros prêmios entregues, não pude avaliar os ganhadores como melhores ator e atriz, nem atriz coadjuvante, mas como disse a revista SET na edição de fevereiro, não havia como Christoph Waltz perder o prêmio de ator coadjuvante. Seu personagem em Bastardos Inglórios, o sanguinário Hans Landa, é o personagem mais marcante e assustador que apareceu no cinema em 2009.
Mas há dois prêmios que quero destacar (e celebrar) aqui: melhor filme estrangeiro, para O Segredo dos Seus Olhos, filme argentino de Juan José Campanella. Merecidíssimo, mesmo concordando que A Fita Branca, produção alemã de Michael Haneke também merecesse. Mas eu comemorei quando Pedro Almodóvar e Quentin Tarantino anunciaram o filme argentino como ganhador. Sou apaixonado pelo filme, e brado isso a plenos pulmões.
Outro prêmio merecidíssimo e muito comemorado por mim foi o de melhor trilha sonora original para Up - Altas Aventuras, do compositor Michael Giachinno, o mesmo cara que faz a trilha de Lost. É uma trilha sensível e climática, que permanece na mente da gente quando o filme acaba, o que faz dela um trabalho eficiente. Não lembro da última vez que assoviei uma trilha sonora por horas após o filme.

Agora é esperar até 2011, quando veremos novos filmes, e novamente teremos ótimas surpresas. Pelo menos é o que espero.

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Terra das Sombras

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Muitas pessoas provavelmente nunca devem ter ouvido falar de C. S. Lewis, escritor inglês, pensador, debatedor e palestrante de grande sucesso em seu tempo. Mas provavelmente tiveram contato com pelo menos um dos filmes baseados em seus livros infantis de aventura e fantasia: As Crônicas de Nárnia já foram adaptadas duas vezes, com O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa e dois anos depois com Príncipe Caspian. O terceiro filme, A Viagem do Peregrino da Alvorada está com lançamento marcado para dezembro deste ano.
O professor de Oxford C. S. Lewis escreveu muitos outros livros, obras de reflexão que nada têm a ver com suas crônicas infantis. Livros sobre cristianismo, sofrimento, crítica literária e até uma trilogia de ficção científica! Uma das obras mais queridas e surpreendentes de sua vasta produção literária é sem dúvida Surpreendido pela Alegria, onde discorre sobre a perda de seu grande amor, Joy Gresham (joy significa alegria em inglês).
Terra das Sombras, do diretor inglês Richard Attemborough, especialista em cinebiografias, conta a história deste amor, que começou relutante e tornou-se em uma belíssima história recheada de poesia e com muitas lições de superação e fé. Anthony Hopkins vive o escritor, e Debra Winger é Joy Gresham, uma americana judia-cristã que escreve para Lewis e logo desenvolve uma amizade curiosa, especialmente para os colegas  professores de Lewis. Ele logo se apega a Joy e seu filho Douglas, mas o amor sofre um baque quando descobre-se que Joy não viverá muito; ela tem um câncer em estado terminal, e só lhes resta viver este amor intensamente, e aprender um com o outro.
Uma linda história, com uma trilha sonora fenomenal, assim como a fotografia. Anthony Hopkins é o ator perfeito para este tipo de papel, embora tenha ficado marcado na pele de um assassino frio, o dr. Hannibal Lecter em O Silêncio dos Inocentes, papel que lhe rendeu o Oscar em 1996. Prova que é um ator versátil e marcante, nunca se deixando estereotipar-se por nenhum tipo específico. Bom para ele, melhor ainda para nós, amantes do cinema.

Tamanho: 1.05GB
Duração: 2 h aprox.
Qualidade: DVDrip
Nota: 9,0

Baixe AQUI o torrent, a legenda e a trilha sonora

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Sherlock Holmes

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Robert Downey Jr. é o cara. Depois de estrelar Homem de Ferro, adaptação das aventuras de um dos super-heróis menos conhecidos pelo público leigo, e fazer um tremendo sucesso (a sequência estreia em maio deste ano), ele volta a estourar nas bilheterias com o excelente Sherlock Holmes, uma releitura de um dos personagens da literatura mais filmados em todos os tempos.
Se tudo o que você conhece do personagem é a persona serena e com ar arrogante dos filmes antigos, onde Holmes é um tranquilo detetive genial e também onde a ação é quase zero, vai se surpreender com a nova cara do investigador. O Sherlock de Downey Jr. é irônico, genial (claro) e, bem, é Robert Downey Jr.. Você pode não saber, mas o personagem dos livros de Sir Arthur Conan Doyle tem algumas características nunca antes mostradas no cinema. Além de exímio violinista e apaixonado por cachimbos, Holmes é também pugilista de mão cheia, e está pronto para uma boa briga. Outra diferença entre o filme do diretor inglês Guy Ritchie (Snatch - Porcos e Diamantes) e as outras adaptações é que a nova produção adapta não um romance de Conan Doyle, mas a graphic novel homônima de Lionel Wigram, também produtor do novo filme.
Quando o filme começa e Holmes já está em ação, temos a visão de um ritual de magia negra conduzido por Lord Blackwood (Mark Strong), um homem muito misterioso, que tem a intenção de inspirar medo na população, tendo objetivos ainda desconhecidos por Holmes.
Segue-se a isso uma profusão de deduções brilhantes, brigas homéricas, explosões incríveis, um romance não concretizado com a ladra Irene Adler (Rachel McAdams) e um final com um belo gancho para a sequência, que começa a ser filmada no meio deste ano.
Vale destacar também a atuação de Jude Law como o inseparável parceiro de aventuras Watson, que mostra ser (ou tenta ser) a voz da consciência de Holmes. Mas não espere ouvir a famosa frase "Elementar, meu caro Watson". Invenção dos filmes, a frase nunca foi escrita por Conan Doyle. Uma pena.

Duração: Aprox. 2 horas
Tamanho do arquivo: 700 mb
Áudio: Inglês
Legendas: Português
Ano: 2009
Nota: 9,0

Baixe AQUI o torrent e a legenda

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Castelos de Gelo

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A partir deste post, decidi disponibilizar o torrent de todo filme que eu assistir para quem desejar fazer o download, assistir e dar seu próprio veredito. Antes de mais nada, para baixar um filme via torrent, você tem que ter em seu PC o programa µTorrent, que é bem leve e muito útil. Ao clicar no arquivo para fazer o download, uma janela de download se abrirá. Escolha a opção "abrir com", optando pelo µTorrent como programa para abrir o arquivo. Fazendo isso, o torrent será enviado para o µTorrent e pronto, é só esperar umas horas (isso dependendo da velocidade de sua conexão), que o filme estará completo para você assistir. A vantagem de se baixar torrent é que mesmo que você desligue o computador, o arquivo não será apagado do µTorrent, mas ficará em hibernação. Ao religar o PC, basta ativar o µTorrent e lá estará o filme, com o download sendo retomado.

Não sei se minha explicação foi boa (não sou hacker, nem nada), mas qualquer dúvida, o Google está aí para isso, hehehehe.

Para estrear esta fase "torrentista", decidi disponibilizar Castelos de Gelo (2010), refilmagem de um clássico romântico dos anos 1970. Trata-se de uma história bem emocionante, com uma bela trilha sonora, e um final interessante.

Lexi é uma menina do interior, que patina por prazer no lago congelado próximo a sua casa. Ela é descoberta por um campeão olímpico, que decide treiná-la para ser uma campeã. A ascensão é meteórica, mas a queda também. Lexi sofre um acidente e fica cega. Deprimmida e desanimada, será sua família e seu namorado que se responsabilizarão por lhe mostrar que a vida vale a pena ser vivida, e que superar limites é uma das funções do esporte. Um belo filme, que vale a pena ser assistido.

Formato: DVDRip
Tamanho: 700 mb
Tempo: 1h30m aprox.
Nota: 7,0

Clique AQUI para baixar o torrent e a legenda.

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Up - Altas Aventuras

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De uma coisa todos podem ter certeza ao assistir um filme da Pixar: o filme é bom. O estúdio não consegue fazer um filme ruim, de jeito nenhum! Isso sem falar na criatividade dos caras, afinal, todos os filmes produzidos por eles até hoje são ideias inteiramente originais. Nada de refilmagens, adaptações de obras literárias ou de histórias em quadrinhos. Se hoje os personagens criados por John Lasseter e cia. fazem parte do imaginário popular, o crédito é todo deles, que souberam criar toda uma gama de personagens inesquecíveis, do tipo crível, com o qual o espectador se importa. Assistindo um filme da Pixar, a gente consegue esquecer que trata-se de uma produção de Hollywood; filme com alma não é coisa que se encontra muito neste mercado preocupado com lucros imediatos.
Mas vamos falar de Up - Altas Aventuras, filme inspirador deste post. Os primeiros dez minutos do filme já são emocionantes. Vemos o nascimento do amor entre Carl e Ellie, e o sonho dos dois de morar  em um paraíso nas selvas da América do Sul. Com o passar dos anos, as responsabilidades do casamento, e as idas e vindas da vida, o sonho vai sendo adiado. Ellie morre, e Carl fica solitário, vendo sua pequena casa ser engolida pelo progresso. Prédios gigantescos estão sendo construídos em volta, e Carl se vê acuado, preso em um passado que não voltará. É claro que você já viu alguma cena de Up, e sabe que o vendedor de balões resolve pendurar milhares de balões em sua casa e sair voando em busca de seu sonho. E leva junto Russel, um escoteiro falastrão que se mostrará um verdadeiro amigo.
Sensível e cheio de aventura, Up é o tipo de filme que passa rápido demais. Quando chega ao fim, a vontade que dá é de retornar ao começo e fazer a mesma viagem outra vez.

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Sempre ao Seu Lado

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Hachi é um cão da raça akita que se perde em sua viagem do Japão para os EUA e acaba em uma estação de trem americana. Ele é encontrado por Parker, um professor universitário, que mesmo a contragosto da esposa, acaba o adotando e criando um vínculo de lealdade que se provará mais forte até mesmo que a morte.
Sempre ao Seu Lado, do diretor Lasse Hallström, na verdade adapta a história verídica de um cachorro chamado Hachiko que viveu no início do século XX no Japão. Ele era tão apegado ao dono que todos os dias ia esperá-lo na estação de trem no horário exato que o homem chegava do trabalho.
Da mesma maneira, o Hachi do filme estabelece este costume, encantando a todos os frequentadores da estação, e por tabela, enchendo os olhos de quem vê o filme.
Diferente de outros "filmes de cachorro" como Marley e Eu, o filme de Lasse Hallström não força o espectador às lágrimas, mas elas virão. E não por causa da morte do cão no fim do filme. Bem antes da cena final, você já estará utilizando o lenço, acredite em mim.
Tocante e simples, Sempre ao Seu Lado fala da lealdade e nos faz refletir sobre a responsabilidade que temos sobre quem nos ama. Foi Saint-Exupéry, o autor de O Pequeno Príncipe, que escreveu: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." Com certeza, Hachi irá te cativar. Muito.

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Poesia e olimpíadas

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Poema inspirado pelas imagens, luzes e canções da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno Vancouver 2010, especificamente pelo título de um dos trechos do evento. A frase ficou em minha cabeça e depois virou poesia. Ou quase.
Você, que viu o vento

Você, que correu o mundo e não se cansou
Que abraçou as árvores e com elas conversou
Você, que inventou cores que o homem nunca pintou
Compôs melodias que boca nenhuma entoou

Você, que navegou pelos mares sem bússola
Que mergulhou nas profundezas até o mais oculto
Você, que subiu montanhas e pisou a virgem neve
Que criou caminhos e abriu estradas

Você, que viu o ventou e nele passeou

Ainda assim, você olha para mim
E me oferece coisas que só suas mãos tocaram
E me prepara jantares que nem os anjos provaram
Me serve vinhos vindos de safras celestes

Você, que chorou a chuva, coloriu os prados
Que travou batalhas e saiu vitorioso
Você me venceu com um só olhar
Me tomou sem nem precisar falar

E me fez viajar
Em um vento invisível, mas real
Intangível, mas eterno

Você, que viu o vento e nele passeou

Me toma em seus braços
E me diz palavras que ouvido humano nunca escutou
E me faz sentir como um eco do seu ser
Espalhando-se por toda a terra

Como o vento

O mesmo vento que você viu
E me mostrou.

Filipe Malafaia Cerqueira

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Bastardos Inglórios

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Há anos Quentin Tarantino falava de um roteiro que ele sempre quis escrever e dirigir, uma história sobre a 2ª Guerra Mundial. Pensar em Tarantino - o cara que revolucionou a linguagem cinematográfica e colocou o cinema independente no mapa com Pulp Fiction - Tempo de Violência - dirigindo um filme de guerra sempre me deixou especulando sobre como seria um filme desses. Agora, momentos depois de assistir Bastardos Inglórios, posso dizer: é espetacular!
Chega de filmes de guerra "baseado em histórias reais", com trilha sonora emotiva e atuações que só pensam em abocanhar o Oscar. O que há de bom em Bastardos é que o filme bota pra quebrar! Diálogos tensos, com um toque de comédia, uma violência gráfica digna de um bom faroeste italiano, e uma trilha sonora nostálgica, que lembra os westerns spaghetti de Sérgio Leone, mas também traz um quê de filme japonês de samurai.
Na trama, o tenente Aldo Raines (Brad Pitt, em mais uma atuação impecável e divertida) é o líder de um pelotão secreto formado por judeus cujo único objetivo é matar nazistas com requintes de crueldade. Tudo com o propósito de causar pavor nas tropas alemãs. Depois de três anos agindo, o pelotão é apelidado pelos nazistas de Bastardos. No início do filme, porém, conhecemos Shosannah Dreyfus (Melanie Laurent), cuja família foi exterminada pelo coronel alemão Hans Landa, conhecido como "Caçador de Judeus". Shosannah consegue escapar e foge para Paris, onde abre um cinema. O cinema é escolhido por Josef Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, para abrigar a pré-estreia de um filme produzido por ele. O próprio Hitler estará presente. O cenário está armado para que os Bastardos possam alcançar seu objetivo máximo: matar o próprio Führer e por um fim à guerra.
Com um clímax sangrento e empolgante, Tarantino fez de Bastardos Inglórios seu melhor filme desde a obra-prima Pulp Fiction. Um filme de guerra para acabar com todos os outros. Ou, como ele mesmo diz, "Uma noite no cinema do cacete!"

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Star Trek

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Se você é daquelas pessoas que sempre achou que Jornada nas Estrelas (ou Star Trek, no original) era coisa para nerds fanáticos por ficção científica, permita-me emular um conselho de um comercial da Fiat: Chegou a hora de rever seus conceitos. Não, este post não tem a intenção de fazê-lo gostar da série clássica, ou dos 10 filmes lançados até 2003, muito menos das outras séries derivadas. Este texto é para te convencer de que o novo filme da série, que recomeça toda a história do zero, é muito, muito bom!
Eu já falei de J. J. Abrams neste blog, sobre como o cara é muito criativo, como ele criou uma das séries mais originais de todos os tempos (Lost), produziu um filme de terror muito bacana (Cloverfield - Monstro) e atacou com uma nova série de mistério que promete muito (Fringe). Mas é com Star Trek que o diretor, roteirista e produtor mostra a que veio, uma mente criativa como poucas no mercado cinematográfico americano, comparável em genialidade a James Cameron. Star Trek é tudo o que a série clássica sempre precisou ser: ágil, divertida, com ação non-stop, efeitos sensacionais, e uma boa dose de emoção e conflitos entre os personagens.
Aliás, os personagens são o ponto forte do filme, brindados com diálogos inteligentes e perspicazes. Especialmente os que acontecem entre Spock e Kirk, escritos para mostrar como surgiu a amizade entre eles, que são os protagonistas da história.
O filme deu tão certo que tornou-se a maior bilheteria de toda a série, abrindo caminho para a sequência, com previsão de lançamento para 2012. Depois de assistir a esta avalanche de aventura, batalhas espaciais e viagens no tempo, mal dá para esperar.

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Filmes recentes que merecem uma postagem

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Muitos filmes nos últimos dias! Alguns bons, outros nem tanto, alguns com muito hype, outros sem nenhum...

Atividade Paranormal - Todo mundo falou tanto deste terror caseiro (feito com apenas 15 mil dólares!) que eu resolvi dar uma chance, embora é sabido que eu não sou grande fã do gênero. Confesso que fiquei impressionado, com algumas das imagens em minha mente por algumas horas, mas também fiquei meio decepcionado. Algumas pessoas disseram que era o filme mais assustador da década, coisa e tal, mas não achei tão apavorante. É legal de ver com uma turma, e tem umas cenas que dão um arrepiozinho, mas nada que assuste alguém que já assistiu O Iluminado, de Stanley Kubrick. Este, sim, realmente apavorante!

O Guia de Sobrevivência do Recém Formado - É uma comédia adolescente típica de Hollywood, dessas que o mercado despeja todos os anos nos cinemas. Tem momentos engraçados e um bom ritmo, e segue bem até o final previsível e inverossímil. Ou alguém ainda acredita que no mundo real alguém larga o emprego de seus sonhos para se aventurar por um romance de juventude? Ah, e tem Rodrigo Santoro mostrando que tem um inglês perfeito, e muito a mostrar no cinema americano. Só precisa de um agente melhor, porque com papeis assim, certamente ele não vai muito longe...
Lunar - Ficção científica que já virou cult nos círculos dos fanáticos, o filme com Sam Rockwell é um bom exemplo de que ainda existem bons roteiros circulando pelos corredores dos estúdios. Filme de estreia do diretor Duncan Jones, Lunar é um interessante e original exercício de atuação de um dos melhores atores surgido nos últimos 10 anos. No futuro, as fontes de energia no planeta Terra estão esgotadas, e uma companhia descobre uma maneira de coletar energia dos raios solares captados na lua através de bases lunares com apenas um membro na tripulação. Cada operário tem um contrato de 3 anos com a empresa, e Sam Bell, o protagonista, está a duas semanas de voltar para casa. Até que um acidente acontece, e as coisas começam a mudar. Destaque para Kevin Spacey emprestando a voz para o robô GERTY, que acompanha Sam. Um bom filme com um final melhor ainda.

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O Segredo dos Seus Olhos

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Há algo de grandioso neste filme argentino de 2009, misturando vários gêneros de maneira majestosa, com fotografia e trilha sonora belíssimas, e uma trama marcante, levada com atuações no mínimo brilhantes. O Segredo de Seus Olhos, de Juan José Campanella, sem dúvida nenhuma figura em minha lista de melhores de 2009.
O filme conta a história de Benjamin Espósito, um oficial de justiça que depois de aposentado resolve escrever um romance sobre um caso de homicídio que ele mesmo investigou nos anos 1970, o estupro seguido de assassinato de uma bela jovem. À medida que vai se recordando dos fatos relacionados ao caso, vamos conhecendo fatos de sua própria vida, como a amizade com Sandoval, e sua paixão jamais declarada a Irene Hastings, promotora de justiça, e sua superiora. Com um final surpreendente digno dos grandes mestres do suspense, o filme passeia também pela comédia, pelo romance e drama. Interessante também os questionamentos do protagonista, ao repensar seu passado para construir seu futuro.
Sucesso no Festival do Rio do ano passado, O Segredo dos Seus Olhos é uma obra-prima, que merece ser vista e revista.

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Avatar

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Se você pensa que todo o hype com Avatar - incluindo sua bilheteria gigantesca (já é a segunda maior de todos os tempos) e a aclamação dos críticos - não passa de exagero midiático, repense seus conceitos. Avatar é, sim, o filme-evento-com-coração, daqueles que ficam muito tempo na cabeça, martelando e nos fazendo pensar em tudo o que foi visto. É, sim, superprodução de Hollywood, vai vender uma tonelada de produtos licenciados, e certamente gerará algumas continuações, mas ainda assim não deixa de ser um filme com alma independente, especialmente se considerarmos que todo o gigantesco orçamento da produção foi pago do bolso de James Cameron, sem a interferência de nenhum estúdio - a Fox apenas entra com a distribuição.
Avatar é filme para todo mundo: tem ação, romance, filosofia, drama e muitos efeitos especiais. Na verdade, se não fossem os efeitos especiais altamente tecnológicos desenvolvidos especialmente para este filme, não seria possível realizar Avatar. Eles estão em toda a parte e o mais incrível: não dá para distinguir que cenários são reais e quais são virtuais. Mas pode acreditar, 90% dos cenários são gerados em CGI.
O resultado final é fantástico. Cameron criou um mundo inteiramente novo e totalmente crível, com um ecossistema, uma língua e uma atmosfera absolutamente palpáveis, tornando a experiência de assistir Avatar ainda mais inesquecível. A mensagem ecológica, altamente relevante, é passada. E ainda tem uma história de amor, o que deixa tudo melhor.
O que mais posso dizer sobre Avatar? Corra para o cinema agora mesmo!

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Terror na Antártida

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Alguns meses atrás comprei Whiteout - Morte no Gelo, a HQ escrita por Greg Rucka e desenhada por Steve Lieber. A história envolvia o primeiro homicídio acontecido na Antártida e a investigação da agente federal americana Carrie Stetko, uma mulher gordinha, com sardas no rosto e nada atraente aos olhos masculinos. A protagonista me cativou por sua força e determinação em resolver o crime antes que sua estação de pesquisa seja esvaziada com a chegada do inverno, em sete dias. Gostei muito do livro, e fiquei ansioso para assistir à adaptação que Hollywood estava preparando. Mesmo envolvendo um diretor medíocre (Dominic Sena, daquela bomba 60 Segundos), achei que com um ótimo roteiro pronto (no caso, o do gibi) não haveria como errar.


Ledo engano. Terror na Antártida (Whiteout, EUA, 2009) é apenas um filme mediano, passado em um cenário bastante propício para histórias de suspense. O produtor Joel Silver (Matrix), talvez pensando em alcançar um público maior, decidiu escalar a conhecida atriz Kate Beckinsale (Anjos da Noite, Click) para o papel de Carrie Stetko. Resumindo, sai a mulher gordinha e nada atraente e entra uma bela mulher, pronta para arrancar suspiros do público masculino. Com essa troca, fica meio difícil acreditar que uma mulher como essa escolheria um campo de pesquisa na Antártida como posto de trabalho. Embora o roteiro do filme tenha sido bem sucedido em dar uma razão melhor que a HQ para os assassinatos que acontecem no decorrer da história, falta confiança do diretor no público, quando algumas falas demonstram o óbvio. Em certo momento, alguém pega em diamantes e outra pessoa diz: "São diamantes." Sério? Ninguém havia percebido!

O maior erro dos roteiristas, a propósito, foi a criação de um interesse romântico para Carrie, o que não existia na HQ. No texto original, quem ajuda Carrie na investigação é uma misteriosa agente britânica, o que gera um embate entre duas mulheres que ajuda muito na trama. Mas estamos falando de Hollywood, afinal. Todo protagonista deve ter um par. Que droga.

Tirando alguns detalhes, Terror na Antártida é um suspense para se ver na tela pequena, sem nenhuma expectativa. O filme só irá decepcionar muito os que leram o gibi, coisa que com certeza poucos fizeram.

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Comecei um outro blog

Sabendo que este espaço já ficou conhecido (pelos meus três leitores) como um lugar para buscar dicas de filmes e papos culturais, decidi criar um novo blog para falar de coisas relacionadas à Bíblia e tudo o que diga respeito à minha vida espiritual.
É que fiz um voto com Deus este ano, de que vou ler a Bíblia todos os dias, coisa que não vinha fazendo em 2009. Como é certo de que cada leitura me ensinará alguma coisa, então vou escrever todos os dias sobre algo que tenho aprendido na Palavra de Deus.
Então, é só clicar aqui ou na barra de links para acessar. E boa leitura!

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Gattaca – Experiência Genética

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Um ano antes de lançar a obra-prima O Show de Truman como roteirista, Andrew Niccol dirigiu Gattaca – Experiência Genética em 1997, tendo como astros Ethan Hawke, Uma Thurman e Jude Law. Em seu primeiro filme como diretor, Niccol provou ser um excelente contador de histórias. Embora não tenha tido uma boa recepção do público em seu lançamento, com o passar dos anos a ficção científica tornou-se cultuada pelos cinéfilos e idolatrada pelos críticos como um dos filmes mais importantes da década de 1990.

Em um futuro próximo, Vincent (Ethan Hawke) é um dos raros a ser concebido naturalmente, sem nenhuma interferência de geneticistas. É que neste futuro obscuro é possível saber desgattaca-dvdcoverde o útero que doenças a criança terá, até mesmo qual sua expectativa de vida. Mas é também possível fazer com que cada indivíduo nasça sem nenhuma propensão a doenças, vícios e com força e vigor, o que pode facilitar a vida. Ao vir ao mundo sem esta interferência, Vincent está fadado a viver para sempre em uma subclasse social, a dos “inválidos”, cujas carreiras profissionais resumem-se a faxineiros, mecânicos ou lixeiros.

Interessante como o filme critica claramente as divisões de classe que ocorrem em nossos dias, e brilhantemente profetiza que o próximo degrau de discriminação será genético.

Sem aceitar sua condição, Vincent sonha em ser astronauta, e para isso levará seu objetivo até as últimas consequências. Gattaca flerta com o noir, ao inserir na trama uma investigação policial, uma loira fatal e até um clima retrô, com carros dos anos 50 e uma fotografia sombria.

Gattaca é um filme imperdível, e merece ser visto e revisto até que suas “profecias” se cumpram.

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O bom, o ótimo e o péssimo

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Os últimos dias foram pródigos em filmes, alguns (muito) bons, outros (muito) ruins. Vamos a eles:
A Trilha - Dirigido pelo mesmo David Twohy de Eclipse Mortal, este misto de suspense e filme ecológico narra a lua-de-mel de Milla Jojovich (Resident Evil) e Steve Zahn (Sahara) pelas trilhas ecológicas do Havaí, uma viagem que vira um pesadelo quando eles se veem perseguidos por um casal de psicopatas. As paisagens deslumbrantes são ferramentas nas mãos do diretor para tornar o clima tenso a cada fotograma, até o clímax nervoso, precedido por uma reviravolta muito interessante. O resultado final é muito bom.
Distante Nós Vamos - O novo filme de Sam Mendes (diretor de Beleza Americana e Estrada Para Perdição) é um misto de road movie e drama indie. Um casal de namorados (John Krasinski e Maya Rudolph) está grávido e decide sair em viagem pelos EUA para encontrar uma cidade onde criarão seu bebê. Dificilmente se vê um filme com diálogos tão inteligentes e poéticos e personagens tão estranhos quanto fascinantes. Maya Rudolph, com sua personagem frágil e cheia de incertezas, deveria ser agraciada com uma indicação ao Oscar. A trilha sonora também faz sua parte, com canções folk que tornam esta viagem ainda mais agradável. Belíssimo filme.

Omega Code - Alguém deveria proibir Hollywood de cometer filmes assim. Thrillers bíblicos nunca conseguiram chegar a lugar algum. Quando realizados com (d)efeitos especiais de  19ª categoria, a coisa fica ainda pior. Um roteiro mais que capenga que vai jogando os acontecimentos uns sobre os outros sem dar maiores explicações; um elenco pífio que nunca deveria estar junto num só filme;  uma trilha sonora mais que amadora. Tudo isso junto resultou em um dos piores filmes de todos os tempos.

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O Livreiro de Cabul

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Em 2002, o Afeganistão estava na moda. Ou pelo menos, estava na boca de todo mundo. Os jornais mostravam os conflitos que haviam tomado conta do país, causados pela derrocada do Talibã e pela caçada a Osama Bin Laden, ambos os eventos perpetrados pelos Estados Unidos. Foi neste período que Asne Seierstad, uma premiada jornalista norueguesa, viveu durante alguns meses como hóspede de uma família afegã. Uma família de "classe média", se é possível usar este termo em um país devastado por duas décadas de regimes totalitaristas e opressores. Nestes meses, Seierstad experimentou a rotina do povo, das mulheres, dos jovens e dos homens, estes os grandes chefes da sociedade. Ela relatou sua experiência em O Livreiro de Cabul (Editra Bestbooks), livro que se tornou bestseller mundial, com mais de 2 milhões de exemplares vendidos.
Eu acabei a leitura hoje, e posso afirmar que trata-se de um livro triste, que retrata um povo triste, conformado com seu destino. Gente que segue sua vida como se não houvesse mais nada a fazer além de cumprir sua rotina de todos os dias, sem esperança nem perspectiva de um futuro melhor.

Em cada capítulo, Asne se aprofunda em algum membro da família de Sultan Khan, o livreiro do título, homem que se considera liberal, mas que rege sua família com mão de ferro. Há histórias de cortar o coração, como a de Leila, sobrinha de Sultan, uma jovem bonita e cheia de sonhos, mas está condenada a se casar contra a vontade e ser para sempre escrava das tarefas domésticas.
O Livreiro de Cabul é uma obra veemente, uma reportagem fascinante, que mostra uma dura realidade, sem enfeites nem artifícios. Um livro que deve ser lido.

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Veronika Decide Morrer

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Nunca li nenhum livro de Paulo Coelho, nem pretendo fazê-lo. Mas confesso que me surpreendi com esta primeira adaptação para o cinema de um romance do autor brasileiro mais conhecido internacionalmente de todos os tempos.
O filme tem uma Sarah Michelle Gellar totalmente diferente daquela que conhecemos na saudosa séria Buffy - A Caça Vampiros. Definitivamente ela não é mais aquela adolescente pronta para dar uns sopapos em alguns dentuços por aí. Neste filme, ela se mostra uma atriz de grande potencial dramático, que é a âncora de toda a trama.
Ao interpretar Veronika Deklava, uma jovem bem sucedida mas que ainda se sente infeliz e sem propósito para a vida, Sarah prova para os incrédulos que ela está pronta para voos ainda maiores.

Quanto ao filme, temos um bom exemplo de como se filmar obras conhecidas por suas mensagens de auto ajuda. Basta não deixar claro que trata-se de um filme de auto ajuda. E em nenhum momento o espectador se sente manipulado ou conduzido a um determinado pensamento ou ideologia. Com muita sensbilidade, a diretora Emily Young filmou imagens oníricas e belas, que servem como uma espécie de ponte entre o mundo real, de decepções e insatisfação, e a mente de Veronika, contorcida pela iminência da morte.
Um belo filme, que possui uma mensagem de grande importância, mas que não é exclusividade dos livros de auto ajuda. Afinal, quem não precisa ouvir de vez em quando que a vida vale a pena ser vivida?

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Crombie - porenquanto

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Muitas descobertas musicais nos últimos dias! Descobri um site que reúne uma galera independente, pronta para transformar a música cristã brasileira - ou simplesmente fazerem música com simplicidade e poesia, algo em falta atualmente.
Trata-se do Megafônicos, um blog que traz resenhas musicais, artigos, além de disponibilizar para download uma pá de banda nova que está surgindo pelo Brasil.

Um bom exemplo é o Crombie, uma turma que mistura ecologia ao mesmo tempo em que fala de Deus com muita poesia. Para conferir o que estou falando, basta ouvir Sobre o tempo, uma belíssima canção com versos singelos e verdadeiros.
Quanto ao estilo dos caras, eles fazem uma mistura de bossa nova, indie, moda de viola e MPB... Pois é, é algo bem diferente e meio que difícil de rotular. Ainda bem. Estou um tanto cansado dos rótulos.

Para baixar, clique aqui. O download é gratuito e legal.

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Eduardo Mano - Esperança EP

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Alguns meses atrás tive contato com um novo cantor e compositor cristão chamado Eduardo Mano. Ele disponibilizou para download gratuito seu EP Canções para grupos pequenos. A empatia foi quase imediata. Com canções de uma simplicidade raramente vista na atual música cristã brasileira, o disco me deixou muito esperançoso de que ainda há originalidade e espiritualidade na nossa música. A música Eterno é de longe a melhor do álbum, mas as outras faixas têm cada uma seu frescor, dando a verdadeira impressão de que estamos ouvindo um ministro tocando violão na nossa casa, em uma reunião de amigos e irmãos.
Agora, Eduardo vem com um novo EP, mais uma vez disponível para download: Esperança. Além das canções, o kit ainda vem com o projeto gráfico, cifras e wallpapers. São duas lindas músicas, e já posso adiantar: Outono é a melhor música que ouvi este ano.

Quem quiser baixar, é só acessar o blog do Eduardo Mano, clicando aqui.

Vale a pena!

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Os homens que não amavam as mulheres

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Baseado no primeiro volume da trilogia Millennium do sueco Stieg Larsson, que já vendeu mais de 10 milhões de exemplares em todo o mundo, Os homens que não amavam as mulheres (Suécia, 2009) é um suspense policial de altíssima qualidade. Com um clima gélido que somente as paisagens congelantes da Suécia poderiam fornecer, o filme conta a história de Mikael Blonkvist, um jornalista que acaba de ser condenado a três meses de cadeia, acusado de calúnia contra um grande empresário. Segundo as leis do país, Mikael tem seis meses para se apresentar à polícia e cumprir sua pena.
O jornalista é contatado por um empresário aposentado milionário, que o contrata para investigar o desparecimento de sua sobrinha, 40 anos atrás. Querendo se afastar do burburinho da imprensa, Blonkvist aceita o trabalho e se muda uma pequena ilha a fim de realizar o serviço. Ele não sabe que descobrirá muito mais do que o destino da jovem desaparecida. Com o surgimento de pistas novas para o caso, Mikael conhece uma hacker, Lisbeth, com um passado obscuro, que o ajudará na elucidação dos fatos.
A trama é cheia de reviravoltas e reserva algumas surpresas interessantes - e verossímeis. E tem um final emocionante, com um gancho e tanto para a continuação, que já foi lançada: A menina que brincava com fogo.
Com personagens realmente interessantes com os quais passamos a nos importar, e atuações muito seguras, este é um filme imperdível, que infelizmente ainda não chegou no Brasil , onde os três livros já foram publicados. É só uma questão de tempo. Afinal, não é todo dia que surge um filme policial com uma abordagem tão emocional  e sincera.

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Julie e Julia

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Na gíria americana diz-se que Chick Flicks são aqueles filmes voltados exclusivamente para o público feminino, contendo mensagens que somente as descendentes de Eva hão de entender. Se Julie e Julia (EUA, 2009) é um exemplo de Chick Flick eu não sei. Para saber, devo fazer algumas perguntas facilmente respondidas por qualquer um que assistir ao filme. Primeiro: as protagonistas são duas mulheres? Sim. Meryl Streep e Amy Adams são, respectivamente, Julia Child e Julie Powell, separadas por 60 anos de história - Julia está no ano de 1942 e Julie em 2002 - a primeira, uma americana em Paris, está descobrindo seu dom para a gastronomia, e iria revolucionar a maneira como os americanos cozinhavam. A segunda, uma funcionária pública vivendo em Queens, NY, apaixonada por cozinha que decide começar um blog em que relata suas experiências durante um ano, quando preparou as mais de 500 receitas do livro de culinária francesa escrito por Julia Child.
Segunda pergunta (já respondida): o tema é afeito ao público feminino? Sim, afinal, estamos falando de culinária. Machismos à parte, não dá para dissociar o tema culinária à imagem da mulher, pelo menos não ainda. Sei que a maioria dos chefs profissionais são homens, mas o filme mostra uma dona de casa, que se aventura no mundo dos profissionais. Nada mais feminino, creio eu.
OK, depois de verificar que de fato Julie e Julia é chick flick, deixe-me explicar porque eu, como homem, apreciei tanto este filme dirigido por Nora Ephron (Sintonia de Amor, Mensagem Pra Você, Michael - Anjo e Sedutor). Trata-se de um filme sensível, divertido, engraçado e delicioso! As duas atrizes estão sublimes, e o elenco de apoio não fica para trás.
Com uma história tão saborosa, como eu poderia resistir a um chick flick tão bem feito?

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Tá Rindo de Quê?

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A campanha de marketing de Tá Rindo de Quê? (EUA, 2009) se concentrou em alguns fatos que chamavam atenção para o filme: é o terceiro
filme de Judd Apatow, diretor de O Virgem de 40 Anos e Ligeiramente Grávidos, o cara que eu início às chamadas “bromédias”, comédias masculinas que mostram amigos que se amam de verdade, sem nenhuma conotação funny_people_posterhomossexual. Filmes que mostram amigos de verdade, desses interessados na felicidade do outro.
Um outro fato importante explorado pelos marqueteiros do estúdio  é o elenco: Adam Sandler, Seth Rogen, Jason Schwartzman, Jonah Hill, ou seja, uma nova geração de comediantes, apadrinhados pelo veterano astro de Como se fosse a primeira vez.
Mas colocar no cartaz deste filme as letras garrafais “Do diretor de O Virgem de 40 Anos e Ligeiramente Grávidos” não prepara o espectador para esta excelente comédia dramática. Quem estiver procurando uma comédia rasgada, vai encontrar uma história que envolve solidão, leucemia, depressão, problemas no casamento e até inveja.
Quando o filme começa, encontramos George Simmons (Adam Sandler), um astro de Hollywood que fez sua fortuna estrelando filmes que são uma espécie de refugo tirado das piores ideias dos irmãos Wayans (os caras que cometeram pérolas como As Branquelas e O Pequenino). Infeliz e solitário, ele descobre que tem um tipo de leucemia, e entra em um tratamento experimental que lhe dá apenas 8% de chance de sobrevivência. Sem muita vontade de fazer nada, ele resolve fazer apenas comédia do tipo stand-up, como nos velhos tempos, e contrata um iniciante como assistente (o ótimo Seth Rogen), para escrever as piadas. Nasce uma amizade entre eles, ainda que George não admita. Acrescente ao drama um amor do passado, um australiano ciumento, dois amigos competitivos e muitas apresentações em palcos, a participação especial de Eminem tirando onda de sua fama de encrenqueiro, e você terá um dos melhores filmes do ano, definitivamente o melhor filme de Adam Sandler.
Quando as luzes acendem e sobem os créditos, aquele espectador desavisado que esperava mais uma comédia descerebrada de Hollywood já foi contagiado e, surpreso, sorri.

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Doutor Jivago

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doutor_jivago_criticas_1965_img_posterEscrever sobre um clássico absoluto do cinema não é tarefa fácil. Escrever sobre um clássico absoluto que ainda por cima é um dos filmes mais queridos de todos os tempos é ainda mais difícil. Acontece que Doutor Jivago (EUA, 1963) é um desses filmes que TÊM de ser vistos. Baseado no romance de Boris Pasternak, o filme de David Lean é grandioso em todos os sentidos: desde seu elenco, que inclui Omar Sharif, Julie Christie, Geraldine Chaplin e Sir Alec Guinness, passando pela duração de mais de 3 horas, até seus cenários espetaculares (apesar de se passar na Rússia, o filme foi rodado em locações do Canadá, Espanha e EUA), tudo neste filme nos remete a uma sensação nostálgica de estarmos assistindo a um verdadeiro épico.
É difícil não se encantar pela saga de um homem – Yuri Jivago - e sua família, aristocratas russos que perdem tudo com a tomada do poder no país pelos bolcheviques, liderados por Lênin. Paralelo a tudo isso, conhecemos Lara, uma bela jovem que se envolve com um poderoso homem bem mais velho, cujo interesse por ela aparentemente não passa dos limites da cama. Jivago e Lara vão se encontrar e nada mais será igual depois disso. Em meio à luta pela sobrevivência em uma Rússia governada por comunistas, Yuri Jivago é a figura de um homem sem ideais políticos, tentando sustentar a si próprio e à sua família, superando obstáculos e amando intensamente.
Produizo pela MGM em um tempo de afirmação americana do capitalismo, Doutor Jivago é também um libelo à liberdade de expressão, ao direito à propriedade e aos direitos humanos. Claramente criticando o regime comunista, David Lean filmou mais que uma história de amor. Filmou uma obra que manifesta o poder do espírito humano.

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Um dos grandes vencedores do Festival: 4 prêmios RED!

Está no ar o vídeo que ganhou mais prêmios entre 7ª e 8ª séries: I wanna know what love is, do grupo 1 da 8ª série I, aquele com Malena e André. Trata-se do vídeo mais popular entre o público do festival. Ganhour os seguintes prêmios RED: Melhor Videoclipe Amador, Melhor Atriz, Melhor Direção e Melhor Roteiro.

Assistam e comentem!

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O melhor site para postar seus vídeos

Em um post anterior mencionei um projeto pedagógico que fiz com meus alunos de 5ª a 8ª séries, no qual eles produziram videoclipes utilizando músicas de língua inglesa. O projeto foi um sucesso, e recebi um excelente retorno, falando como realização profissional.
Acontece que depois de todo o projeto realizado, resolvi postar todos os 27 vídeos que eles produziram no You Tube. Seria algo bem legal para eles verem seus trabalhos à disposição do mundo inteiro. Postei o primeiro vídeo no site e foi tudo tranquilo. O segundo vídeo me deu muito trabalho. Levei um fim de semana inteiro para finalmente a postagem ser bem sucedida.
O terceiro vídeo simplesmente não conseguia ter o envio aprovado, então resolvi (depois de algumas boas horas de tentativas sucessivas) procurar outros sites de vídeo. Vimeo, Yahoo, etc.
Veredito final: o melhor site para a postagem de vídeos é o YAHOO. Apesar de alguns vídeos demorarem um pouco mais de tempo para serem postados, cada um dos clipes que eu enviei foram bem sucedidos.
O site é bem claro quanto aos erros que podem haver, e a barra que mostra a evolução do envio anda bem rápido, e olha que estamos falando de uma conexão muito lenta (a que eu tenho na minha cidade)!
No final das contas, fiquei extremamente decepcionado com o You Tube, que não responde aos e-mails de contato do usuário, mas descobri um serviço bem legal de postagem de vídeos.
Não importa a fama do site para um vídeo se tornar popular, pois isso depende da divulgação que se faz dele. É meu trabalho agora divulgar os vídeos deste projeto.

Aproveitando a chance, se você quiser assistir os clipes (ainda não postei todos), basta acessar o blog oficial:

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Novo visual

Depois de 3 anos com um visual bem fiel ao Blogger, resolvi dar meu grito de independência, alterando o template. Ainda está em fase de testes, já que posso pensar em outros templates, mas por enquanto é esse aí.

Gostou? Não gostou? Comente e dê sugestões!

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Um "Oscar" para chamar de meu

Nos dias 18 e 19 de novembro - e nas três semanas anteriores  - um evento tomou meu tempo quase que totalmente: foi o 1º Festival IBV de Vídeos Estudantis, um projeto criado por mim para que meus alunos de inglês do Colégio IBV pudessem produzir videoclipes com músicas em inglês, usando toda sua criatividade. Posso dizer desde já que o trabalho foi muito, bem como as dores de cabeça, afinal esse não seria um trabalho qualquer. Exigiria dos alunos um esforço muito grande, e dos pais uma paciência do mesmo tamanho.
Mas o resultado final foi recompensador, pois os dois dias do Festival foram um verdadeiro sucesso, com uma presença maciça de cerca de 450 pessoas, entre pais, alunos e outros convidados.
No blog oficial do evento (clique aqui para visitar) os alunos postavam textos sobre a experiência em todas as etapas da produção, desde a escolha da música até o fim das gravações e da edição.
No último dia, os melhores vídeos foram premiados em 9 categorias. Pois é, um "Oscar" para chamar de meu... Mas o nome do prêmio é RED, uma alusão à cor oficial do Colégio. Alguns grupos foram super premiados, estabelecendo recordes a serem quebrados ano que vem, quando o nível da qualidade dos vídeos deve subir bastante, equilibrando a competição.
Fica aqui um vídeo como exemplo, do grupo da aluna Vívian, da 5ª série II. Com a música You belong with me, de Taylor Swift, os alunos criaram um vídeo simples, mas marcante, especialmente pela atuação de Vívian dublando a canção.
Para assistir, clique AQUI.
Ah, e lembre de comentar.

Outros vídeos serão postados no blog oficial do evento. Visite regularmente para conferir todos os 27 vídeos produzidos!

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Pulp Fiction - Tempo de Violência

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Há filmes tão marcantes e fascinantes a ponto de as pessoas memorizarem falas inteiras e reproduzi-las sempre que há a oportunidade. São obras de grande apelo emocional ou que simplesmente trazem ideias originais em um universo recheado de remakes, adaptações de HQs e filmes-catástrofe. Pulp Fiction - Tempo de Violência, dirigido por Quentin Tarantino em 1994, é um bom exemplo, talvez o melhor exemplo, se considerarmos os anos 90.
Poucos filmes têm tamanha aura cult como este. Com seus personagens que têm o que dizer, sua narrativa aparentemente desconexa mas que vai se encaixando conforme a trama avança, e seus diálogos marcantes e recheados de referências da cultura pop, Pulp Fiction tornou-se um clássico instantâneo na noite do lançamento, sendo elogiado em todos os países onde foi exibido.
Nos anos 90 John Travolta estava enfrentando um limbo artístico, depois de ter sido catapultado à fama ao estrelar Embalos de Sábado à Noite. Quentin Tarantino foi a salvação para o astro, que o escalou para o papel do assassino a serviço da máfia Vincent Vega. O mesmo aconteceu com Bruce Willis, que amargava um período de filmes ruins (Hudson Hawk, A Cor da Noite) e precisava urgentemente de um bom papel. Tarantino não apenas lhe deu um bom papel; o boxeador frustrado Butch é um dos seus papéis mais lembrados por crítica e fãs.
Na verdade, a galeria de personagens que desfila em Pulp Fiction não deixa dúvidas de que Tarantino é um dos cineastas mais importantes de todos os tempos. Basta lembrar da personagem de Uma Thurman, que não somente tornou-se um ícone pop (vide cartaz do filme), como fez de Uma Thurman uma estrela de primeira grandeza na constelação hollywoodiana. Não podemos esquecer do misterioso e estranhamente elegante Winston "Wolf", vivido por Harvey Keitel. Há o casal franco-americano de assaltantes (Tim Roth e Amanda Plummer) e a mulher de Butch, delicada mas irritante (Maria de Medeiros).
São tantas as razões que fazem deste filme inesquecível, que uma simples resenha não daria conta para esmiuçar os detalhes e a profundidade da leitura que pode ser feita a partir dele.
Fica a recomendação para assistir uma obra que vai permanecer por muito tempo na mente de quem a assistir. Se você já tiver assistido, veja de novo. Quem sabe você também não memoriza uma das geniais falas.

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Fringe - o criador de Lost acertou de novo

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Quando J.J. Abrams, o gênio por trás de Lost, anunciou que estava desenvolvendo uma nova série, passou pela minha cabeça aquela velha afirmação: pode um raio cair duas vezes no mesmo lugar?
Alguns meses se passaram. Depois de assistir ao piloto de Fringe, minha pergunta achou sua resposta. Fringe
é uma série que arrebata o espectador logo nos primeiros minutos.
Como em Lost, tudo começa com um acidente de avião. Mas as semelhanças acabam por aí, já que o avião não despenca do céu, nem os passageiros vão parar em uma ilha misteriosa. O que acontece é uma espécie de ataque biológico, em que todos dentro da aeronave são contaminados por algum tipo de doença estranha, fazendo com que se degenerem, a pele se torna uma espécie de geleia. O avião pousa, mas todos estão mortos. É quando entra em cena a agente especial do FBI Olivia Dunham (Anna Torv, ótima), que investigará o suposto ataque terrorista e descobrirá que há muito mais por trás destas mortes enigmáticas.
A Olivia juntam-se à investigação o Dr. Walter Bishop (John Noble, o regente louco de Gondor, de O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei), um cientista que passou 17 anos confinado a um sanatório, e seu filho Peter (Joshua Jackson, de Dawson's Creek). Juntos, eles formarão a Fringe Division, especializada em casos bizarros e aparentemente sem explicação racional.
A princípio, Fringe é uma série de episódios fechados, mas logo se percebe que cada caso investigado pela agente Dunham e sua equipe há uma ligação com algo maior, como se alguém estivesse fazendo do próprio mundo seu laboratório de cobaias.
Casos os mais estranhos possíveis vão se acumulando, como o caso da mulher que engravida e dá a luz em menos de duas horas, e o bebê envelhece e morre em apenas quatro horas.
Uma mistura de Arquivo X com Lost, Fringe vai certamente deixar muita gente viciada, louca para assistir o próximo episódio e montar as peças do quebra-cabeça, que se torna mais complexo a cada novo caso.

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Ainda faço um filme…

Conforme o tempo passa, a gente vai ficando mais cético em relação àquilo em que acreditávamos quando crianças. Eu, por exemplo, sempre sonhei em ser cineasta. É algo que acalento há vários anos, desde que me conheci por gente e descobri o cinema, esta arte tão fascinante. Todos aqueles filmes no Corujão (O Clube dos Cinco, Depois de Horas, Alta Sociedade, Matar ou Morrer – cujo cartaz estampa este post), o advento do videocassete e depois do DVD, tudo isso foi fazendo parte da minha vida de tal maneira que uma paixão duradoura tomou forma.

108HighNoonApesar disso, nunca ingressei em uma faculdade de cinema, nem me aventurei em produzir qualquer coisa que pudesse classificar como filme. O sonho continua, e toma força com a internet democratizando a produção cultural de tal maneira que qualquer um pode hoje produzir um filme e colocá-lo à disposição de todos em sites como o You Tube.

Mas ainda tenho receio de colocar ideias no vídeo e o resultado ser desastroso, como acontece com a maioria dos aventureiros. Não dá para fazer qualquer coisa e jogar aos olhos do público.

Enquanto o sonho não chega (ou a faculdade de cinema não chega em Sergipe), vou seguindo com meu blog, postando meus pensamentos sobre os filmes que amo – ou que odeio.

Mas há de chegar o dia em que meu nome estará creditado em um filme como: “Dirigido por…” Ah, que sonho!

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Crie você mesmo suas tirinhas em quadrinhos

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Quem me conhece sabe que eu sou viciado em quadrinhos. Desde as tirinhas aos gibis mais intelectualizados me atraem bastante desde pequeno. Acontece que eu descobri na internet um site em que qualquer um pode criar suas próprias tiras, usando personagens e cenários pré-desenhados, que não são poucos. É o ToonDoo, uma ferramenta muito divertida que nasceu pra quem sempre teve vontade de criar quadrinhos mas nunca aprendeu a desenhar. Essa é sua chance! Você escolhe o cenário, os personagens, muda as emoções deles, e escreve o texto em balões super maleáveis. Eu me cadastrei e já criei minha tirinha. Fiz em inglês, para ter um maior alcance, mas você pode criá-la em qualquer idioma. Acesse e comece a se divertir! O site também tem outras ferramentas bem legais, como o Traitr, um criador de personagens, o Doodler, onde você pode fazer seus próprios desenhos e salvar no site (como um Paint) e o Imaginer, onde você pode alterar qualquer foto, deixando-a engraçada. É muito maneiro! Ah, e leia a minha primeira tirinha criada no site, clicando aqui. E deixe seu comentário lá mesmo (e aqui também, né). Pode ser em português.

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Os Produtores

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Um filme que estreou sem muito sucesso mas que depois ganhou o status de cult, depois virou musical da Broadway recordista do Tony Awards (o Oscar do teatro americano), e depois retornou aos cinemas em um remake de muita qualidade, cujo trunfo está no fato de contar com os mesmos atores da montagem teatral como protagonistas no filme.
Essa é a trajetória de Os Produtores (The Producers, EUA, 2005), um musical delicioso, politicamente incorreto, com canções sensacionais e um humor agradável, com um elenco pulsante, em sintonia com a história e o espírito do filme.
O filme original, de 1967, foi escrito e dirigido por Mel Brooks (que ganhou o Oscar de melhor roteiro original), e no Brasil ganhou o título de Primavera para Hitler. Este é na verdade o título do musical que os personagens do filme querem produzir para dar um golpe na Receita Federal e embolsar o dinheiro que velhinhas "calientes" doaram para a produção da peça. É que numa jogada bem malandra, se a peça for um fracasso e não permanecer em cartaz, os produtores podem ficar com todo o dinheiro investido sem prestar contas a ninguém.
Para isso, eles procuram "a pior peça já escrita, o pior diretor de todos e o pior elenco da história". Mas o melhor (nesse caso, o pior) acontece, e a peça é um estrondoso sucesso!
Com esta trama hilariante por si só, o elenco está perfeito. Matthew Broderick (o Ferris Bueller de Curtindo a Vida Adoidado), Nathan Lane (de A Gaiola das Loucas) e Uma Thurman (a noiva de Kill Bill) só faltam soltarem faíscas, de tanto talento. Mas sem dúvida nenhuma, a melhor participação é do comediante Will Ferrel (Um Duende em Nova York, O Âncora, Mais Estranho que a Ficção), como o dramartugo  nazista amalucado, que quer fazer de tudo para que sua peça seja uma ode a Hitler, mas se depara com um nazista gay e sem-noção.
Tudo isso faz de Os Produtores um filme imperdível para quem gosta de bons musicais.

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Publicar um livro sem dinheiro? É possível!

Assistindo ao Jornal da Globo ontem à noite, tive uma agradável notícia: existe um serviço on demand na internet de publicação de livros, o Clube de Autores. Trata-se de um site onde qualquer pessoa que tenha algum livro escrito pode se cadastrar e postar sua obra à venda para toda a rede mundial. O site não cobra pelo serviço de postagem da obra, mas para colocar um livro na vitrine do site, ele já deve estar diagramado e revisado, e convertido em arquivo do tipo PDF. O autor não paga nada, já que o livro (que pode ter no máximo 700 páginas) só é impresso quando alguém o compra.

Quanto à divulgação da obra, depende de cada autor, através de ferramentas que estão disponíveis na web, como blogs, fóruns e comunidade em redes sociais, como Orkut, Facebook, Hi5, etc.

Eu achei a ideia brilhante e muito relevante, em um tempo em que cada vez mais as barreiras que impediam a divulgação de quem não era famoso estão caindo por terra, criando uma nova era para a produção cultural.

Quanto a meus livros de histórias infantis, já vou começar a diagramar e colocar as ilustrações, para então publicar neste site que presta um serviço revolucionário!

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