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Meu nome não é Johnny

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Ano passado um fenômeno tomou conta do país inteiro, influenciando comportamento, programas de TV e até o jeito de falar. Estou falando de Tropa de Elite, de José Padilha. Trata-se do primeiro filme a sofrer com a pirataria de maneira astronômica, pois antes mesmo de ser lançado nos cinemas já era um sucesso nas bancas de camelôs Brasil afora. Estima-se que 11 milhões de pessoas tenham assistido ao filme sem nunca ter pisado em uma sala de cinema. OK, Filipe, mas por que você está começando um texto sobre Meu Nome Não é Johnny, filme com Selton Mello (o Johnny Depp brasileiro), falando sobre Tropa de Elite? E a resposta é: estou querendo estabelecer uma comparação aqui entre os dois filmes. Sim, eu sei que são obras distintas, embora tenham elementos em comum. Acontece que Johnny é um filme superior em muitas coisas ao fenômeno popular jamais visto no Brasil. Primeiramente, a obra de Mauro Lima suscita emoções que Tropa sequer arranha em conseguir.
Sei que essa não era a intenção de Tropa. O que José Padilha queria era chocar, mostrar uma realidade crua de uma sociedade contaminada por um sistema corrupto do qual todos nós fazemos parte. E nisso o filme é magistral. Não estou aqui para desmerecer um filme tão adorado (e vencedor em Berlim)!
Mas vejo em Meu Nome Não é Johnny muito mais para a vida dessa mesma sociedade retratada em Tropa. Demonstrações práticas de otimismo, sem apelar para vazias lições de moral, típicas dos filmes da Disney. O filme é realmente emocionante, sem pieguismo, nem soluções falsas. É verdadeiro, sincero e bonito.
Claro que Tropa de Elite tem outras lições. Então quer saber? Vamos parar de comparar! Assista os dois, mas assista Meu Nome Não é Johnny mais vezes. E quem sabe até rola uma lágrima inesperada.

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Cloverfield - Monstro

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Como subgênero originado dos filmes de terror, os filmes de monstro são considerados por muitos como exemplos bobos surgidos na arte cinematográfica. De fato, a maioria desses filmes são obras B, grande parte realizada com orçamento mínimo e - o que é pior - sem a menor criatividade de seus realizadores.
Ultimamente, entretanto, o cinema mundial tem brindado os fãs com excelentes obras do gênero. Um bom exemplo é o recente O Hospedeiro, filme sul-coreano de ótima repercussão mundo afora, que traz um bagre anabolizado aterrorizando a cidade de Seul, saído do rio Han. Diferente de outros filmes de monstro, este não centraliza a trama no monstro, mas mostra o drama pessoal das pessoas afetadas pelo surgimento do gigantesco gosmento.
Depois que a Coréia do Sul mostrar que tem habilidade e know-how para fazer filmes recheados de efeitos especiais mas também com alma e emoção, faltava Hollywood mostrar que pode igualmente agradar crítica e público com um filme de monstro genuíno, mas carregado na dramaticidade de seus personagens.
Somente um cara como J.J.Abrams (produtor do filme), criador de Lost e diretor da releitura da série cinematográfica Star Trek, poderia trazer algo assim à tona.
Cloverfield - Monstro é um desses filmes de terror que cumprem à risca seu dever. É apavorante! Mas, surpreendentemente em uma superprodução, mantém os olhos do espectador voltados para a reação de pessoas comuns a um evento extraordinário. Todo o filme é mostrado do ponto de vista da câmera de Hud, que filmava a festa de despedida de seu melhor amigo quando o monstro ataca Nova York (sempre NY). O que segue depois disso é a maneira como ele e seus amigos, Lily, Rob, Jason e Marlena, vão passar por tudo isso, e ainda sobreviver.
Não pensem os desavisados que por ser do ponto de vista de uma câmera caseira, o filme não tem a ação que um filme de monstro deve ter. Ela está lá, assim como os efeitos especiais de primeira linha, as explosões, os "filhotes" do monstro, e é claro, o monstro gigantesco. Tudo para fazer de Cloverfield - Monstro um desses filmes para assistir com a galera, comendo pipoca, com a luz apagada e gritando a cada susto - que não são poucos.

Nota: 9

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Ética?

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Li na Veja desta semana uma matéria sobre o deputado federal que preside o Conselho de Ética da Câmara. E fiquei pasmo! O fato é que Sérgio Moraes (PTB-RS) tem uma ficha maior que a de muito bandido rodado que a gente encontra por aí. Ficha de acusações, quero dizer. Mas você sabe, onde há fumaça... O cara já foi acusado de receptação de jóias, agressão, favorecimento à prostituição (lenocínio), enfim. Tudo bem, a pessoa ter o rabo preso, é problema dela. Acontece que ele é o presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados! Eu disse ÉTICA! É difícil de acreditar que algum deputado que andar fora da linha vai ter o mandato cassado por um conselho presidido por alguém que desconhece o significado da palavra "ética"! Mais sério ainda é pensar que os deputados mesmos, membros do conselho, são os que votaram num cara desses! Lendo a matéria, fiquei tão fulo que quase rasguei a revista... Controle-se, Filipe!

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Os Indomáveis

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Russel Crowe é um tremendo ator. Christian Bale é um profissional que traz respeito a cada filme de que participa. James Mangold é um dos diretores mais versáteis de Hollywood. A reunião dos três para fazer um western renderia no mínimo um quê de curiosidade da parte dos cinéfilos de plantão. Mas rendeu muito mais do que isso. Os Indomáveis (3:10 to Yuma) é um filmaço com todos as letras! Trata-se da refilmagem de um clássico com Glenn Ford, lançado em 1957 por aqui com o título de Galante e Sanguinário.
Crowe é Ben Wade, o líder de uma gangue de assaltantes a assassinos, que ataca uma diligência da mesma empresa pela 20ª vez. Elegante e de boa lábia, Wade só mostra sua crueldade quando realmente precisa. Quando é preso pelos crimes, precisa ser escoltado a salvo até a cidade de Contention, onde deve pegar o trem das 3:10 para Yuma (daí o título original). Já Christian Bale é Daniel Evans, fazendeiro pobre abarrotado de dívidas, que aceita se juntar ao grupo que escoltará o perigoso bandido. É apenas o começo de uma história cheia de ação que dá espaço ao desenvolvimento de uma perigosa amizade entre os dois protagonistas, com diálogos inteligentes e um final emocionante.


Os Indomáveis é mais do que uma elegante retomada ao gênero que construiu o cinema norte-americano. É um dos melhores filmes feitos em 2007.

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Redescobrindo Peter Pan

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Como cinéfilo incorrigível (e que não quer se corrigir), amo todo tipo de manifestação cinematográfica. Mas nenhum gênero é mais encantador e atraente para mim que a animação. Muita gente torce o nariz para um tipo de filme que nunca sai de moda, mas vive se reinventando, em várias partes do mundo.

Dito isto, gostaria de destacar um dos filmes de animação mais amados de todos os tempos: Peter Pan, de 1953. Walt Disney provava a cada filme que se tratava não apenas de um animador competente, mas também de um gênio de uma indústria ainda em formação. Em Peter Pan, sua visão sempre um olhar à frente alcançou um nível jamais visto. Visto hoje, 55 anos depois (uau!), a obra ganha mais ainda o status de OBRA-PRIMA. É um filme vivo, envolvente, que aquece o coração do espectador. Dentre todas as adaptações da peça que James M. Barrie escreveu em 1904 feitas para o cinema e TV, a única que se iguala ao desenho de 1953 é a recriação de 2003, com um menino no papel de Pan pela primeira vez. Mas isso se deve ao fato de que o filme de P. J. Hogan aproveitou-se de várias ótimas idéias que Disney descartou para seu próprio filme, como a cena do filme de 2003 em que Wendy diz que vai dar um beijo em Peter, mas ele não sabe o que é um beijo, e estende a mão para recebê-lo. Para não desapontá-lo, a menina lhe dá um dedal. Esta cena foi idealizada por um dos escritores de Disney, mas acabou fora do roteiro final.

O DVD que foi lançado no ano passado traz esta e muitas outras histórias, mostrando as idéias que Disney tinha para sua adaptação, inclusive a revelação de que ele próprio já fez o papel de Peter Pan numa peça escolar, quando era um simples menino, sem nem imaginar que se tornaria um dos maiores gênios que o cinema já conheceu. Como Peter Pan, Disney seria aquele menino para sempre, até o dia de sua morte. E nem precisou do pó mágico da Sininho para isso.

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Joseph Climber

Quem achava que não há mais bons humoristas no Brasil, vai se sentir com esperança de novo.
Veja só este vídeo do grupo de comédia de maior sucesso da internet, e que tem lotado teatros em todo o Brasil com seus espetáculos: Os Melhores do Mundo. O vídeo é uma esquete que o grupo apresentou no Programa do Jô. Muito, mas muito engraçado mesmo!

Este é Joseph Climber!!!

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Perdoa-nos por pedir

Liguei o rádio para ouvir Tua voz
Mas tudo o que consegui
Foram homens
Pela TV todos querem ganhar
Vender a Palavra
A quem quiser comprar

Por um alto preço
Me compraste
Para que eu não devesse a ninguém
Mas não é isso que eu vejo
Quando chega a fatura
Da viagem à Jerusalém

Mão, ajuda, colaboração
Dinheiro, manutenção
Todos os artifícios
Todos os nomes
Em nome de um bem maior:
O bem de quem pede

E assim o mundo prossegue
Sem conhecer a verdade
Não aquela que se compra,
Não aquela que se vende
Mas a que se entrega,
Sem nada pedir em troca

Oh, Senhor! Perdoa-nos
Por não compreender
Por não tentar viver
A vida que tens para nós
Perdoa-nos por pedir
E por nada oferecer

Tobias Barreto, 28/03/06

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Internet e Leeland

Finalmente chegou o grande momento: comprei meu primeiro computador! Nosso, na verdade: meu e de minha esposa. Tem sido super legal, pois só agora posso começar a desfrutar das vantagens da internet, sem tempo cronometrado em um PC compartilhado com outras dezenas de pessoas, clientes de uma lan house. Em casa, tenho mais tempo e espaço para me aprofundar nas ferramentas maravilhosas que a Grande Rede oferece a quem quiser mais que um Messenger. As possibilidades são infinitas! Ontem, por exemplo, baixei um programa que compartilha arquivos, o LimeWire. Talvez não seja o melhor que existe, mas sem dúvida é muito bom. Já baixei músicas de Trazendo a Arca, Ministério Apascentar e Leeland.


Mas quem ou o que vem a ser Leeland? É bom gravar este nome, pois é uma das bandas mais legais a aportar no cenário do Christian Rock nos últimos 10 anos. Nomes como Third Day e Jars of Clay parecem ter perdido o fôlego (dadas as devidas proporções), dando espaço para novos artistas darem o ar da graça e tomarem de assalto o coração de uma nova geração de adoradores. Liderada por Mooring Leeland, que tinha 17 anos quando debutou com o primeiro álbum, Sound of Melodies, a banda tem reunido multidões por onde passa em sua turnê pelos EUA. Chamou tanto a atenção e agradou tanto que o ícone máximo da música cristã americana, Michael W. Smith, chamou Mooring para escrever as letras de boa parte das faixas de seu mais recente álbum, Stand.


Quanto à descoberta de novos sons na internet. Isso é só o começo...

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Ligeiramente Grávidos

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UAU! Eu devo ter nascido com o traseiro cinematográfico para a lua! Ou então eu tenho uma ótima assessoria de imprensa, porque os filmes que eu escolho assistir têm sempre algo de interessante e brilhante. Claro que no filme em questão, estamos falando de um filme do novo "Midas" da comédia americana, Judd Apatow, que conseguiu fazer das comédias grosseiras filmes sensíveis e bem próximos da realidade (vide O Virgem de 40 Anos). Ligeiramente Grávidos não tem o humor anárquico da estréia do cineasta, mas é tão fascinante e envolvente que nem dá para sentir que mais de duas horas se passaram no fim da projeção. Estrelado por Seth Rogen e Katherine Heigel, o filme conta a história de Alisson, repórter recém promovida em um grande canal por assinatura, que em uma noite de balada acaba indo para a cama com o menos provável dos caras, Ben, um boa vida que prefere uma boa sessão de filmes com nudez a qualquer outra coisa. No fim da noite, Alisson está grávida e ambos se deparam com uma das situações mais estranhas em que alguém pode se meter: o surgimento de uma nova vida. Mais do que a crônica de uma gravidez, o filme é sobre a hora certa em que todos temos que enfrentar mudanças drásticas, quando nos deparamos com novos degraus que precisam ser escalados.

Ligeiramente Grávidos é, no fim, um dos filmes mais emocionantes que foram realizados em 2007. A química entre os protagonistas, auxiliados pelo outro casal do filme, vividos por Paul Rudd e Leslie Mann, é algo pouco visto no cinema moderno. Deu tão certo para os dois artistas que Katherine Heigel virou estrela de uma hora para a outra. Não é para menos: é uma das atrizes mais lindas que já aportaram em Hollywood. Nota: 9,5.

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Entre assassinatos, estrelas e clássicos

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Os últimos dias têm sido de intensa atividade cinematográfica. E como não postei mais nada a respeito da tão venerada sétima arte, resolve jogar num post só os filmes que mais gostei.
O ASSASSINATO DE JESSE JAMES PELO COVARDE ROBERT FORD - Estrelado por um Brad Pitt bem mais maduro e seguro como ator (isso todos já sabiam, desde Seven - Os sete crimes capitais), e Casey Affleck, o longa de Andrew Dominik é um deslumbre visual, recheado de poesia, algo raro em se tratando de um western sobre um dos maiores criminosos que os EUA já viram. Com atuações viscerais dos astros principais, a obra traz em um só pacote violência e drama de maneira não muito comum na indústria hollywoodiana. Casey Affleck entrega um Robert Ford angustiado, contorcido de inveja e ao mesmo tempo admiração pelo seu ídolo, o pistoleiro e líder da gangue dos Irmãos James, Jesse. Sem defender nem acusar nenhum dos personagens, o filme não traz soluções fáceis e certamente não agradará a todos os públicos: sua metragem de quase três horas pode e deverá afastar o público médio. Mas a quem tiver paixão por cinema, serão três horas de puro deleite visual, com um final fascinante e ao mesmo tempo chocante. Nota: 10


STARDUST - O MISTÉRIO DA ESTRELA - Adaptação do romance gráfico de Neil Gaiman e Charlie Vess, o filme de Mathew Vaughn (Nem tudo é o que parece) é uma fantasia romântica de encher os olhos. Tem bom humor, performances descontraídas e convincentes e os já costumeiros efeitos especiais de qualidade. O filme conta a história de Tristan, jovem apaixonado pela mais bela garota da cidade de Muralha, que promete a ela encontrar uma estrela cadente que caiu e dar a ela de presente. Ele só não contava que a tal estrela fosse uma linda mulher, impetuosa e corajosa, vivida pela eterna Julieta Claire Danes. Com Robert de Niro e Michelle Pfeiffer no elenco, Stardust é uma aventura deliciosa, que prometeria virar um clássico da Sessão da Tarde, mas isso só nos anos 80, quando os filmes da dita sessão eram aventuras deliciosas. Não é o caso hoje em dia. Nota: 8,0.


CASABLANCA - Pela segunda vez, Casablanca é ainda melhor. Para um filme de produção tão conturbada como foi este clássico dos clássicos, o resultado final da obra surpreende. De uma emoção genuína, sem pieguice nem apelação, o filme é um primor. Seja no roteiro, na ambientação ou na atuação de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman. Há que se elogiar também a maravilhosa performance de Paul Henreid, como Victor Lazslo, marido da Ilsa Lund de Bergman. Filmes como este não se repetem mais. Estou pronto para a terceira vez. Nota: tá brincando? 10!

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Ah, os sonhos!

Ah, os sonhos! Objetos oníricos repletos de significado e profundidade, contrariedade e obscuridade. Não falo dos sonhos que temos ao adormecer, mas daqueles que povoam nossa mente mesmo de olhos abertos, como devaneios insistentes. A essas criaturas intransigentes é que me refiro. Não são simples de manipular. Ferozes e contumazes, repetem-se em nossa tão frágil mente, que fragilmente se fragmenta em pensamentos voadores, maravilhosos torturadores.
Ah, os sonhos! Quisera eu poder tornar todos reais, palpáveis. Mas a vida, esta pessoa por vezes algoz da nossa vontade, pode ter outros planos para nós. Mais do que isso, o próprio Criador revela-se costureiro, artista da tela do nosso destino, mostrando-nos mais do Seu próprio desejo.
Diante de Sua direção, resta-nos aceitar e aguardar. Esperar, confiantes de que, quanto tudo está nas mãos de Deus, os sonhos mais importantes são aqueles que habitam em Seu coração.
Ah, os sonhos...

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Falta de visão é fogo!

Vida de estudante universitário em Tobias Barreto não é mole, não. Como se não bastasse a viagem longa e cansativa de todos os dias afim de chegar à universidade, na minha cidade a gente ainda tem que pagar para viajar.
Enquanto todos (ou quase todos) os outros municípios do interior de Sergipe provêem gratuitamente o transporte escolar, a prefeitura de Tobias Barreto continua a andar de ré na relação prefeita - estudantes, fornecendo um ônibus sem condições de segurança adequadas e ainda obrigando-nos a bancar o combustível.
É verdade que não é obrigação do município arcar com o transporte escolar destinado ao Ensino Superior, mas uma atitude mais generosa certamente traria como consequência um outro olhar da comunidade estudantil.
Também argumenta-se que não há dinheiro em caixa para fornecer o tranporte gratuito, argumento este que é impossível de se aceitar, considerando todo o gasto que a prefeita em sua nova e belíssima casa, de rivalizar com as mais belas da capital.
Não vou entrar no mérito da questão, discutir insinuações a respeito de desvio de recursos públicos, tão em voga diante dos escândalos dos cartões corporativos. Apenas deixo registrado meu protesto em face do descaso dos que estão no poder para com os que, no futuro e no presente, farão e fazem uso de seu conhecimento acadêmico para o benefício da cidade.
Falta de visão é fogo!

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Sim, eu leio Harry Potter

Me lembro bem da polêmica envolvendo o personagem Harry Potter logo quando o primeiro filme baseado na série literária escrita por J.K. Rowling foi lançado. Especialmente entre os cristãos, que malharam o filme e os livros como se fossem a própria bíblia do anticristo. O fato é que eu, como cristão, me mantive distante do bruxinho adolescente por um bom tempo, receoso de que alguma influência maligna se aproximasse de mim. Mas o tempo passou e quando o terceiro filme, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, foi lançado em DVD eu resolvi alugar o primeiro filme e tirar prova por mim mesmo. Qual não foi a minha surpresa ao constatar que as aventuras de Harry, Rony e Hermione são deliciosas e agradáveis, cheias de lições ricas sobre amizade, coragem e companheirismo.
Como fã de histórias de fantasia que sou, tendo lido As Crônicas de Nárnia e assistido avidamente O Senhor dos Anéis, comecei a ler o primeiro livro da série, emprestado por uma amiga. E estou gostando muito! É uma aventura juvenil muito interessante, que não subestima a inteligência do leitor, agradando a crianças e adultos.


Ainda não terminei de ler, mas até o momento o livro tem me agradado muito, me fazendo entender porque tantas milhões de pessoas são fascinadas por essas histórias!


Vou destacar uma frase que achei muito interessante, no momento em que Dumbledore surpreende Harry parado em frente ao Espelho de Ojesed. O diretor de Hogwarts diz ao pupilo famoso: "Não faz bem viver sonhando e se esquecer de viver, lembre-se."


Interessante ou não?

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Nárnia por inteiro

Há cerca de 10 minutos, encerrei uma jornada por uma terra de maravilhas e esplendor. Um lugar repleto de aventura, magia e encanto! Mas também uma terra de mistério, suspense e perigos inimagináveis. Não é um lugar qualquer, como pode-se notar, mas um mundo inteiro, cheio de tudo o que a gente gostaria de viver, mas não pode, ao menos não aqui em nosso mundinho limitado e em tons de cinza em que vivemos. Este mundo é Nárnia, cuja história acabei de ler.


Criado por C.S. Lewis em 1950, o mundo de Nárnia é o mundo fantástico por excelência. Com a publicação de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, Lewis inaugurou uma série de 7 livros que tem encantado a mais de 50 milhões de pessoas ao redor do mundo. Ainda mais depois que a obra inaugural foi adaptada para o cinema pelos estúdios de Walt Disney e a Walden Media, com a impressionante marca de mais de 700 milhões de dólares em todo o planeta. O que é excelente, já que o filme foi extremamente fiel ao livro, aproximando mais pessoas deste lugar mágico que é Nárnia.




Com o segundo filme da série, Príncipe Caspian, quase pronto para estrear (em maio deste ano), o interesse pela obra literária volta a crescer, e mais pessoas terão contato com as aventuras inebriantes de personagens inesquecíveis como Pedro, Susana, Lúcia, Edmundo, Ripchip, Caspian, Shasta, Bri, Digory, Polly, Rilian, Jill, Eustáquio e, é claro, o principal personagem, Aslam, o Grande Leão criador do mundo de Nárnia e de todos os outros mundos.




Como leitor e admirador da obra de C.S. Lewis (que escreveu mais de 50 livros ao longo da vida), terminei emocionado a leitura deste clássico literário. As lágrimas só não correram pela minha face porque eu estava em pleno laboratório de informática da universidade, o que me impediu de demonstrar minhas emoções.




No volume único que a editora Martins Fontes publicou no Brasil, os livros foram ordenados cronologicamente, conforme o desejo do autor, embora os filmes seguirão a ordem em que os livros foram publicados originalmente.





O último parágrafo nos traz um relance de toda a poesia com Lewis nos brinda ao longo dos sete livros da série: "E, à medida que Ele falava, já não lhes parecia mais um leão. E as coisas que começaram a acontecer a partir daquele momento eram tão lindas e grandiosas que não consigo descrevê-las. Para nós, este é o fim de todas as histórias, e podemos dizer, com absoluta certeza, que todos viveram felizes para sempre. Para eles, porém, este foi apenas o começo da verdadeira história. Toda a vida deles neste mundo e todas as suas aventuras em Nárnia haviam sido apenas a capa e a primeira página do livro. Agora, finalmente, estavam começando o Capítulo Um da Grande História que ninguém na terra jamais leu: a história que continua eternamente e na quel cada capítulo é muito melhor do que o anterior."




Beleza, poesia e magia: os três ingredientes que fizeram de As Crônicas de Nárnia uma obra inesquecível nos corações de várias gerações.

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O Caçador de Pipas

Estava ansioso para começar a ler este livro desde que o vi sendo ofertado na revista da Avon (que aliás tem sido minha livraria de fácil acesso). Finalmente ele chegou nesta quarta-feira. De cara, comecei a ler e a me envolver com uma história cheia de emoção, dor, culpa e, até onde eu saiba, redenção (é que ainda não terminei). Mas estou adorando! A narrativa de Khaled Hosseini é fluida, repleta de sensibilidade e não agride a inteligência do leitor. Os personagens são tridimensionais e carismáticos.


Mas do que se trata a história? Ela abrange cerca de 27 anos na vida de Amir, um menino órfão de mãe, cujo pai é muito rico. Os dois têm como empregados Ali e Hassan - pai e filho - que são considerados como membros da família. Amir e Hassan são amigos, embora Amir nunca tenha admitido isso. No decorrer da narrativa, nos deparamos com atitudes de Amir previamente anunciadas pelo narrador, mas que ainda nos surpreende e nos choca. A vida de Amir é transformada e dominada pela culpa, que ele carrega até 2001. Como ainda não cheguei ao fim da obra, só posso opinar do que já li até o momento. E a minha opinião é: O Caçador de Pipas é maravilhoso!




Quem ainda não leu, não deve perder.




Em tempo: o livro foi adaptado para cinema, pelas mãos de Marc Forster (diretor de Em Busca da Terra do Nunca e Mais Estranho que a Ficção), quase inteiramente estrelado por atores afegães. No Brasil o filme estréia em 18 de janeiro.

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E Lost volta à cena!


Não sou desses poucos privilegiados brasileiros que possuem TV paga, logo espero bastante até que as séries mais legais cheguem ao meu alcance. Somente há duas semanas pude assistir a terceira temporada de LOST, o seriado mais intrigante da televisão mundial. Como ainda não terminei (falta um disco), falo como quem pensava que esta temporada seria entediante, a julgar pelos primeiros episódios, mornos e sem revelações relevantes. Faltou a adrenalina tão presente nas duas primeiras temporadas, embora os novos personagens sejam bem interessantes, com exceção de Paulo, interpretado por Rodrigo Santoro, que nem fedia nem cheirava até o episódio em que vemos seu flashback.


A partir da metade, a série retoma seu ritmo, mostrando mais Locke e nos deixando fulos da vida com Os Outros!


LOST retoma seu posto, ameaçado por HEROES, com muito mistério e nos deixando salivando pelo próximo episódio...

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Bons tempos aqueles!

Meu relacionamento com o cinema já existe há muito tempo. Se eu fizer uma lista de todos os filmes a que já assisti, certamente será imensa, não caberia neste blog (OK, talvez eu esteja exagerando).

Estou dizendo isso porque tenho percebido que não há outra coisa que me faria tão feliz quanto trabalhar com cinema, fazendo qualquer coisa relacionada ao assunto. Sei lá, escrever sobre filmes, conversar sobre filmes, fazer filmes... É verdade que há outras coisas mais importantes sobre as quais nunca comentei neste espaço, como a igreja, meu relacionamento com Deus (ainda mais antigo que com o cinema), minha família, minha esposa, meus (futuros) filhos. Mas falar de cinema é algo que não me dou muito ao luxo, pois dificilmente encontro alguém com quem conversar de verdade a respeito.

Lembro-me do primeiro filme que assisti em video cassete. Eu não tinha um lá em casa, mas meu primo Beto tinha. Foi lá que vi um filme nada indicado para minha idade: Atração Fatal. O filme, legendado, me deixou com medo, principalmente de mulheres loiras. Glenn Close estava por toda parte! Desde então, não parei mais. Fiquei sócio de uma locadora perto de casa mesmo não tendo o aparelho de vídeo, só para sentir o gostinho. Até me lembro do número da carteirinha: 026. Fui um dos primeiros daquela locadora. Devia ter uns 12 anos, e ficava olhando capa por capa, lendo as sinopses e torcendo para os filmes passarem logo na tevê. Era extraordinário quando meu amigo e vizinho Júnior me convidava para ver um filme na casa dele. Foi lá que assisti Máquina Mortífera 3, Brinquedo Assassino (me escondendo atrás das minhas mãos), e até Elvira, a Rainha das Trevas! Foram tardes mágicas, recheadas de vida e fantasia, mesclando realidade e ficção.

Tenho mais para escrever, mas o tempo voa e não quero escrever meu livro agora... Mas lembrar faz muito bem...

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Nó na Garganta

Existem notícias que nos deixam com um nó na garganta, tamanha é a sua seriedade. No último domingo, assisti a uma reportagem na Record que me deixou com essa sensação: uma vontade de chorar, de sair contando para todo mundo, de espalhar aos quatro ventos... A matéria em questão era um documentário produzido pela BBC a respeito dos escândalos de pedofilia envolvendo padres católicos romanos americanos e em outras partes do mundo, como na Irlanda e no Brasil. Até mesmo o repórter da rede britânica foi vítima de um desses padres, e relembra o fato de maneira muito emocionada, mas bastante corajosa. À medida que os relatos iam se acumulando, fui tomado por uma revolta muito grande. Como pode alguém que se une à Igreja Católica supostamente para falar de Deus e servi-lo perpetrar tão grande barbaridade? A verdade é uma só: tal situação não é novidade para os mais velhos ou para as pessoas do interior, que convivem com situações parecidas há muito tempo, mas nunca tiveram coragem de denunciar os criminosos (não tenho como chamá-los por outra alcunha). Um dado muito importante que impressiona alguém desavisado (não era o meu caso), é que a Igreja, que deveria reta em suas ações, tem lutado para acobertar os pervertidos vestidos de batina, que não são poucos, e recebem acolhimento no Vaticano. O atual papa, Joseph Ratzinger, antes de assumir o posto mais alto da hierarquia romana, era o responsável em esconder ao máximo os casos que começaram a aparecer em grande escala em 2002, nos EUA, por todo o país. Acordos milionários foram feitos para que as vítimas não fossem a público. Os padres acusados eram transferidos para outras paróquias sem jamais enfrentarem a justiça. Paróquias novas, novos abusos.
Como é possível existir uma igreja que acoberte criminosos dentro de suas entranhas? O fato é que a Igreja Católica sempre clamou ser a autêntica Igreja de Cristo, o que a credenciaria como dona e mandatária da verdade e justiça divinas. Como tais atribuições não estão entre suas características, ficamos com a pergunta: até quando acontecerão tais fatos?
EM TEMPO: Não quero nem falar do misterioso caso em que Júlio Lancelotti demora três anos para denunciar uma extorsão se ele era inocente. E de onde veio tanto dinheiro para ceder à extorsão?

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Mais estranho que a ficção

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Harold Crick é um cara comum. Trabalha como fiscal de impostos na Receita Federal americana, é solteiro, tem uma rotina inabalável, até descobrir que sua vida está sendo escrita, que é um personagem em um romance. Ele começa a ouvir a narração de sua própria vida! Mais estranho que a ficção é um filme estranho não apenas no nome. Possui uma originalidade em sua trama estranha no cinema do século XXI, é protagonizado por um ator estranho ao gênero "dramédia", Will Ferrel (mais habituado a comédias escrachadas e escatológicas) e é estranhamente atraente! Quanto mais tempo passamos no mundo de Harold Crick, mais nos envolvemos em sua vida, nos identificamos com ele (somos pessoas comuns, temos empregos comuns, vivemos vidas comuns). No entanto, o livro (ou filme) de sua vida ainda nos reserva algumas surpresas: acontece que a autora da vida de Harold, vivida por Emma Thompson, sempre mata seus protagonistas no final. Uma pergunta é suscitada: será esse o fim do filme? E para piorar a apreensão do espectador, Harold acaba de se apaixonar por uma das pessoas que ele fiscaliza: uma padeira (Maggie Gylenhaal) cuja ideologia se resume em desobedecer deveres civis, como o pagamento do imposto de renda.



Mais estranho que a ficção é envolvente, apaixonante e.. estranho. Mas, afinal, quem não é?

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Candidatos a políticos, mas ainda cidadãos

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Daqui a um ano as eleições municipais voltarão a ocupar o noticiário e as mentes de cada pessoa no Brasil. Por ser uma eleição limitada à área de cada cidade, esta é a disputa mais acirrada que existe na democracia brasileira. Ou não, já que na maioria das cidades o vencedor é escolhido dentre poucos, aqueles que mandam na política local, o que enfraquece a democracia e ajuda a manter uma política falsa, baseada nos favores prestados, que funciona assim: vereadores têm a função de ajudar a população, dando dinheiro para comprar remédios, botijão de gás, pagar energia e água, etc., enquanto que o prefeito é quem possui a responsabilidade de zelar pela cidade, sempre embolsando um bom dinheirinho das obras públicas e de outras fontes (recursos federais, por exemplo).
Diante deste quadro totalmente às avessas, encontram-se aqueles cuja vontade é a de real transformação, conscientes de que política é feita por pessoas comuns, cidadãos reais, gente que trabalha, que luta pelo pão de cada dia, que zela por sua vida e pela de seus queridos com sacrifício, que experimenta as mazelas e alegrias da vida na mesma medida. Gente que realiza coisas inacreditáveis com o pouco que ganha, mas continua sorrindo, feliz porque tudo o que tem é obtido de modo limpo. São essas pessoas que precisam estar na política. Não políticos profissionais, mas representantes genuínos da população, cansados de tanta decepção, fartos de tanta ladroagem, fraudes, CPIs, votações parlamentares secretas, relações ilícitas, leniência com o crime.
São essas pessoas, candidatos a políticos, mas ainda cidadãos, que merecem a chance de tentar moralizar a política, afim de restaurar lemas milenares, como Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Utopia? Talvez sim. Mas enquanto eu viver, prefiro acreditar a jogar a toalha. Que este seja o anseio de todo brasileiro, desejoso de dias melhores.

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Heroes


Acabei de assistir ao primeiro disco da primeira temporada de Heroes, série da NBC que está desbancando LOST do coração do público americano. A verdade é que Heroes é MUITO bom mesmo! Deixa você com um gostinho de quero mais, quero sempre. Prova disso é que, mal entreguei o disco 1 na locadora, já fui logo pegando o disco 2, e só não peguei toda a coleção porque já estava locada! É isso aí: viciei na melhor história de super heróis que vi desde o encerramento da 2ª temporada de Os Supremos (nos gibis). Os personagens são gente como a gente, e nem todos estão contentes com os poderes que descobrem possuir. O personagem mais interessante é Hiro, um japonês nerd, de longe o mais empolgado com o poder que tem, o de alterar o espaço-tempo, o que lhe permite viajar no tempo, se teletransportar e até parar o tempo! Cada episódio mostra os vários personagens ao mesmo tempo, com algumas idas e vindas na cronologia, deixando tudo ainda mais interessante. Não tem como não se entusiasmar com a líder de torcida que descobre ser indestrutível, uma espécie de Wolverine de saias. Se você não quiser esperar a série ser exibida na Record (que produziu uma novela com uma trama inspirada na série), é bom correr à locadora Sétima Arte, porque a concorrência está grande. Todo mundo que vê um episódio de Heroes fica fascinado e quer ver todos!

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Memórias de um assassino

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O novo cinema sul-coreano tem dado provas que é vibrante, interessante e muito original. Este Memórias de um assassino não é exceção. Poucos são os filmes de serial-killer que funcionam com perfeição. Temos como exemplo os clássicos Seven e O Silêncio dos Inocentes. Os grandes filmes a tratar deste tema tem sempre a dose certa de suspense e drama, mostrando o lado pessoal dos envolvidos nos crimes, especialmente os detetives responsáveis pelo caso. Em Memórias de um assassino, temos este equilíbrio, necessário a clássicos do gênero. O diretor Bong Joon-Ho nos leva a uma pequena cidade no interior da Coréia do Sul, que se vê assustada com corpos de mulheres que vêm aparecendo seguidamente, todas sendo violentadas antes da morte. Para investigar o caso, dois detetives locais recebem a ajuda de um terceiro oficial, vindo da capital Seoul. Logo os métodos dos detetives entram em choque, o que torna a trama ainda mais interessante. Com um clímax muito eficaz e original, este filme tem qualidades que faltaram a muitos dos exemplares similares americanos, como a entrega dos atores e uma câmera honesta com o espectador, que jamais o subestima. O diretor fica tão à vontade com seu filme que ainda injeta uma dose apropriada de humor, deixando a experiência ainda mais marcante. É bom lembrar que o filme é baseado em uma história real. Mulheres coreanas de vermelho andando em plena chuva, é bom tomarem cuidado...

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Babel

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Finalmente assisti a um dos filmes mais comentados do ano. O diretor Alejandro Gonzalez Iñarritu faz questão que este é um filme seu: edição um tanto confusa, sem jamais dar profundidade a nenhuma das histórias que quer contar. Foi assim em "Amores Brutos" e "21 Gramas". Desta vez esse vício narrativo se justifica pelo fato de o próprio filme se tratar de confusão, incomunicabilidade e ao mesmo tempo conexão entre os povos. Dentre as várias histórias que se entrelaçam ligadas por um rifle de caça, destacam-se as contadas no Marrocos, mais precisamente a da família de camponeses marroquinos, personagens vividos por habitantes da região. Brad Pitt, Cate Blanchett e a japonesa Rinko Kikuchi estão realmente excelentes, em um festival de atuações extraordinárias. Um filme não muito fácil de se ver, e talvez por isso mesmo tão fascinante e envolvente.

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O governo Lula e suas propagandas patéticas

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Cada dia que se passa as propagandas do governo estão mais ridículas e óbvias. O fim da criatividade de marketing dos asseclas de Lula começou com aquela propaganda absurda da Olimpíada Brasileira de Matemática, onde uma estudante tem a inspiração para a resposta de um problema durante o lanche no intervalo, e sai andando apressada pelos corredores até chegar na sala de aula, onde finalmente escreve o resultado. O problema é que o resultado era tão óbvio e fácil, que ninguém pode acreditar que chegar a 3/8 não era algo que precisasse de uma luz especial! A propaganda subestima a capacidade intelectual dos alunos da rede pública e dá razões para quem acredita que tal olimpíada seja fora dos padrões de dificuldade que um evento desse tipo exige.
Isso sem falar da campanha sem nenhum sentido do ENEM: "Quem sabe o que se passa na cabeça de um jovem?" "Quem faz o ENEM sabe." Como assim? Se quem faz o ENEM são realmente os jovens, como é que eles mesmos não sabem o que se passa em suas cabeças? Totalmente absurdo.
A última bola fora foi a campanha para divulgar o famigerado PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação). Durante o comercial, vemos um homem com dificuldades para virar alguns cubos de madeira que vão formar a palavra EDUCAÇÃO. A campanha não faz o menor sentido, não diz a que veio e mostra que neste caso, as imagens não passam de desculpa para a divulgação do PDE.
Não dá para saber até onde vai a genialidade da agência responsável por tamanhas patetices da comunicação. O fato é que o fundo do poço não está muito longe...

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Os Infiltrados

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"Este é um filme feito com as entranhas", assim definiu Quentin Tarantino quando assistiu No Rastro da Bala, aquele filme com Paul Walker. Tomo as palavras de Tarantino como minhas, porém me referindo a Os Infiltrados, filme-retomada de Martin Scorsese que lhe rendeu um merecido Oscar que demorou 30 anos para chegar. Neste épico policial sobre traição, confiança e violência, não há espaço para falas desnecessárias, nem subtramas descartáveis, ou finais "hollywoodianos". O que poderia ser um tiro no pé de um dos maiores diretores vivos, por se tratar de uma refilmagem do neoclássico chinês Confiltos Internos, torna-se um dos filmes mais relevantes da década, repleto de emoção crua, reviravoltas surpreendentes e atuações nervosas. Leonardo di Caprio nem se dá conta de que está atuando ao lado de Jack Nicholson, e entrega a melhor performance de sua carreira. Seu Billy Costigan, um policial de Boston infiltrado na máfia, é um homem à beira do abismo, a ponto de explodir ou de dar um tiro na cabeça. Nós, telespectadores, nos tornamos reféns de sua perturbação, sem que nos demos conta de que tal situação só poderá terminar tragicamente. O Colin Sulivan de Matt Damon, um mafioso infiltrado na polícia de Boston, é extremamente o oposto do colega de elenco, pois mostra-se confiante ao ter tudo nas mãos e ter a vida que desejaríamos para o personagem de Di Caprio. Um único post não daria para falar de todos os aspectos fascinantes que cercam Os Infiltrados: o elenco estrelado de apoio, a trilha sonora, o roteiro certeiro e a direção de fotografia, por vezes amarelada, por vezes clean. Todos estes aspectos tornam a obra de Scorsese realmente digna dos quatro oscar que fez jus, e nos deixam mais confiantes neste cineasta com a arte no sangue e a genialidade escondida em algum canto da alma.

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Sob o domínio do mal

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Foi uma manhã difícil. Acordei cedo, embora pudesse dormir até um pouco mais tarde. Não deu, já que tinha um filme para assistir, cujo título me perseguia há anos, desde que ouvira falar de um certo clássico de 1968, estrelado por Frank Sinatra e dirigido por John Frankenheimer (o mesmo de Ronin, com Robert de Niro). Nunca tive contato com o clássico de 1968, mas graças a Hollywood, onde tudo se refilma, fizeram uma nova versão, desta vez estrelada por Denzel Washington (paranóico e perturbador) e Meryl Streep (diabólica e sensacional). Sob o domínio do mal não é um filme que se pode ignorar. É atual, veemente e verossímil, embora sendo uma ficção. É sobre Ben Marco, um major veterano da Guerra do Golfo que vive seus dias glorificando os feitos de outro veterano, agora senador, Raymond Shaw, cujas ações foram recompensadas com uma medalha de honra. Depois que se encontra com outro companheiro de pelotão, Marco se vê em dúvida sobre o que realmente aconteceu no campo de batalha. É o ponto de partida para descobrirmos que é possível duvidar de absolutamente tudo e todos que rodeiam Ben Marco. Com uma informação que pode salvar o mundo de um golpe de estado perpetrado por uma corporação (cujo nome justifica o título original, "The Manchurian Candidate"), Ben Marco se vê cercado de situações que (1) ou o deixaram louco ou (2) o farão mudar o curso da história.
O fato é que não se percebe o tempo passando quando se assiste a um filme assim. Inteligente, perspicaz e inteiramente relevante. O diretor Jonathan Demme (vencedor do Oscar por O Silêncio dos Inocentes) leva o espectador a uma viagem sensorial que nos deixa com a mesma sensação de perseguição de seu protagonista. Um filme para ver e emprestar aos colegas, com aquela expressão: "Cara, você tem que ver este filme!", e é claro, um filme para ficar no mínimo impressionado com algumas das teorias de conspiração que existem por aí...

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Ainda me lembro...

Não faz muito tempo, eu fui criança. E brinquei muito, me importar com horários, agendas, compromissos nem planejamentos. Era algo como a felicidade. Era algo como se brincar fosse tudo o que importasse. E realmente, nada mais importava! A tradução do que é liberdade, eu experimentei quando fui criança. Se havia alguma tragédia na TV, eu estava construindo minha cidade com livros e dominós velhos. Se meus pais brigavam, eu estava no quarto brincando com minha irmã de acampamento. Até quando eu estava triste, não demorava muito , voltava a brincar e sorrir, e esquecia a tristeza. Se eu carecesse de inspiração, caminhava esperançoso até a estante de livros do meu pai, garimpava um título interessante qualquer (eram em sua maioria livros teológicos), por exemplo: "A agonia do planeta Terra", e criava um filme eletrizante sobre um futuro inóspito e caótico, vindo diretamente das minhas sessões de Star Wars e afins. Quando me entediava com minha casa, não tinha problema: descia para o pátio do prédio, reunia a galera, e estavam prontos "Os Goonies"! Aí, a gente cresce. E esquece. Esquece da inocência, da diversão pela diversão, dos problemas transformados em brincadeiras, das correrias sem razão, da euforia causada por um simples sorvete, do desconforto causado por alguns adultos bobalhões. E acabamos nos tornando esses adultos bobalhões. Até que como num passe de mágica, tudo vem à tona! É quando a gente se lembra, e sorri, e chora, e sorri... E continua a viver, só que tudo parece melhor. Tudo parece real... e vivo!

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Superman - O Filme

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Produzido em 1977, Superman (dirigido por Richard Donner, o mesmo de A Profecia e Máquina Mortífera) deixa no chinelo qualquer tentativa de trazer o personagem para o século XXI, mostrando que isso é totalmente desnecessário. Não que o filme de Bryan Singer não seja magistral, mas é que o longa original nunca envelhece! Os efeitos ainda são eficientes, as atuações ainda são coerentes, e a trama ainda é envolvente! Ainda funciona! A gente se sente com uns 10 anos a menos quando assiste a correria daquele jovem Clark Kent, testando seus limites contra um trem onde viajava uma Lois Lane pivetinha. Sem falar no visual cool de Krypton, uma sacada genial do desenhista de produção John Barry, o mesmo cara que criou o visual de Star Wars. Tudo em Superman é grande e estrondosamente legal! Vale a pena ver e rever este clássico absoluto, o melhor filme de super-herói de todos os tempos!

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Novíssimo ano novo!

2007 é para mim um ano realmente novo! Casei no dia 29 de dezembro, portanto minha vida este ano promete! Ufa! Nem acredito que todo aquele frenesi antes da cerimônia já passou! Foi algo realmente cansativo, mas agora que passou, dei de cara com a vida de casado, que nunca dá descanso pra gente. Toda hora tem algo para ser feito (claro que a maioria das coisas é bem agradável)! Às vezes, parece que eu ainda não caí na real, mas aí a gente percebe que é verdade, é real, eu estou casado. E muito feliz. Tudo é novidade, desde o primeiro almoço na nossa casa até a primeira vez em que tive de colocar motor para encher a caixa d'água! Pois é. Que todos descubram as delícias e cansaços do casamento, porque é tudo "divino e maravilhoso", como diria Caetano Veloso! Feliz ano novo!!!

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Foto do Surfista Prateado em Quarteto Fantástico 2

Finalmente temos a foto do Surfista Prateado na sequência do grande sucesso Quarteto Fantástico, baseado nos quadrinhos da Marvel. Quem me conhece sabe que eu sou louco pela nona arte e todo filme com a marca Marvel merece a minha atenção. Claro que essa marca não garante a qualidade do filme, mas até agora todos os filmes da editora foram satisfatórios, no mínimo (exceto Elektra, que ninguém viu). Dentre eles, tivemos Homem-Aranha, X-Men e o divertidíssimo Quarteto Fantástico. Pelas imagens que têm sido liberadas na internet, o próximo filme vai ser tão bom ou melhor que o primeiro. Nós, fãs, não perdemos por esperar...
Para ver a foto, clique aqui.

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Vôo United 93

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Este não é um filme sobre heróis e vilões, embora eles estejam lá, cada um à sua maneira. Antes de qualquer coisa, Vôo United 93 é um filme sobre ações que fazem toda a diferença. Como reagir a uma situação de total desespero, como tomar uma decisão que pode acabar com sua vida? O filme, dirigido por Paul Greengrass (dos ótimos Domingo Sangrento e A Supremacia Bourne), trata do quarto avião sequestrado por terroristas radicais islâmicos no fatídico 11/09/2001. O avião não atingiu nenhum alvo, porque os passageiros se rebelaram e tomaram o controle da aeronave, mesmo não tendo sobrevivido.
Em tom documental, Greengrass entrega um filme tenso, repleto de suspense, sem desenvolver nenhum personagem, que é um recurso usado para fazer com que a audiência sinta-se envolvida com as vítimas. Não é necessário usar tal recurso, uma vez que temos a impressão de que estamos presenciando algo real, palpável. O clímax traz uma das cenas mais angustiantes já vistas no cinema; sozinha, essa cena vale a locação. Paul Greengrass não é Michael Moore, portanto não tenta defender lados, mas apenas mostrar uma história, de pessoas comuns, tomando uma atitude extrema, em um momento incomum. E isso é cinema de verdade.

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Com quem será...

Hoje dei um passo importante em direção ao dia mais importante da minha vida: paguei o primeiro aluguel da casa onde vou morar com minha esposa, Aline. (Antes que alguém queira me dar conselhos sobre morar em casa alugada, aviso: já ouvi todos eles)
O fato é que em toda a minha curta existência, nunca me senti tão tenso como tenho me sentido nos últimos dias, às véperas do enlace. Parece que todo o planeta está de olho em mim, como que me espreitando para ver a que horas vou cair. Claro que não sou Tom Cruise, e minha noiva não é Katie Holmes, e sei que essa sensação é isso, uma simples sensação. Apesar disso, ainda sinto essa tensão. Um medo, um pensamento que me diz que não sou capaz de lidar com uma responsabilidade tão grande como o casamento. Procuro me concentrar nos estudos quando estou na faculdade, no trabalho quando estou em sala de aula (sou professor), mas simplesmente não dá. Sei que isso é assim mesmo, que todo mundo se sente assim, mas caramba, é muita coisa...

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Doce contradição...

Deu na net: a novela Rebelde será cancelada por baixa audiência. Até o folhetim da Record, Bicho do Mato, está dando mais audiência! Temos aí uma contradição. Por um lado, o grupinho de 23ª categoria RBD é um sucesso em sua passagem pelo Brasil, lotando estádios e coisa e tal, por outro, os fãs da novelinha não estão dando bola para a trama. Essa notícia muito me agrada, já que não aguentava mais todo esse frisson com uma coisa tão ruim quanto estes Rebeldes, ou qualquer outra coisa da TV que venha do México! Leia a notícia aqui.

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Sem Sorte - Ricardo Gondim

Atenção, senhores passageiros da nave terra, aqui lhes fala o comandante. Estamos nos aproximando perigosamente do abismo e não tenho como reverter nossa queda. Por favor, apertem os cintos e fechem os olhos. Rezem, e seja o que Deus quiser.O mundo ruma para seu aniquilamento. Breve chegará o "doomsday", o juízo final. Já se ouvem o galope dos cavalos apocalípticos, o rufar dos tambores do Armagedon e os ais das mães que amamentam. Os canários silenciaram e os corvos se multiplicaram.
Falta pouco para os prados se converterem em lixões e os mares em esgotos. Leões ficarão sem cordeiros para cumprirem antigas profecias de pastarem juntos; com as cobras extintas, meninos colocarão suas mãos em tocas sem nenhum perigo. Dante se popularizará; Kafka se sentirá vingado. Será fundada a Gotham City da Nova Era.
O que esperar de um mundo onde as guerras são normais e, milhares de anos depois, a paz uma aberração? O que esperar de um mundo onde porcos vivem melhor do que gente?
Não tem jeito. Enquanto houver preguiça intelectual na academia, preconceito racial na avenida e covardia moral nos palácios políticos, nenhum futuro chegará. Enquanto cientistas dependerem dos investimentos das transnacionais viciadas em lucro e militares continuarem encabrestados pela indústria bélica, a sorte do planeta estarácomprometida.
Não tem jeito. Enquanto religiosos permanecerem otimistas, cegos por suas certezas inoperantes, nãohaverá esperança. Enquanto homens e mulheres de boa vontade não sujarem seus pés de lama, arregaçaremas mangas e sairem das zonas de conforto para promoverem a justiça, não haverá futuro.
Não tem jeito. Enquanto não se alastrar a percepção de que imoralidade significa conspirar contra a vida sem se restringir ao moralismo sexual, não há como acreditar em dias melhores.
Não tem jeito. Equanto Mamom continuar idolatrado e a alma de homens e mulheres comercializada naBabilônia, não se pode antecipar a paz.
Pela estultícia de muitos não se falará em fé; pela arrogância de muitos, não restará pedra sobre pedra; pela inclemência de muitos, o amor esfriará.
Quem sabe um chute na boca do estômago possa gerar uma vontade estúpida de reverter o prognóstico ruim? Espero que sim.
Soli Deo Gloria.

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Borat é o cara!

Me deparei com um personagem que é a coisa mais engraçada dos últimos tempos. E essa opinião não é só minha, já que o filme dele é o campeão de bilheteria nas últimas duas semanas nos EUA. Seu nome é Borat. O repórter mais desastradamente genial que já existiu! Vindo diretamente do Cazaquistão, Borat é um jornalista que chega aos "Estados Unidos & América" para aprender mais sobre a cultura americana e levar tudo o que encontrar de bom para sua "gloriosa" nação. Uma verdadeira crítica ao modo de vida americano e muçulmano ao mesmo tempo, Borat é genial! Quem quiser (e entender um pouco de inglês), basta clicar aqui para assistir à entrevista dele no David Letterman: hilário é pouco para definir este momento único da internet! Borat, definitivamente, é o cara!

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Capote

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Em 14 de novembro de 1959, dois homens à procura de dinheiro invadem a casa da família Clutter, no estado do Kansas e matam a todos, em um total de quatro pessoas mortas cruelmente. O fato ganha repercussão nacional, chamando a atenção do escritor de sucesso pelo livro Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's), Truman Capote. Imediatamente, Capote percebe que ali está uma boa história para uma reportagem da revista New Yorker, onde é colaborador. Quando se depara com um desastre muito maior do que apenas mais um assassinato, ele decide que fará desta história seu próximo livro. Junto de sua assistente e confidente Nelle Harper-Lee (que posteriormente escreveria o clássico O Sol é Para Todos), Capote inicia uma jornada de investigações e entrevistas que incluem pessoas da pequena cidade, policiais, amigos das vítimas e até uma amizade improvável com um dos assassinos, Perry Smith. A jornada duraria cinco anos, até a execução dos criminosos.
É este trecho da vida de Truman Capote que é abordado no filme Capote, do diretor estreante Bennet Miller, tendo Phillip Seymour Hoffman no papel principal. Hoffman toma o controle do filme inteiro, ao conseguir reproduzir todos os trejeitos do autor homossexual assumido. Cada vez que ele anda, fala, ri, e mesmo quando encosta as mãos no rosto, pensamos estar vendo o próprio Capote, em sua difícil empreitada para inaugurar o gênero literário "romance de não-ficção", batizado por ele mesmo. O livro em questão seria seu maior clássico, A Sangue Frio (In Cold Blood). Maior e último. Nunca mais ele voltaria a escrever, tamanho foi seu esgotamento físico e mental diante de tão exaustiva tarefa. O filme é imperdível. Em cada fotograma se justifica o Oscar ganho por Phillip Seymour Hoffman este ano. Da mesma maneira, em cada fotograma tem-se a nítida impressão de estar vendo o próximo grande ator de Hollywood.
O verdadeiro Truman Capote

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Oliver Twist

Não foi um fim de semana fácil. Em três dias, todos os filmes que assisti me fizeram chorar, me revoltar, me envolver, e sair abalado. Dentre os filmes enfrentados, estão Irmão Urso, Olga, O Óleo de Lorenzo e este Oliver Twist.
Dirigido por Roman Polanski, diretor oscarizado por O Pianista, esta versão em celulóide da obra clássica de Charles Dickens é um primor visual. Com uma direção de arte excepcional, o espectador parece viajar no tempo e descobrir uma Londres que não tem nada de romântica ou idílica. Suja, fétida e implacável com os fracos, a capital inglesa é mostrada em sua essência, com todos os problemas de uma metrópole do século XIX. É neste lugar que chega Oliver (o estreante Barney Clarke), um órfão sem sobrenome, tentando sobreviver. O menino, de apenas 10 anos, não tem perspectiva nenhuma. Não sabe ler, não possui a malandragem das ruas, portanto pode ser ludibriado por qualquer um. E é justamente o que faz um ladrão trambiqueiro chamado Fagin (Ben Kingsley, irreconhecível), que alicia meninos para roubarem coisas nas ruas e trazê-las para ele. Ao mostrar esta relação dúbia entre Oliver e Fagin, o filme dá a entender que o velho malandro tem seu coração tocado pela ingenuidade e pureza de Oliver, ao mesmo tempo o desprezando e o amando.
O filme é uma sucessão de tipos mau-caráter, dando a impressão que não havia quase ninguém de boa índole naquele tempo! Felizmente, a maldade não era regra, já que Oliver encontra o Sr. Brownlow, um homem bondoso que também é tocado pelo menino. Emocionante, tocante, Oliver Twist me deixou com um sorriso no canto da boca. Espero que deixe você também.

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Dia dos Vivos

Nunca entendi bem o porque de certos feriados (a maioria deles), mas definitivamente o mais estranho deles é 02 de novembro, Dia de Finados. Se a gente pensar do ponto de vista comercial, arrumaram um jeito de lucrar até com os que já partiram dessa (se para melhor ou para pior, depende), basta constatar quantas flores são vendidas nesse dia; pelo ponto de vista emocional, não faz o menor sentido, já que cada pessoa morreu em um dia diferente, daí ser desnecessário criar um único dia para "celebrá-los". Então, alguém pode me dizer por que perdemos tanto tempo com feriados inúteis?
Tenho uma certeza: como somos um país colonizado por portugueses católicos hipócritas, a maioria dos nossos feriados são fruto dessa invasão. E se a gente parar para pensar, são poucos os feriados realmente brasileiros. E se pensarmos um pouquinho mais, feriados não passam de uma desculpa para tirar um dia de folga e fazer inveja àqueles pobres coitados que têm que labutar em pleno descanso geral do resto do país.
De qualquer maneira, vale a pena refletirmos um pouco sobre a razão intrínseca que nos faz querer sempre mais e mais feriados, visto que criamos novos deles a cada ano. O que são os "feriadões" se não criações coletivas anuais? Será que realmente não gostamos de trabalhar? Ou será que compreendemos a necessidade de parar, relaxar, ler um livro, fazer amor, assistir um bom filme, ou simplesmente não fazer nada?
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Feriado após feriado, a vida continua...

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Mas afinal, onde eu quero chegar?

Meu casamento está às portas. Só falta dois meses! Quando eu olho para trás, vejo tudo pelo que passei até chegar aqui, e percebo que ainda não realizei 10% do que desejo, do que sonho minha vida toda. E isso é bom! Afinal, não tem a menor graça chegar aos 26 anos tendo realizado todos os sonhos. Sim, porque sonhos se esgotam, e muitas vezes são difíceis de recuperar. Alcançá-los antes dos 30 anos, sei lá, deixa a vida sem graça. Tem fascínio a luta pela realização dos anseios.
Mas onde, afinal, eu quero chegar? Quero dizer que, aproximando-se meu casamento com a mulher da minha vida, começo a ver que a vida está começando agora. Digo, uma nova fase, algo totalmente diferente de tudo o que já vivi. A vida é uma sucessão de acontecimentos novos, novas sensações, rotinas novas a cada dia (se é que isso é possível). É essa vida que eu quero experimentar, e tenho plena consciência de que posso vivê-la casado com a pessoa que amo. É claro que não será "uma cama de rosas", como diria Bon Jovi, mas sei que viver é isso: passar por frustrações e ver tudo sendo amenizado por um sorriso, por um toque, por um verso. Seria insossa a vida sem problemas, sem preocupações, uma vez que tudo isso acrescenta, ensina.
Mas afinal, onde eu quero chegar?
E a vida continua...

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Domingo

Já tem algum tempo que eu não falo de política. E vou continuar não falando. É que acabei de lembrar que domingo é dia de eleição (de novo!). Já sei que meu candidato vai perder, mas não é sobre isso que eu quero falar. Sei que o povo está fingindo não ver a ladroagem desenbestada que se instalou no governo, mas não quero comentar isso também. O que me deixa besta é ver nossa floresta amazônica sendo dividida e vendida aos pedaços para ser explorada por estrangeiros, com a bênção do Lula, mas também não tenho nada a falar a esse respeito. É que para mim é complicado assistir na tevê o Lula confessar que errou, que roubou, mas fez; não, não é sobre este lamentável episódio que falo neste post. Quero falar que domingo é dia de eleição, que tem fila para votar, que tem contagem de votos, que tem Lula ganhando, que tem o povo perdendo (mas achando que está com a bola toda), que tem eu continuando com minha vida, lutando, arriscando, perdendo, vencendo, enfim: vivendo!

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Machado, Mozart e eu

Na última semana, meu pai adquiriu para nosso colégio uma coleção de 20 livros clássicos da literatura portuguesa e brasileira. A seleção inclue obras de Lima Barreto, Manuel Antônio de Almeida, Castro Alves e... Machado de Assis! Como agora não tenho mais desculpas para não ler os clássicos - não que eu nunca tenha lido, mas ultimamente vinha me interessando mais pelos escritores ditos "pop" -, decidi começar minha jornada pelo CARA: Machado de Assis, é claro. De Assis, a coleção tem três livros. Escolhi o único que ainda não lera, Contos Fluminenses, uma coletânea de histórias recheadas de personagens urbanos, cuja única ligação é o fato de as histórias se passarem no Rio de Janeiro do século XIX.
Ao começar, minha primeira impressão foi que as produções televisivas ditas "épicas", nada têm de épicas, uma vez que seus autores parecem nunca terem lido uma só obra escrita naquele tempo, tamanha a diferença de hábitos retratados nos livros em relação aos vistos nas novelas "de época". Conforme a leitura ia avançando eu me deliciava com personagens extremamentes sinceros, ao menos para o leitor. Tipos como Luís Soares, do conto homônimo, que fazem de tudo para manter seu padrão de vida ligado à elite fluminense, até casar-se apenas por dinheiro. Machado manipula o leitor de tal forma, que a gente não sabe se torce pelo canalha ou se deseja-lhe um triste fim. É genial!
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Quando fui ler o livro, coloquei no meu player um CD que havia acabado de comprar, com músicas de Mozart. Agora imagina: ler uma obra de Machado de Assis escutando a Serenata Noturna de Mozart! Puro deleite cultural!
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E a vida continua...

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Fala. E cala.

Quero saber o que dizer
Quando bastar dizer
Quero falar com o calar
Para calar o muito falar
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O discurso vazio aborrece,
o completo entedia
Saber me expressar é o que me seduz
Sedurzi-me-ei pelo olhar, porém.
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Ter todas as respostas
Não é o que desejo
Penoso é ter todas as perguntas
Redigir tantas interrogações
_________________
Sim, eu quero saber ouvir
Ouvir quem sabe
Compreender a sabedoria
De quem supera níveis elevados
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De fato, falarei até calar
Calarei quando morrer
Morrerei ao me calarem, então
Ouvirei o torpe som do saber...
_________________
... e questionarei o som.
_________________
(Filipe Malafaia Cerqueira, Aracaju, outubro de 2006)

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Ex-tudo

Nunca gostei de estudar. Nunca fui um aluno exemplar, nem em matérias que me agradavam. Até os professores mais legais enfrentavam minha apatia constante. Isso não era maldade, não era desleixo proposital, era apenas eu mesmo. Nunca fui de esconder-me sob máscaras de caráter. Acontece que de uns tempos para cá, tenho curtido muito o estudo. Quando falo estudo, não digo o hábito da leitura, pois este sempre cultivei com muito prazer; falo de estudar mesmo, debruçar-se sobre um livro de física a fim de tornar-se "fera", uma espécie de garoto sabe-tudo.
Na universidade, tenho me empenhado em tirar as melhores notas da minha vida, e, adivinha só: tem dado certo! Isso se deve à maravilhosa ausência de disciplinas que lidem com números, seres subterrâneos rastejantes, e coisas assim.
Quer saber? Estudar é legal, e pode ser até divertido!
E a vida continua...

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Tomando o suco da vida

Os últimos dias têm sido bastante atípicos para mim. Minha querida mãe sofreu um acidente: quebrou o pé. Diante deste fato, aconteceu uma reviravolta lá em casa, com a necessidade dos outros três membros restantes da família (minha irmã mais velha mora no Rio) se dividirem e realizarem as tarefas domésticas. A palavra certa é desdobramento, já que a gente teve que administrar nossas atividades diárias - trabalho, faculdade, namoro - de modo que houvesse tempo para cumprir com os afazeres domésticos.
Dentre os três, apenas meu pai é um exímio bombril: mil e uma utilidades. Ester, minha irmã, e eu, somos uma negação quando se trata de laborar no lar. Ou pelo menos, éramos. Agora nós estamos até nos acostumando a lavar a louça, varrer a casa, lavar o quintal, fazer comida, enfim, cuidar de tudo em casa. Com isso, eu percebi o quão é árdua a vida de uma dona-de-casa!
O pé quebrado da minha mãe me deu uma lição muito importante: a de que às vezes é preciso que algumas coisas grandes aconteçam para que nós demos valor às pequenas coisas. Aprendi também que se todo mundo fizer um pouco, ninguém fica sobrecarregado.
Na vida é assim: a gente tem que aprender com os acontecimentos ruins, afim de sugarmos o melhor de tudo. Porque não há nada nem ninguém inútil o bastante, que não tenha algo a nos ensinar.

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Nada como um pouco de poesia para relaxar...

Aí vai um poema que minha mãe, sempre muito inteligente e contestadora, escreveu há poucos dias:
Quem?
Quem vem de lá,
Quem vem de cá?
Quem é quem,
onde ser alguém
é o mesmo que
ser ninguém?
Mas quem eu sou,
se na terra onde eu estou,
nada sou,
sou ninguém?
Mesmo João
ou José,
sendo Maria
ou Josefa
Tenho um nome
Mas quem eu sou?
João Ninguém,
ou um Zé Mané?
Uma Maria desdentada,
Zefa pé de chulé?
Ser ou não ser
é mesmo a questão?
Ou ter ou não ter
Define a questão?
Quem vem de cá,
Quem vem de lá?
São os filhos da riqueza
de uma pátria mãe gentil?
São os filhos da pobreza
de uma pátria mãe hostil.
Cidadãos com nomes
homens e mulheres varonis?
São de todos os lugares
desconhecidos como alguém,
reconhecidos como ninguém.
Continuam como sempre,
um simples João ou Maria,
alguém que não é ninguém.
(Denise Malafaia Cerqueira, Tobias Barreto, 05/10/06)

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Munique

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Ainda estou um pouco abalado. As imagens, as palavras, as emoções levantadas pelo mais recente filme de Steven Spielberg, Munique, são simplesmente de quebrar o coração. Depois de meses de espera até o filme chegar em DVD (não tem cinema por aqui), finalmente eu pude conferir um dos melhores filmes do ano. Spielberg mostra que sabe muito bem equilibrar filmes-pipoca, os chamados blockbusters, com obras mais pessoais, mais intimistas, voltadas para o ser humano, permeadas de sensibilidade. Munique é assim, emocionante, eletrizante, envolvente.
A trama é inspirada em fatos reais, tendo como pontapé inicial o atentado terrorista à delegação israelense nos jogos olímpicos de 1972, na cidade de Munique, na Alemanha. Radicais árabes fizeram 11 atletas de refém, tentando inutilmente negociar a libertação de presos políticos palestinos. Com as negociações frustradas, os 11 atletas foram mortos brutalmente. O fato chocou o mundo, que tinha os olhos voltados para as Olimpíadas. O filme na verdade é sobre a perseguição perpetrada pelo Mossad, o serviço secreto israelense, para matar todos os 11 homens que planejaram o ataque. A equipe de 5 pessoas encarregada de executar a missão era liderada por Avner Kaufmann (Eric Bana, de Hulk), filho de um herói de guerra. A vingança de Israel custaria mais caro para Avner que para qualquer outro, já que ele teve que se desligar totalmente do Mossad, do governo de Israel, de sua família, de seu munndo. O filme coloca em primeiro plano, além da missão em si, a dor dos homens encarregados dela. É sobre a perda da alma. É sobre o nascimento de um medo irracional, do temor de estar sempre sendo perseguido. Spielberg não poupa o espectador, desfilando cenas de grande impacto, sem jamais conseguir ser piegas. Não é um filme fácil, mas certamente é recompensador.
Dicas para assistir o filme:
  • Preste atenção em Daniel Craig, o colega loiro de Avner. Ele é simplesmente o novo 007;
  • A equipe de Spielberg é a mesma de seu maior clássico, A Lista de Schindler;
  • o filme dura nada menos que 2h 44m. Mas vale a pena!

Bom filme!

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X-Men - O Confronto Final

Quem me conhece sabe: eu sou louco por cinema, quadrinhos, literatura e música, ou seja, tudo o que for cultura pop me interessa e toma meu tempo. Sendo assim, meus 4 queridos leitores devem se perguntar: "Por que ele nunca escreveu nada sobre cinema no blog?" Acontece que minha TV está quebrada, com um defeito que ninguém consegue detectar. O técnico emprestou lá para casa uma outra TV, só que com 14 polegadas e sem entrada para DVD. Isso mesmo, eu estou sem assistir um filme no DVD há cerca de 45 dias! Ou pelo menos estava, já que hoje finalmente quebrei meu jejum forçado.
Assisti esta manhã a X-Men - O confronto final (X-Men - The Last Stand), dirigido por Brett Ratner (o mesmo diretor da série A Hora do Rush, Um Homem de Família e Dragão Vermelho), com um elenco triplicado de personagens bacanas do universo dos quadrinhos. Ao unir duas das minha maiores paixões, eu fui à loucura, ao conferir o melhor de todos os filmes dos mutantes de Xavier. Personagens excelentes, uma trama enxuta mas eficiente, efeitos especiais de primeira, e muita, mas muita emoção! Esta é a maior das qualidades do filme; ao resolver conflitos iniciados com maestria nos dois primeiros episódios da série, Brett Ratner conferiu ao filme uma agilidade necessária a este último (?) capítulo da saga.
Algumas dicas legais para quem for assistir:
  • É preciso gostar de super-heróis e não se importar em ver pessoas voando, confrontos telepáticos, homens de metal, de gelo e de fogo. Pense: isso é entretenimento, e de primeira;
  • Logo no início do filme, o criador dos X-Men, do Homem-Aranha, Hulk, Quarteto Fantástico e muitos outros heróis Marvel, Stan Lee, aparece em uma ponta, regando o jardim no bairro onde mora a jovem Jean Grey;
  • Não desligue o DVD player durante os créditos finais. Avance até o fim dos créditos e veja uma cena fundamental para a conclusão do filme e para a possibilidade de um 4º capítulo.

Ditas estas coisas, divirta-se à beça!

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Lembrando do nada

Um tempo atrás li um artigo na revista Superinteressante que dizia que um terço do universo é constituído de absolutamente nada. Vou repetir: NADA. Não sei porque, mas este pensamento me veio hoje à mente. Se eu pensar no que é nada, reflito que é a ausência de qualquer coisa, que passa a ser a presença do vazio, do vácuo. Logo, não é NADA. É alguma coisa: a ausência de qualquer coisa que não o vácuo.

Ok, eu sei que parece complicado. Talvez seja porque É complicado... Mas não se preocupem, isso é perfeitamente normal, já que este post é só pra dizer que não tem NADA de interessante passando na minha cabeça neste exato momento...

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Puxando a sardinha...

Passado o debate do último domingo na Band, ficou o gostinho de empate. Ambos os candidatos desconversaram quando se sentiram acuados, lançaram na mesa algumas (não todas) cartas que tinham na manga, acusaram quando puderam, defenderam-se quando acusados. Mas no fim das contas, ficamos sem respostas importantes:
  1. Por que Lula parece tão nervoso quando diz que Alckmin está nervoso?
  2. Por que eu tinha sempre a impressão de que o Boechat (mediador do debate) estava a ponto de explodir em gargalhadas?
  3. Por que Alckmin ora assume a autoria tucana do Bolsa Família, ora repudia o Bolsa Família?
  4. Por que Lula não fala olhando para as câmeras, dessa forma olhando para seus eleitores?

Estas e outras perguntas permeiam minha mente. Talvez elas nunca tenham uma resposta. Ou sim... tremei!

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Auto-ajuda

Estabeleça metas. Mire alto. Nunca desista. Olhe para si mesmo. Descubra em quê você é bom. Prossiga. Lute pelos seus sonhos.

Chavões assim quase todo mundo já teve oportunidade de ler em algum livro de auto-ajuda. Quase todos eles trazem conselhos desse tipo, cada um do seu jeito peculiar, mas sempre dizendo as mesmas coisas, usando palavras diferentes (nem tão diferentes assim). Escrevo sobre isso porque já li vários livros do tipo "1001 maneiras de enriquecer", ou "Os 100 segredos das pessoas mais felizes", coisas assim; e nenhum deles me mostrou a coisa mais importante: o segredo da felicidade, o propósito da minha vida não está dentro de mim. Nunca vou descobrir o porquê de estar neste mundo olhando para mim mesmo. O sentido de viver começa e termina em Deus, afinal não podemos dizer a nós mesmos, criaturas, para quê fomos criados. Somente o próprio Criador pode. Ou o Manual de Instruções. Deus deixou-nos seu manual: a Palavra, a Bíblia. Através dela nós podemos encontrar o propósito de nossas vidas.
Pode-se encontrar de tudo na Bíblia, para todos os tipos de pessoa, contanto que busquemos tudo a partir da vontade de Deus para nós. Há pessoas que tentam usar Deus para seu benefício próprio, mas nós é que fomos criados para Deus, não vice-versa.
Somente nele pode-se achar o sentido de tudo, afinal, nada é por acaso. Deus não é um Deus de acasos. Tudo, absolutamente tudo tem um propósito determinado. Pense nisso.
(Inspirado no 1º capítulo do livro Uma Vida com Propósitos, de Rick Warren)

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Em cima da hora

No Brasil, as coisas são sempre assim: a gente sempre deixa as coisas para cima da hora, não importa a importância do assunto. Estou falando isso porque eu mesmo sou assim e isso já me causou transtornos enormes, brigas com a noiva, broncas dos pais, olhares tortos dos patrões. Mas por que afinal, a maior parte dos brasileiros sempre deixa tudo para fazer aos 48 do segundo tempo?
Amanhã tenho que enviar um projeto de patrocínio ao Banco do Nordeste e ainda nem imprimi o formulário. Espera aí, a coisa não é tão grave assim. Já imprimi e encadernei as 6 cópias do meu livro, já preenchi o formulário, já peguei as ilustrações do livro. Só falta imprimir o dito formulário! Pelo menos desta vez, não fiz o que devia tão apressadamente assim. Mas não é assim que a vida tem sido comigo. Escrevo isso talvez como sendo um desabafo, uma tentativa de exorcizar essa mania. Quem sabe a partir de hoje eu não mude (Deus abençoe o Blogger!)?
É, quem sabe Papai Noel exista...

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Brasília nunca mais será a mesma!!!

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Taí uma verdade difícil de encarar!!!

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A bela história de Cristovam

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Cristovam Buarque teve menos de 3% dos votos válidos, o que deveria colocá-lo na condição de um inexpressivo candidato. Mas é um vencedor.Venceu, inicialmente, porque foi o primeiro candidato presidencial em toda a história do Brasil a colocar a educação como a prioridade das prioridades. Durante toda a campanha, bateu na mesma tecla, apesar de saber que isso lhe faria parecer chato. Disse o que acreditava; e, diga-se, não é uma invenção de campanha, afinal ele sempre acreditou na educação como uma chave para o desenvolvimento nacional. Está na sua biografia ter sido um dos principais criadores de uma das melhores idéias sociais brasileiras, a bolsa-escola.

Venceu, também, porque ele está navegando em uma onda contemporânea, que, com a eleição, lhe deu visibilidade e o fez recuperar o desgaste de ter sido ministro de Lula, demitido por telefone. Numa campanha de poucas idéias, Cristovam se apresentou como defensor de um projeto não apenas viável mas indispensável para o país.

Com seus 3%, que significam cerca de 2,5 milhões de votos, ele apenas adiantou o que, mais cedo ou mais tarde, um presidente terá de fazer se quiser mesmo tirar o Brasil da indigência mental e da pobreza material. Ter idéias, e lutar, e ficar sozinho por elas talvez não renda votos. Mas dá uma bela história. Já é uma coisa neste país de gente com muitos votos, poucas idéias --e quase nenhuma história.

Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às terças-feiras.

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Parabéns, Heloísa!

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Hoje assisti a um pronunciamento da senadora Heloísa Helena, candidata a presidente. Foi emocionante constatar a sinceridade e humildade desta mulher, que conseguiu mostrar a todo o Brasil que é possível fazer uma campanha limpa, simples e digna. Em seu discurso esta tarde no Senado, a senadora declarou que sua campanha não teve dinheiro para gravar novos programas para a TV, disse que nas viagens pelo país não tinha motorista, apenas seus companheiros partidários, que dirigiam. Um dormia na casa do outro. Sinto-me honrado de ainda ter no Senado Federal alguém tão comprometido com a verdade, tão merecedor de todo crédito.

Nossa querida parlamentar agradeceu por todas as blusas brancas que lhe foram presenteadas, citou um a um os votos que teve em cada estado: foram mais de 6 milhões! E ainda afirmou algo que a gente já esperava, dada a sua luta pela integridade: não se aliará a nenhum dos dois candidatos neste segundo turno.

Escrevo este post para proclamar a todos os meus 4 leitores que nós, como brasileiros que somos, precisamos de mais exemplos como este. Precisamos de mais pessoas com coragem de falar a verdade, não importando as consequências. Gente honesta, trabalhadora, que valoriza cada centavo recebido das mãos do povo, que não tem nada a temer.

Parabéns, Heloísa! Você mostrou ao Brasil uma política que não conhecíamos, uma política que sonhávamos. É possível fazer do Brasil um lugar justo. Basta que cada um de nós façamos nossa parte. Heloísa tem feito a dela.

Leia mais sobre ela aqui.

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Sobre dizer o que se pensa

Ainda não encontrei jeito melhor de exercitar a mente do que expressando-se. Quem nunca diz aquilo que pensa não sabe argumentar, não organiza as idéias, não desenvolve pensamento crítico, logo é levado por qualquer um que tenha uma boa retórica (ou seja, a boa e velha lábia). É por isso que às vezes eu sou tido como chato, por dizer o que penso - nos momentos oportunos, vale a pena ressaltar -, por defender aquilo em acredito, seja no âmbito cultural, religioso, político ou pessoal.

É claro que a gente não está sempre certo. Na verdade, até erramos muito. Por causa disso, é bom que se pense bem antes de emitir qualquer opinião fora de hora, qualquer pensamento que pareça oportuno. Um bom exemplo disso é quando eu estou dando aula e de repente algum aluno incauto (olha eu opinando aí) solta uma pérola do tipo: "Pearl Harbor é o melhor filme que eu já vi em toda a minha vida!" Eu fico uma fera, mas sou obrigado a me conter, a não expressar minha opinião, já que este não é o objetivo de uma aula de inglês. Ou quando estou conversando com a avó de minha noiva e ela diz que vai votar em Lula porque ele é um homem honesto, verdadeiro; nestas horas, é preciso se conter. Nem sempre é a hora certa.

Quando vem o desejo imenso de falar o que penso, doa a quem doer, lembro da palavra de Jesus, em Mateus 15:11: "Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem."

Portanto, às vezes, é melhor calar do que falar. O problema é quando as pessoas levam isso até a morte, e nunca aprendem a argumentar, debater de forma saudável.
Viva o pensamento crítico!

E a vida continua...

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Segunda chance

Não, eu não sabia. Eu não fazia a menor idéia de que haveria um segundo turno para presidente. O que eu sabia era que havia a necessidade de uma prorrogação da decisão final do povo. Tornava-se imprescindível mais alguns dias. Foi o que aconteceu. O próprio presidente do PT, Ricardo Berzoini admitiu que foi um erro de Lula não ter comparecido ao debate da Globo (veja post anterior). Agora ele admite...

O fato é que, a partir de agora, a coisa complica para Lula, já que ele terá que buscar o apoio dos outros candidatos, os mesmos que o vilipendiaram, o acusaram, os que aproveitaram sua cadeira vazia para fazer o que talvez não fizessem tivesse ele comparecido ao debate.

Quanto a mim, fica mais difícil não admitir minha admiração pelo Alckmin. Não acho que ele seja o tal "picolé de chuchu" alardeado pela imprensa tão apegada aos apelidos. Se Alckmin é ou não o dito picolé, eu não sei. Mas ele aproveitou esse pseudônimo involuntário para brincar e puxar a sardinha para o lado dele: disse que o Brasil vai criar empregos "pra chuchu", que seu governo será um "chuchuzinho" (leia a notícia completa aqui).

Que seja. Como eu já disse, a vida continua. Sem Lula, ela será muito melhor.

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