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Doce contradição...

Deu na net: a novela Rebelde será cancelada por baixa audiência. Até o folhetim da Record, Bicho do Mato, está dando mais audiência! Temos aí uma contradição. Por um lado, o grupinho de 23ª categoria RBD é um sucesso em sua passagem pelo Brasil, lotando estádios e coisa e tal, por outro, os fãs da novelinha não estão dando bola para a trama. Essa notícia muito me agrada, já que não aguentava mais todo esse frisson com uma coisa tão ruim quanto estes Rebeldes, ou qualquer outra coisa da TV que venha do México! Leia a notícia aqui.

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Sem Sorte - Ricardo Gondim

Atenção, senhores passageiros da nave terra, aqui lhes fala o comandante. Estamos nos aproximando perigosamente do abismo e não tenho como reverter nossa queda. Por favor, apertem os cintos e fechem os olhos. Rezem, e seja o que Deus quiser.O mundo ruma para seu aniquilamento. Breve chegará o "doomsday", o juízo final. Já se ouvem o galope dos cavalos apocalípticos, o rufar dos tambores do Armagedon e os ais das mães que amamentam. Os canários silenciaram e os corvos se multiplicaram.
Falta pouco para os prados se converterem em lixões e os mares em esgotos. Leões ficarão sem cordeiros para cumprirem antigas profecias de pastarem juntos; com as cobras extintas, meninos colocarão suas mãos em tocas sem nenhum perigo. Dante se popularizará; Kafka se sentirá vingado. Será fundada a Gotham City da Nova Era.
O que esperar de um mundo onde as guerras são normais e, milhares de anos depois, a paz uma aberração? O que esperar de um mundo onde porcos vivem melhor do que gente?
Não tem jeito. Enquanto houver preguiça intelectual na academia, preconceito racial na avenida e covardia moral nos palácios políticos, nenhum futuro chegará. Enquanto cientistas dependerem dos investimentos das transnacionais viciadas em lucro e militares continuarem encabrestados pela indústria bélica, a sorte do planeta estarácomprometida.
Não tem jeito. Enquanto religiosos permanecerem otimistas, cegos por suas certezas inoperantes, nãohaverá esperança. Enquanto homens e mulheres de boa vontade não sujarem seus pés de lama, arregaçaremas mangas e sairem das zonas de conforto para promoverem a justiça, não haverá futuro.
Não tem jeito. Enquanto não se alastrar a percepção de que imoralidade significa conspirar contra a vida sem se restringir ao moralismo sexual, não há como acreditar em dias melhores.
Não tem jeito. Equanto Mamom continuar idolatrado e a alma de homens e mulheres comercializada naBabilônia, não se pode antecipar a paz.
Pela estultícia de muitos não se falará em fé; pela arrogância de muitos, não restará pedra sobre pedra; pela inclemência de muitos, o amor esfriará.
Quem sabe um chute na boca do estômago possa gerar uma vontade estúpida de reverter o prognóstico ruim? Espero que sim.
Soli Deo Gloria.

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Borat é o cara!

Me deparei com um personagem que é a coisa mais engraçada dos últimos tempos. E essa opinião não é só minha, já que o filme dele é o campeão de bilheteria nas últimas duas semanas nos EUA. Seu nome é Borat. O repórter mais desastradamente genial que já existiu! Vindo diretamente do Cazaquistão, Borat é um jornalista que chega aos "Estados Unidos & América" para aprender mais sobre a cultura americana e levar tudo o que encontrar de bom para sua "gloriosa" nação. Uma verdadeira crítica ao modo de vida americano e muçulmano ao mesmo tempo, Borat é genial! Quem quiser (e entender um pouco de inglês), basta clicar aqui para assistir à entrevista dele no David Letterman: hilário é pouco para definir este momento único da internet! Borat, definitivamente, é o cara!

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Capote

Marcadores:

Em 14 de novembro de 1959, dois homens à procura de dinheiro invadem a casa da família Clutter, no estado do Kansas e matam a todos, em um total de quatro pessoas mortas cruelmente. O fato ganha repercussão nacional, chamando a atenção do escritor de sucesso pelo livro Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's), Truman Capote. Imediatamente, Capote percebe que ali está uma boa história para uma reportagem da revista New Yorker, onde é colaborador. Quando se depara com um desastre muito maior do que apenas mais um assassinato, ele decide que fará desta história seu próximo livro. Junto de sua assistente e confidente Nelle Harper-Lee (que posteriormente escreveria o clássico O Sol é Para Todos), Capote inicia uma jornada de investigações e entrevistas que incluem pessoas da pequena cidade, policiais, amigos das vítimas e até uma amizade improvável com um dos assassinos, Perry Smith. A jornada duraria cinco anos, até a execução dos criminosos.
É este trecho da vida de Truman Capote que é abordado no filme Capote, do diretor estreante Bennet Miller, tendo Phillip Seymour Hoffman no papel principal. Hoffman toma o controle do filme inteiro, ao conseguir reproduzir todos os trejeitos do autor homossexual assumido. Cada vez que ele anda, fala, ri, e mesmo quando encosta as mãos no rosto, pensamos estar vendo o próprio Capote, em sua difícil empreitada para inaugurar o gênero literário "romance de não-ficção", batizado por ele mesmo. O livro em questão seria seu maior clássico, A Sangue Frio (In Cold Blood). Maior e último. Nunca mais ele voltaria a escrever, tamanho foi seu esgotamento físico e mental diante de tão exaustiva tarefa. O filme é imperdível. Em cada fotograma se justifica o Oscar ganho por Phillip Seymour Hoffman este ano. Da mesma maneira, em cada fotograma tem-se a nítida impressão de estar vendo o próximo grande ator de Hollywood.
O verdadeiro Truman Capote

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Oliver Twist

Não foi um fim de semana fácil. Em três dias, todos os filmes que assisti me fizeram chorar, me revoltar, me envolver, e sair abalado. Dentre os filmes enfrentados, estão Irmão Urso, Olga, O Óleo de Lorenzo e este Oliver Twist.
Dirigido por Roman Polanski, diretor oscarizado por O Pianista, esta versão em celulóide da obra clássica de Charles Dickens é um primor visual. Com uma direção de arte excepcional, o espectador parece viajar no tempo e descobrir uma Londres que não tem nada de romântica ou idílica. Suja, fétida e implacável com os fracos, a capital inglesa é mostrada em sua essência, com todos os problemas de uma metrópole do século XIX. É neste lugar que chega Oliver (o estreante Barney Clarke), um órfão sem sobrenome, tentando sobreviver. O menino, de apenas 10 anos, não tem perspectiva nenhuma. Não sabe ler, não possui a malandragem das ruas, portanto pode ser ludibriado por qualquer um. E é justamente o que faz um ladrão trambiqueiro chamado Fagin (Ben Kingsley, irreconhecível), que alicia meninos para roubarem coisas nas ruas e trazê-las para ele. Ao mostrar esta relação dúbia entre Oliver e Fagin, o filme dá a entender que o velho malandro tem seu coração tocado pela ingenuidade e pureza de Oliver, ao mesmo tempo o desprezando e o amando.
O filme é uma sucessão de tipos mau-caráter, dando a impressão que não havia quase ninguém de boa índole naquele tempo! Felizmente, a maldade não era regra, já que Oliver encontra o Sr. Brownlow, um homem bondoso que também é tocado pelo menino. Emocionante, tocante, Oliver Twist me deixou com um sorriso no canto da boca. Espero que deixe você também.

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Dia dos Vivos

Nunca entendi bem o porque de certos feriados (a maioria deles), mas definitivamente o mais estranho deles é 02 de novembro, Dia de Finados. Se a gente pensar do ponto de vista comercial, arrumaram um jeito de lucrar até com os que já partiram dessa (se para melhor ou para pior, depende), basta constatar quantas flores são vendidas nesse dia; pelo ponto de vista emocional, não faz o menor sentido, já que cada pessoa morreu em um dia diferente, daí ser desnecessário criar um único dia para "celebrá-los". Então, alguém pode me dizer por que perdemos tanto tempo com feriados inúteis?
Tenho uma certeza: como somos um país colonizado por portugueses católicos hipócritas, a maioria dos nossos feriados são fruto dessa invasão. E se a gente parar para pensar, são poucos os feriados realmente brasileiros. E se pensarmos um pouquinho mais, feriados não passam de uma desculpa para tirar um dia de folga e fazer inveja àqueles pobres coitados que têm que labutar em pleno descanso geral do resto do país.
De qualquer maneira, vale a pena refletirmos um pouco sobre a razão intrínseca que nos faz querer sempre mais e mais feriados, visto que criamos novos deles a cada ano. O que são os "feriadões" se não criações coletivas anuais? Será que realmente não gostamos de trabalhar? Ou será que compreendemos a necessidade de parar, relaxar, ler um livro, fazer amor, assistir um bom filme, ou simplesmente não fazer nada?
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Feriado após feriado, a vida continua...

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Mas afinal, onde eu quero chegar?

Meu casamento está às portas. Só falta dois meses! Quando eu olho para trás, vejo tudo pelo que passei até chegar aqui, e percebo que ainda não realizei 10% do que desejo, do que sonho minha vida toda. E isso é bom! Afinal, não tem a menor graça chegar aos 26 anos tendo realizado todos os sonhos. Sim, porque sonhos se esgotam, e muitas vezes são difíceis de recuperar. Alcançá-los antes dos 30 anos, sei lá, deixa a vida sem graça. Tem fascínio a luta pela realização dos anseios.
Mas onde, afinal, eu quero chegar? Quero dizer que, aproximando-se meu casamento com a mulher da minha vida, começo a ver que a vida está começando agora. Digo, uma nova fase, algo totalmente diferente de tudo o que já vivi. A vida é uma sucessão de acontecimentos novos, novas sensações, rotinas novas a cada dia (se é que isso é possível). É essa vida que eu quero experimentar, e tenho plena consciência de que posso vivê-la casado com a pessoa que amo. É claro que não será "uma cama de rosas", como diria Bon Jovi, mas sei que viver é isso: passar por frustrações e ver tudo sendo amenizado por um sorriso, por um toque, por um verso. Seria insossa a vida sem problemas, sem preocupações, uma vez que tudo isso acrescenta, ensina.
Mas afinal, onde eu quero chegar?
E a vida continua...

4

Domingo

Já tem algum tempo que eu não falo de política. E vou continuar não falando. É que acabei de lembrar que domingo é dia de eleição (de novo!). Já sei que meu candidato vai perder, mas não é sobre isso que eu quero falar. Sei que o povo está fingindo não ver a ladroagem desenbestada que se instalou no governo, mas não quero comentar isso também. O que me deixa besta é ver nossa floresta amazônica sendo dividida e vendida aos pedaços para ser explorada por estrangeiros, com a bênção do Lula, mas também não tenho nada a falar a esse respeito. É que para mim é complicado assistir na tevê o Lula confessar que errou, que roubou, mas fez; não, não é sobre este lamentável episódio que falo neste post. Quero falar que domingo é dia de eleição, que tem fila para votar, que tem contagem de votos, que tem Lula ganhando, que tem o povo perdendo (mas achando que está com a bola toda), que tem eu continuando com minha vida, lutando, arriscando, perdendo, vencendo, enfim: vivendo!

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Machado, Mozart e eu

Na última semana, meu pai adquiriu para nosso colégio uma coleção de 20 livros clássicos da literatura portuguesa e brasileira. A seleção inclue obras de Lima Barreto, Manuel Antônio de Almeida, Castro Alves e... Machado de Assis! Como agora não tenho mais desculpas para não ler os clássicos - não que eu nunca tenha lido, mas ultimamente vinha me interessando mais pelos escritores ditos "pop" -, decidi começar minha jornada pelo CARA: Machado de Assis, é claro. De Assis, a coleção tem três livros. Escolhi o único que ainda não lera, Contos Fluminenses, uma coletânea de histórias recheadas de personagens urbanos, cuja única ligação é o fato de as histórias se passarem no Rio de Janeiro do século XIX.
Ao começar, minha primeira impressão foi que as produções televisivas ditas "épicas", nada têm de épicas, uma vez que seus autores parecem nunca terem lido uma só obra escrita naquele tempo, tamanha a diferença de hábitos retratados nos livros em relação aos vistos nas novelas "de época". Conforme a leitura ia avançando eu me deliciava com personagens extremamentes sinceros, ao menos para o leitor. Tipos como Luís Soares, do conto homônimo, que fazem de tudo para manter seu padrão de vida ligado à elite fluminense, até casar-se apenas por dinheiro. Machado manipula o leitor de tal forma, que a gente não sabe se torce pelo canalha ou se deseja-lhe um triste fim. É genial!
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Quando fui ler o livro, coloquei no meu player um CD que havia acabado de comprar, com músicas de Mozart. Agora imagina: ler uma obra de Machado de Assis escutando a Serenata Noturna de Mozart! Puro deleite cultural!
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E a vida continua...

5

Fala. E cala.

Quero saber o que dizer
Quando bastar dizer
Quero falar com o calar
Para calar o muito falar
________________
O discurso vazio aborrece,
o completo entedia
Saber me expressar é o que me seduz
Sedurzi-me-ei pelo olhar, porém.
_________________
Ter todas as respostas
Não é o que desejo
Penoso é ter todas as perguntas
Redigir tantas interrogações
_________________
Sim, eu quero saber ouvir
Ouvir quem sabe
Compreender a sabedoria
De quem supera níveis elevados
_________________
De fato, falarei até calar
Calarei quando morrer
Morrerei ao me calarem, então
Ouvirei o torpe som do saber...
_________________
... e questionarei o som.
_________________
(Filipe Malafaia Cerqueira, Aracaju, outubro de 2006)

3

Ex-tudo

Nunca gostei de estudar. Nunca fui um aluno exemplar, nem em matérias que me agradavam. Até os professores mais legais enfrentavam minha apatia constante. Isso não era maldade, não era desleixo proposital, era apenas eu mesmo. Nunca fui de esconder-me sob máscaras de caráter. Acontece que de uns tempos para cá, tenho curtido muito o estudo. Quando falo estudo, não digo o hábito da leitura, pois este sempre cultivei com muito prazer; falo de estudar mesmo, debruçar-se sobre um livro de física a fim de tornar-se "fera", uma espécie de garoto sabe-tudo.
Na universidade, tenho me empenhado em tirar as melhores notas da minha vida, e, adivinha só: tem dado certo! Isso se deve à maravilhosa ausência de disciplinas que lidem com números, seres subterrâneos rastejantes, e coisas assim.
Quer saber? Estudar é legal, e pode ser até divertido!
E a vida continua...

5

Tomando o suco da vida

Os últimos dias têm sido bastante atípicos para mim. Minha querida mãe sofreu um acidente: quebrou o pé. Diante deste fato, aconteceu uma reviravolta lá em casa, com a necessidade dos outros três membros restantes da família (minha irmã mais velha mora no Rio) se dividirem e realizarem as tarefas domésticas. A palavra certa é desdobramento, já que a gente teve que administrar nossas atividades diárias - trabalho, faculdade, namoro - de modo que houvesse tempo para cumprir com os afazeres domésticos.
Dentre os três, apenas meu pai é um exímio bombril: mil e uma utilidades. Ester, minha irmã, e eu, somos uma negação quando se trata de laborar no lar. Ou pelo menos, éramos. Agora nós estamos até nos acostumando a lavar a louça, varrer a casa, lavar o quintal, fazer comida, enfim, cuidar de tudo em casa. Com isso, eu percebi o quão é árdua a vida de uma dona-de-casa!
O pé quebrado da minha mãe me deu uma lição muito importante: a de que às vezes é preciso que algumas coisas grandes aconteçam para que nós demos valor às pequenas coisas. Aprendi também que se todo mundo fizer um pouco, ninguém fica sobrecarregado.
Na vida é assim: a gente tem que aprender com os acontecimentos ruins, afim de sugarmos o melhor de tudo. Porque não há nada nem ninguém inútil o bastante, que não tenha algo a nos ensinar.

3

Nada como um pouco de poesia para relaxar...

Aí vai um poema que minha mãe, sempre muito inteligente e contestadora, escreveu há poucos dias:
Quem?
Quem vem de lá,
Quem vem de cá?
Quem é quem,
onde ser alguém
é o mesmo que
ser ninguém?
Mas quem eu sou,
se na terra onde eu estou,
nada sou,
sou ninguém?
Mesmo João
ou José,
sendo Maria
ou Josefa
Tenho um nome
Mas quem eu sou?
João Ninguém,
ou um Zé Mané?
Uma Maria desdentada,
Zefa pé de chulé?
Ser ou não ser
é mesmo a questão?
Ou ter ou não ter
Define a questão?
Quem vem de cá,
Quem vem de lá?
São os filhos da riqueza
de uma pátria mãe gentil?
São os filhos da pobreza
de uma pátria mãe hostil.
Cidadãos com nomes
homens e mulheres varonis?
São de todos os lugares
desconhecidos como alguém,
reconhecidos como ninguém.
Continuam como sempre,
um simples João ou Maria,
alguém que não é ninguém.
(Denise Malafaia Cerqueira, Tobias Barreto, 05/10/06)

2

Munique

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Ainda estou um pouco abalado. As imagens, as palavras, as emoções levantadas pelo mais recente filme de Steven Spielberg, Munique, são simplesmente de quebrar o coração. Depois de meses de espera até o filme chegar em DVD (não tem cinema por aqui), finalmente eu pude conferir um dos melhores filmes do ano. Spielberg mostra que sabe muito bem equilibrar filmes-pipoca, os chamados blockbusters, com obras mais pessoais, mais intimistas, voltadas para o ser humano, permeadas de sensibilidade. Munique é assim, emocionante, eletrizante, envolvente.
A trama é inspirada em fatos reais, tendo como pontapé inicial o atentado terrorista à delegação israelense nos jogos olímpicos de 1972, na cidade de Munique, na Alemanha. Radicais árabes fizeram 11 atletas de refém, tentando inutilmente negociar a libertação de presos políticos palestinos. Com as negociações frustradas, os 11 atletas foram mortos brutalmente. O fato chocou o mundo, que tinha os olhos voltados para as Olimpíadas. O filme na verdade é sobre a perseguição perpetrada pelo Mossad, o serviço secreto israelense, para matar todos os 11 homens que planejaram o ataque. A equipe de 5 pessoas encarregada de executar a missão era liderada por Avner Kaufmann (Eric Bana, de Hulk), filho de um herói de guerra. A vingança de Israel custaria mais caro para Avner que para qualquer outro, já que ele teve que se desligar totalmente do Mossad, do governo de Israel, de sua família, de seu munndo. O filme coloca em primeiro plano, além da missão em si, a dor dos homens encarregados dela. É sobre a perda da alma. É sobre o nascimento de um medo irracional, do temor de estar sempre sendo perseguido. Spielberg não poupa o espectador, desfilando cenas de grande impacto, sem jamais conseguir ser piegas. Não é um filme fácil, mas certamente é recompensador.
Dicas para assistir o filme:
  • Preste atenção em Daniel Craig, o colega loiro de Avner. Ele é simplesmente o novo 007;
  • A equipe de Spielberg é a mesma de seu maior clássico, A Lista de Schindler;
  • o filme dura nada menos que 2h 44m. Mas vale a pena!

Bom filme!

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X-Men - O Confronto Final

Quem me conhece sabe: eu sou louco por cinema, quadrinhos, literatura e música, ou seja, tudo o que for cultura pop me interessa e toma meu tempo. Sendo assim, meus 4 queridos leitores devem se perguntar: "Por que ele nunca escreveu nada sobre cinema no blog?" Acontece que minha TV está quebrada, com um defeito que ninguém consegue detectar. O técnico emprestou lá para casa uma outra TV, só que com 14 polegadas e sem entrada para DVD. Isso mesmo, eu estou sem assistir um filme no DVD há cerca de 45 dias! Ou pelo menos estava, já que hoje finalmente quebrei meu jejum forçado.
Assisti esta manhã a X-Men - O confronto final (X-Men - The Last Stand), dirigido por Brett Ratner (o mesmo diretor da série A Hora do Rush, Um Homem de Família e Dragão Vermelho), com um elenco triplicado de personagens bacanas do universo dos quadrinhos. Ao unir duas das minha maiores paixões, eu fui à loucura, ao conferir o melhor de todos os filmes dos mutantes de Xavier. Personagens excelentes, uma trama enxuta mas eficiente, efeitos especiais de primeira, e muita, mas muita emoção! Esta é a maior das qualidades do filme; ao resolver conflitos iniciados com maestria nos dois primeiros episódios da série, Brett Ratner conferiu ao filme uma agilidade necessária a este último (?) capítulo da saga.
Algumas dicas legais para quem for assistir:
  • É preciso gostar de super-heróis e não se importar em ver pessoas voando, confrontos telepáticos, homens de metal, de gelo e de fogo. Pense: isso é entretenimento, e de primeira;
  • Logo no início do filme, o criador dos X-Men, do Homem-Aranha, Hulk, Quarteto Fantástico e muitos outros heróis Marvel, Stan Lee, aparece em uma ponta, regando o jardim no bairro onde mora a jovem Jean Grey;
  • Não desligue o DVD player durante os créditos finais. Avance até o fim dos créditos e veja uma cena fundamental para a conclusão do filme e para a possibilidade de um 4º capítulo.

Ditas estas coisas, divirta-se à beça!

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Lembrando do nada

Um tempo atrás li um artigo na revista Superinteressante que dizia que um terço do universo é constituído de absolutamente nada. Vou repetir: NADA. Não sei porque, mas este pensamento me veio hoje à mente. Se eu pensar no que é nada, reflito que é a ausência de qualquer coisa, que passa a ser a presença do vazio, do vácuo. Logo, não é NADA. É alguma coisa: a ausência de qualquer coisa que não o vácuo.

Ok, eu sei que parece complicado. Talvez seja porque É complicado... Mas não se preocupem, isso é perfeitamente normal, já que este post é só pra dizer que não tem NADA de interessante passando na minha cabeça neste exato momento...

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Puxando a sardinha...

Passado o debate do último domingo na Band, ficou o gostinho de empate. Ambos os candidatos desconversaram quando se sentiram acuados, lançaram na mesa algumas (não todas) cartas que tinham na manga, acusaram quando puderam, defenderam-se quando acusados. Mas no fim das contas, ficamos sem respostas importantes:
  1. Por que Lula parece tão nervoso quando diz que Alckmin está nervoso?
  2. Por que eu tinha sempre a impressão de que o Boechat (mediador do debate) estava a ponto de explodir em gargalhadas?
  3. Por que Alckmin ora assume a autoria tucana do Bolsa Família, ora repudia o Bolsa Família?
  4. Por que Lula não fala olhando para as câmeras, dessa forma olhando para seus eleitores?

Estas e outras perguntas permeiam minha mente. Talvez elas nunca tenham uma resposta. Ou sim... tremei!

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Auto-ajuda

Estabeleça metas. Mire alto. Nunca desista. Olhe para si mesmo. Descubra em quê você é bom. Prossiga. Lute pelos seus sonhos.

Chavões assim quase todo mundo já teve oportunidade de ler em algum livro de auto-ajuda. Quase todos eles trazem conselhos desse tipo, cada um do seu jeito peculiar, mas sempre dizendo as mesmas coisas, usando palavras diferentes (nem tão diferentes assim). Escrevo sobre isso porque já li vários livros do tipo "1001 maneiras de enriquecer", ou "Os 100 segredos das pessoas mais felizes", coisas assim; e nenhum deles me mostrou a coisa mais importante: o segredo da felicidade, o propósito da minha vida não está dentro de mim. Nunca vou descobrir o porquê de estar neste mundo olhando para mim mesmo. O sentido de viver começa e termina em Deus, afinal não podemos dizer a nós mesmos, criaturas, para quê fomos criados. Somente o próprio Criador pode. Ou o Manual de Instruções. Deus deixou-nos seu manual: a Palavra, a Bíblia. Através dela nós podemos encontrar o propósito de nossas vidas.
Pode-se encontrar de tudo na Bíblia, para todos os tipos de pessoa, contanto que busquemos tudo a partir da vontade de Deus para nós. Há pessoas que tentam usar Deus para seu benefício próprio, mas nós é que fomos criados para Deus, não vice-versa.
Somente nele pode-se achar o sentido de tudo, afinal, nada é por acaso. Deus não é um Deus de acasos. Tudo, absolutamente tudo tem um propósito determinado. Pense nisso.
(Inspirado no 1º capítulo do livro Uma Vida com Propósitos, de Rick Warren)

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Em cima da hora

No Brasil, as coisas são sempre assim: a gente sempre deixa as coisas para cima da hora, não importa a importância do assunto. Estou falando isso porque eu mesmo sou assim e isso já me causou transtornos enormes, brigas com a noiva, broncas dos pais, olhares tortos dos patrões. Mas por que afinal, a maior parte dos brasileiros sempre deixa tudo para fazer aos 48 do segundo tempo?
Amanhã tenho que enviar um projeto de patrocínio ao Banco do Nordeste e ainda nem imprimi o formulário. Espera aí, a coisa não é tão grave assim. Já imprimi e encadernei as 6 cópias do meu livro, já preenchi o formulário, já peguei as ilustrações do livro. Só falta imprimir o dito formulário! Pelo menos desta vez, não fiz o que devia tão apressadamente assim. Mas não é assim que a vida tem sido comigo. Escrevo isso talvez como sendo um desabafo, uma tentativa de exorcizar essa mania. Quem sabe a partir de hoje eu não mude (Deus abençoe o Blogger!)?
É, quem sabe Papai Noel exista...

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Brasília nunca mais será a mesma!!!

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Taí uma verdade difícil de encarar!!!

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