
Dirigido por Roman Polanski, diretor oscarizado por O Pianista, esta versão em celulóide da obra clássica de Charles Dickens é um primor visual. Com uma direção de arte excepcional, o espectador parece viajar no tempo e descobrir uma Londres que não tem nada de romântica ou idílica. Suja, fétida e implacável com os fracos, a capital inglesa é mostrada em sua essência, com todos os problemas de uma metrópole do século XIX. É neste lugar que chega Oliver (o estreante Barney Clarke), um órfão sem sobrenome, tentando sobreviver. O menino, de apenas 10 anos, não tem perspectiva nenhuma. Não sabe ler, não possui a malandragem das ruas, portanto pode ser ludibriado por qualquer um. E é justamente o que faz um ladrão trambiqueiro chamado Fagin (Ben Kingsley, irreconhecível), que alicia meninos para roubarem coisas nas ruas e trazê-las para ele. Ao mostrar esta relação dúbia entre Oliver e Fagin, o filme dá a entender que o velho malandro tem seu coração tocado pela ingenuidade e pureza de Oliver, ao mesmo tempo o desprezando e o amando.
O filme é uma sucessão de tipos mau-caráter, dando a impressão que não havia quase ninguém de boa índole naquele tempo! Felizmente, a maldade não era regra, já que Oliver encontra o Sr. Brownlow, um homem bondoso que também é tocado pelo menino. Emocionante, tocante, Oliver Twist me deixou com um sorriso no canto da boca. Espero que deixe você também.
Dos filmes que você citou agora, só não vi Olga (por enquanto). Qto a Oliver Twist, não só vi como escrevi um post sobre o filme. O clássico de Dickens é muito bom! A propósito, comprei no sebo Uma história de Natal. abraços,