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Os Sete Samurais
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Cinema,
Clássico,
drama,
resenha
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Filipe Malafaia Cerqueira
08 setembro 2008
Com esta triste constatação, encerra-se a projeção de 3 horas e 27 minutos de Os Sete Samurais, um dos maiores filmes de todos os tempos, obra-prima de Akira Kurosawa. Assistir a este filme não é trabalho dos mais fáceis para aqueles hipnotizados pelas produções modernas, repletas de efeitos especiais de última geração, porém vazias de roteiro, com diálogos frouxos e pré-fabricados por executivos engravatados que nada entendem de cinema como arte. Arte feita para as massas, é verdade, mas jamais uma arte tola e que subestima seu público.
Como mestre do cinema, Kurosawa conhecia o segredo para um bom filme: tem que ser uma história agradável e fácil de entender. Simples assim. Nada dos maneirismos ou manobras bestas disfarçadas de "inteligentes reviravoltas" que povoam a cinematografia do século XXI (com poucas e honrosas exceções), apenas histórias contadas de modo eficiente, que cativem a quem as assista.
No filme de 1954, um samurai decadente e velho, que só conheceu derrotas, é contratado pelos moradores de uma pobre aldeia de lavradores, que estão na expectativa de um ataque a qualquer momento por 40 perigosos bandidos. Em recompensa, o samurai só terá três refeições diárias. Como sozinho ele sabe que não conseguirá, decide arregimentar mais 6 samurais mortos de fome para juntos treinarem a população do vilarejo afim de defenderem a aldeia.
É assim, com essa história simples, que Kurosawa nos apresenta os 7 samurais, com personalidades distintas, além de alguns lavradores que se destacam no elenco. Durante todo o filme acompanhamos o treinamento dos habitantes, a angústia do samurai Keykichuo (interpretado com maestria por Toshirô Mifune) em começar logo a batalha e pelo menos duas grandes cenas de ação: o ataque surpresa à fortaleza dos bandidos, e a batalha final, grandiosa e bem orquestrada, sob uma chuva torrencial, onde algumas tragédias acontecerão.
Os Sete Samurais é uma obra duradoura e com uma emoção raras vezes vista em outras produções, realizadas no Japão ou em qualquer outro lugar do mundo, incluindo Hollywood, é claro.
Como mestre do cinema, Kurosawa conhecia o segredo para um bom filme: tem que ser uma história agradável e fácil de entender. Simples assim. Nada dos maneirismos ou manobras bestas disfarçadas de "inteligentes reviravoltas" que povoam a cinematografia do século XXI (com poucas e honrosas exceções), apenas histórias contadas de modo eficiente, que cativem a quem as assista.
No filme de 1954, um samurai decadente e velho, que só conheceu derrotas, é contratado pelos moradores de uma pobre aldeia de lavradores, que estão na expectativa de um ataque a qualquer momento por 40 perigosos bandidos. Em recompensa, o samurai só terá três refeições diárias. Como sozinho ele sabe que não conseguirá, decide arregimentar mais 6 samurais mortos de fome para juntos treinarem a população do vilarejo afim de defenderem a aldeia.
É assim, com essa história simples, que Kurosawa nos apresenta os 7 samurais, com personalidades distintas, além de alguns lavradores que se destacam no elenco. Durante todo o filme acompanhamos o treinamento dos habitantes, a angústia do samurai Keykichuo (interpretado com maestria por Toshirô Mifune) em começar logo a batalha e pelo menos duas grandes cenas de ação: o ataque surpresa à fortaleza dos bandidos, e a batalha final, grandiosa e bem orquestrada, sob uma chuva torrencial, onde algumas tragédias acontecerão.
Os Sete Samurais é uma obra duradoura e com uma emoção raras vezes vista em outras produções, realizadas no Japão ou em qualquer outro lugar do mundo, incluindo Hollywood, é claro.
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Jenna, a personagem central de Garçonete, tem uma vida triste. Um marido horrível, um chefe mal humorado, sonhos não realizados. E para completar, ela acaba de descobrir que está grávida do tal marido horrendo, alguém tão ridículo quanto perigoso. É nesse momento que encontramos nossa heroína, uma das mulheres mais próximas do real (se é que isso é possível) que o cinema americano já produziu; e o melhor: Jenna não é o único personagem fascinante nessa história. No filme de Adrienne Shelly, que também atua como uma das amigas de Jenna, os personagens adoráveis - e detestáveis - se acumulam.
Garçonete
Jenna, a personagem central de Garçonete, tem uma vida triste. Um marido horrível, um chefe mal humorado, sonhos não realizados. E para completar, ela acaba de descobrir que está grávida do tal marido horrendo, alguém tão ridículo quanto perigoso. É nesse momento que encontramos nossa heroína, uma das mulheres mais próximas do real (se é que isso é possível) que o cinema americano já produziu; e o melhor: Jenna não é o único personagem fascinante nessa história. No filme de Adrienne Shelly, que também atua como uma das amigas de Jenna, os personagens adoráveis - e detestáveis - se acumulam.A trama vai se desenrolando e nós espectadores nos sentimos envolvidos na vida da protagonista de maneira que as lágrimas dificilmente deixarão de cair (ou a imensa vontade de que elas caiam), pois emoção Garçonete tem de sobra. Isso tudo sem nunca cair em pieguice hollywoodiana desnecessária. A atriz Keri Russel (da série Felicity) parece não perceber o peso de liderar um elenco em cinema pela primeira vez, tamanha a leveza que imprime em cada fotograma. Mesmo em cenas mais tensas percebemos uma fluidez digna das grandes divas da sétima arte.
Primeiro filme da diretora, roteirista e atriz Adrienne Shelly, este acabou sendo também sua última obra, pois Shelly foi assassinada semanas antes do filme sequer ser lançado. Triste saber que tanto talento contido nunca poderá ser compartilhado conosco, um público ansioso por bons filmes de verdade.
Fica, porém, a mensagem que a diretora queria passar: a felicidade se encontra em coisas pequenas, detalhes que falam muito mais alto no fim das contas que dinheiro e sexo. Felicidade não é errar nas escolhas. Mas é, com certeza, poder começar tudo de novo.
Primeiro filme da diretora, roteirista e atriz Adrienne Shelly, este acabou sendo também sua última obra, pois Shelly foi assassinada semanas antes do filme sequer ser lançado. Triste saber que tanto talento contido nunca poderá ser compartilhado conosco, um público ansioso por bons filmes de verdade.
Fica, porém, a mensagem que a diretora queria passar: a felicidade se encontra em coisas pequenas, detalhes que falam muito mais alto no fim das contas que dinheiro e sexo. Felicidade não é errar nas escolhas. Mas é, com certeza, poder começar tudo de novo.
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Ano passado um fenômeno tomou conta do país inteiro, influenciando comportamento, programas de TV e até o jeito de falar. Estou falando de Tropa de Elite, de José Padilha. Trata-se do primeiro filme a sofrer com a pirataria de maneira astronômica, pois antes mesmo de ser lançado nos cinemas já era um sucesso nas bancas de camelôs Brasil afora. Estima-se que 11 milhões de pessoas tenham assistido ao filme sem nunca ter pisado em uma sala de cinema. OK, Filipe, mas por que você está começando um texto sobre Meu Nome Não é Johnny, filme com Selton Mello (o Johnny Depp brasileiro), falando sobre Tropa de Elite? E a resposta é: estou querendo estabelecer uma comparação aqui entre os dois filmes. Sim, eu sei que são obras distintas, embora tenham elementos em comum. Acontece que Johnny é um filme superior em muitas coisas ao fenômeno popular jamais visto no Brasil. Primeiramente, a obra de Mauro Lima suscita emoções que Tropa sequer arranha em conseguir.
Meu nome não é Johnny
Ano passado um fenômeno tomou conta do país inteiro, influenciando comportamento, programas de TV e até o jeito de falar. Estou falando de Tropa de Elite, de José Padilha. Trata-se do primeiro filme a sofrer com a pirataria de maneira astronômica, pois antes mesmo de ser lançado nos cinemas já era um sucesso nas bancas de camelôs Brasil afora. Estima-se que 11 milhões de pessoas tenham assistido ao filme sem nunca ter pisado em uma sala de cinema. OK, Filipe, mas por que você está começando um texto sobre Meu Nome Não é Johnny, filme com Selton Mello (o Johnny Depp brasileiro), falando sobre Tropa de Elite? E a resposta é: estou querendo estabelecer uma comparação aqui entre os dois filmes. Sim, eu sei que são obras distintas, embora tenham elementos em comum. Acontece que Johnny é um filme superior em muitas coisas ao fenômeno popular jamais visto no Brasil. Primeiramente, a obra de Mauro Lima suscita emoções que Tropa sequer arranha em conseguir.Sei que essa não era a intenção de Tropa. O que José Padilha queria era chocar, mostrar uma realidade crua de uma sociedade contaminada por um sistema corrupto do qual todos nós fazemos parte. E nisso o filme é magistral. Não estou aqui para desmerecer um filme tão adorado (e vencedor em Berlim)!
Mas vejo em Meu Nome Não é Johnny muito mais para a vida dessa mesma sociedade retratada em Tropa. Demonstrações práticas de otimismo, sem apelar para vazias lições de moral, típicas dos filmes da Disney. O filme é realmente emocionante, sem pieguismo, nem soluções falsas. É verdadeiro, sincero e bonito.
Claro que Tropa de Elite tem outras lições. Então quer saber? Vamos parar de comparar! Assista os dois, mas assista Meu Nome Não é Johnny mais vezes. E quem sabe até rola uma lágrima inesperada.
Mas vejo em Meu Nome Não é Johnny muito mais para a vida dessa mesma sociedade retratada em Tropa. Demonstrações práticas de otimismo, sem apelar para vazias lições de moral, típicas dos filmes da Disney. O filme é realmente emocionante, sem pieguismo, nem soluções falsas. É verdadeiro, sincero e bonito.
Claro que Tropa de Elite tem outras lições. Então quer saber? Vamos parar de comparar! Assista os dois, mas assista Meu Nome Não é Johnny mais vezes. E quem sabe até rola uma lágrima inesperada.
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Como subgênero originado dos filmes de terror, os filmes de monstro são considerados por muitos como exemplos bobos surgidos na arte cinematográfica. De fato, a maioria desses filmes são obras B, grande parte realizada com orçamento mínimo e - o que é pior - sem a menor criatividade de seus realizadores.
Cloverfield - Monstro
Como subgênero originado dos filmes de terror, os filmes de monstro são considerados por muitos como exemplos bobos surgidos na arte cinematográfica. De fato, a maioria desses filmes são obras B, grande parte realizada com orçamento mínimo e - o que é pior - sem a menor criatividade de seus realizadores.Ultimamente, entretanto, o cinema mundial tem brindado os fãs com excelentes obras do gênero. Um bom exemplo é o recente O Hospedeiro, filme sul-coreano de ótima repercussão mundo afora, que traz um bagre anabolizado aterrorizando a cidade de Seul, saído do rio Han. Diferente de outros filmes de monstro, este não centraliza a trama no monstro, mas mostra o drama pessoal das pessoas afetadas pelo surgimento do gigantesco gosmento.
Depois que a Coréia do Sul mostrar que tem habilidade e know-how para fazer filmes recheados de efeitos especiais mas também com alma e emoção, faltava Hollywood mostrar que pode igualmente agradar crítica e público com um filme de monstro genuíno, mas carregado na dramaticidade de seus personagens.
Somente um cara como J.J.Abrams (produtor do filme), criador de Lost e diretor da releitura da série cinematográfica Star Trek, poderia trazer algo assim à tona.
Cloverfield - Monstro é um desses filmes de terror que cumprem à risca seu dever. É apavorante! Mas, surpreendentemente em uma superprodução, mantém os olhos do espectador voltados para a reação de pessoas comuns a um evento extraordinário. Todo o filme é mostrado do ponto de vista da câmera de Hud, que filmava a festa de despedida de seu melhor amigo quando o monstro ataca Nova York (sempre NY). O que segue depois disso é a maneira como ele e seus amigos, Lily, Rob, Jason e Marlena, vão passar por tudo isso, e ainda sobreviver.
Não pensem os desavisados que por ser do ponto de vista de uma câmera caseira, o filme não tem a ação que um filme de monstro deve ter. Ela está lá, assim como os efeitos especiais de primeira linha, as explosões, os "filhotes" do monstro, e é claro, o monstro gigantesco. Tudo para fazer de Cloverfield - Monstro um desses filmes para assistir com a galera, comendo pipoca, com a luz apagada e gritando a cada susto - que não são poucos.
Nota: 9
Depois que a Coréia do Sul mostrar que tem habilidade e know-how para fazer filmes recheados de efeitos especiais mas também com alma e emoção, faltava Hollywood mostrar que pode igualmente agradar crítica e público com um filme de monstro genuíno, mas carregado na dramaticidade de seus personagens.
Somente um cara como J.J.Abrams (produtor do filme), criador de Lost e diretor da releitura da série cinematográfica Star Trek, poderia trazer algo assim à tona.
Cloverfield - Monstro é um desses filmes de terror que cumprem à risca seu dever. É apavorante! Mas, surpreendentemente em uma superprodução, mantém os olhos do espectador voltados para a reação de pessoas comuns a um evento extraordinário. Todo o filme é mostrado do ponto de vista da câmera de Hud, que filmava a festa de despedida de seu melhor amigo quando o monstro ataca Nova York (sempre NY). O que segue depois disso é a maneira como ele e seus amigos, Lily, Rob, Jason e Marlena, vão passar por tudo isso, e ainda sobreviver.
Não pensem os desavisados que por ser do ponto de vista de uma câmera caseira, o filme não tem a ação que um filme de monstro deve ter. Ela está lá, assim como os efeitos especiais de primeira linha, as explosões, os "filhotes" do monstro, e é claro, o monstro gigantesco. Tudo para fazer de Cloverfield - Monstro um desses filmes para assistir com a galera, comendo pipoca, com a luz apagada e gritando a cada susto - que não são poucos.
Nota: 9
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Li na Veja desta semana uma matéria sobre o deputado federal que preside o Conselho de Ética da Câmara. E fiquei pasmo! O fato é que Sérgio Moraes (PTB-RS) tem uma ficha maior que a de muito bandido rodado que a gente encontra por aí. Ficha de acusações, quero dizer. Mas você sabe, onde há fumaça... O cara já foi acusado de receptação de jóias, agressão, favorecimento à prostituição (lenocínio), enfim. Tudo bem, a pessoa ter o rabo preso, é problema dela. Acontece que ele é o presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados! Eu disse ÉTICA! É difícil de acreditar que algum deputado que andar fora da linha vai ter o mandato cassado por um conselho presidido por alguém que desconhece o significado da palavra "ética"! Mais sério ainda é pensar que os deputados mesmos, membros do conselho, são os que votaram num cara desses! Lendo a matéria, fiquei tão fulo que quase rasguei a revista... Controle-se, Filipe!
Ética?
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Política
Postado por
Filipe Malafaia Cerqueira
23 junho 2008
Li na Veja desta semana uma matéria sobre o deputado federal que preside o Conselho de Ética da Câmara. E fiquei pasmo! O fato é que Sérgio Moraes (PTB-RS) tem uma ficha maior que a de muito bandido rodado que a gente encontra por aí. Ficha de acusações, quero dizer. Mas você sabe, onde há fumaça... O cara já foi acusado de receptação de jóias, agressão, favorecimento à prostituição (lenocínio), enfim. Tudo bem, a pessoa ter o rabo preso, é problema dela. Acontece que ele é o presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados! Eu disse ÉTICA! É difícil de acreditar que algum deputado que andar fora da linha vai ter o mandato cassado por um conselho presidido por alguém que desconhece o significado da palavra "ética"! Mais sério ainda é pensar que os deputados mesmos, membros do conselho, são os que votaram num cara desses! Lendo a matéria, fiquei tão fulo que quase rasguei a revista... Controle-se, Filipe!
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Russel Crowe é um tremendo ator. Christian Bale é um profissional que traz respeito a cada filme de que participa. James Mangold é um dos diretores mais versáteis de Hollywood. A reunião dos três para fazer um western renderia no mínimo um quê de curiosidade da parte dos cinéfilos de plantão. Mas rendeu muito mais do que isso. Os Indomáveis (3:10 to Yuma) é um filmaço com todos as letras! Trata-se da refilmagem de um clássico com Glenn Ford, lançado em 1957 por aqui com o título de Galante e Sanguinário.
Os Indomáveis é mais do que uma elegante retomada ao gênero que construiu o cinema norte-americano. É um dos melhores filmes feitos em 2007.
Os Indomáveis
Russel Crowe é um tremendo ator. Christian Bale é um profissional que traz respeito a cada filme de que participa. James Mangold é um dos diretores mais versáteis de Hollywood. A reunião dos três para fazer um western renderia no mínimo um quê de curiosidade da parte dos cinéfilos de plantão. Mas rendeu muito mais do que isso. Os Indomáveis (3:10 to Yuma) é um filmaço com todos as letras! Trata-se da refilmagem de um clássico com Glenn Ford, lançado em 1957 por aqui com o título de Galante e Sanguinário.Crowe é Ben Wade, o líder de uma gangue de assaltantes a assassinos, que ataca uma diligência da mesma empresa pela 20ª vez. Elegante e de boa lábia, Wade só mostra sua crueldade quando realmente precisa. Quando é preso pelos crimes, precisa ser escoltado a salvo até a cidade de Contention, onde deve pegar o trem das 3:10 para Yuma (daí o título original). Já Christian Bale é Daniel Evans, fazendeiro pobre abarrotado de dívidas, que aceita se juntar ao grupo que escoltará o perigoso bandido. É apenas o começo de uma história cheia de ação que dá espaço ao desenvolvimento de uma perigosa amizade entre os dois protagonistas, com diálogos inteligentes e um final emocionante.
Os Indomáveis é mais do que uma elegante retomada ao gênero que construiu o cinema norte-americano. É um dos melhores filmes feitos em 2007.
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Redescobrindo Peter Pan
Como cinéfilo incorrigível (e que não quer se corrigir), amo todo tipo de manifestação cinematográfica. Mas nenhum gênero é mais encantador e atraente para mim que a animação. Muita gente torce o nariz para um tipo de filme que nunca sai de moda, mas vive se reinventando, em várias partes do mundo.
Dito isto, gostaria de destacar um dos filmes de animação mais amados de todos os tempos: Peter Pan, de 1953. Walt Disney provava a cada filme que se tratava não apenas de um animador competente, mas também de um gênio de uma indústria ainda em formação. Em Peter Pan, sua visão sempre um olhar à frente alcançou um nível jamais visto. Visto hoje, 55 anos depois (uau!), a obra ganha mais ainda o status de OBRA-PRIMA. É um filme vivo, envolvente, que aquece o coração do espectador. Dentre todas as adaptações da peça que James M. Barrie escreveu em 1904 feitas para o cinema e TV, a única que se iguala ao desenho de 1953 é a recriação de 2003, com um menino no papel de Pan pela primeira vez. Mas isso se deve ao fato de que o filme de P. J. Hogan aproveitou-se de várias ótimas idéias que Disney descartou para seu próprio filme, como a cena do filme de 2003 em que Wendy diz que vai dar um beijo em Peter, mas ele não sabe o que é um beijo, e estende a mão para recebê-lo. Para não desapontá-lo, a menina lhe dá um dedal. Esta cena foi idealizada por um dos escritores de Disney, mas acabou fora do roteiro final.
O DVD que foi lançado no ano passado traz esta e muitas outras histórias, mostrando as idéias que Disney tinha para sua adaptação, inclusive a revelação de que ele próprio já fez o papel de Peter Pan numa peça escolar, quando era um simples menino, sem nem imaginar que se tornaria um dos maiores gênios que o cinema já conheceu. Como Peter Pan, Disney seria aquele menino para sempre, até o dia de sua morte. E nem precisou do pó mágico da Sininho para isso.
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Joseph Climber
Postado por
Filipe Malafaia Cerqueira
24 abril 2008
Quem achava que não há mais bons humoristas no Brasil, vai se sentir com esperança de novo.
Veja só este vídeo do grupo de comédia de maior sucesso da internet, e que tem lotado teatros em todo o Brasil com seus espetáculos: Os Melhores do Mundo. O vídeo é uma esquete que o grupo apresentou no Programa do Jô. Muito, mas muito engraçado mesmo!
Veja só este vídeo do grupo de comédia de maior sucesso da internet, e que tem lotado teatros em todo o Brasil com seus espetáculos: Os Melhores do Mundo. O vídeo é uma esquete que o grupo apresentou no Programa do Jô. Muito, mas muito engraçado mesmo!
Este é Joseph Climber!!!
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Perdoa-nos por pedir
Postado por
Filipe Malafaia Cerqueira
14 abril 2008
Liguei o rádio para ouvir Tua voz
Mas tudo o que consegui
Foram homens
Pela TV todos querem ganhar
Vender a Palavra
A quem quiser comprar
Por um alto preço
Me compraste
Para que eu não devesse a ninguém
Mas não é isso que eu vejo
Quando chega a fatura
Da viagem à Jerusalém
Mão, ajuda, colaboração
Dinheiro, manutenção
Todos os artifícios
Todos os nomes
Em nome de um bem maior:
O bem de quem pede
E assim o mundo prossegue
Sem conhecer a verdade
Não aquela que se compra,
Não aquela que se vende
Mas a que se entrega,
Sem nada pedir em troca
Oh, Senhor! Perdoa-nos
Por não compreender
Por não tentar viver
A vida que tens para nós
Perdoa-nos por pedir
E por nada oferecer
Tobias Barreto, 28/03/06
Mas tudo o que consegui
Foram homens
Pela TV todos querem ganhar
Vender a Palavra
A quem quiser comprar
Por um alto preço
Me compraste
Para que eu não devesse a ninguém
Mas não é isso que eu vejo
Quando chega a fatura
Da viagem à Jerusalém
Mão, ajuda, colaboração
Dinheiro, manutenção
Todos os artifícios
Todos os nomes
Em nome de um bem maior:
O bem de quem pede
E assim o mundo prossegue
Sem conhecer a verdade
Não aquela que se compra,
Não aquela que se vende
Mas a que se entrega,
Sem nada pedir em troca
Oh, Senhor! Perdoa-nos
Por não compreender
Por não tentar viver
A vida que tens para nós
Perdoa-nos por pedir
E por nada oferecer
Tobias Barreto, 28/03/06
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Internet e Leeland
Postado por
Filipe Malafaia Cerqueira
11 abril 2008
Finalmente chegou o grande momento: comprei meu primeiro computador! Nosso, na verdade: meu e de minha esposa. Tem sido super legal, pois só agora posso começar a desfrutar das vantagens da internet, sem tempo cronometrado em um PC compartilhado com outras dezenas de pessoas, clientes de uma lan house. Em casa, tenho mais tempo e espaço para me aprofundar nas ferramentas maravilhosas que a Grande Rede oferece a quem quiser mais que um Messenger. As possibilidades são infinitas! Ontem, por exemplo, baixei um programa que compartilha arquivos, o LimeWire. Talvez não seja o melhor que existe, mas sem dúvida é muito bom. Já baixei músicas de Trazendo a Arca, Ministério Apascentar e Leeland.
Mas quem ou o que vem a ser Leeland? É bom gravar este nome, pois é uma das bandas mais legais a aportar no cenário do Christian Rock nos últimos 10 anos. Nomes como Third Day e Jars of Clay parecem ter perdido o fôlego (dadas as devidas proporções), dando espaço para novos artistas darem o ar da graça e tomarem de assalto o coração de uma nova geração de adoradores. Liderada por Mooring Leeland, que tinha 17 anos quando debutou com o primeiro álbum, Sound of Melodies, a banda tem reunido multidões por onde passa em sua turnê pelos EUA. Chamou tanto a atenção e agradou tanto que o ícone máximo da música cristã americana, Michael W. Smith, chamou Mooring para escrever as letras de boa parte das faixas de seu mais recente álbum, Stand.
Quanto à descoberta de novos sons na internet. Isso é só o começo...
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UAU! Eu devo ter nascido com o traseiro cinematográfico para a lua! Ou então eu tenho uma ótima assessoria de imprensa, porque os filmes que eu escolho assistir têm sempre algo de interessante e brilhante. Claro que no filme em questão, estamos falando de um filme do novo "Midas" da comédia americana, Judd Apatow, que conseguiu fazer das comédias grosseiras filmes sensíveis e bem próximos da realidade (vide O Virgem de 40 Anos). Ligeiramente Grávidos não tem o humor anárquico da estréia do cineasta, mas é tão fascinante e envolvente que nem dá para sentir que mais de duas horas se passaram no fim da projeção. Estrelado por Seth Rogen e Katherine Heigel, o filme conta a história de Alisson, repórter recém promovida em um grande canal por assinatura, que em uma noite de balada acaba indo para a cama com o menos provável dos caras, Ben, um boa vida que prefere uma boa sessão de filmes com nudez a qualquer outra coisa. No fim da noite, Alisson está grávida e ambos se deparam com uma das situações mais estranhas em que alguém pode se meter: o surgimento de uma nova vida. Mais do que a crônica de uma gravidez, o filme é sobre a hora certa em que todos temos que enfrentar mudanças drásticas, quando nos deparamos com novos degraus que precisam ser escalados.
Ligeiramente Grávidos
UAU! Eu devo ter nascido com o traseiro cinematográfico para a lua! Ou então eu tenho uma ótima assessoria de imprensa, porque os filmes que eu escolho assistir têm sempre algo de interessante e brilhante. Claro que no filme em questão, estamos falando de um filme do novo "Midas" da comédia americana, Judd Apatow, que conseguiu fazer das comédias grosseiras filmes sensíveis e bem próximos da realidade (vide O Virgem de 40 Anos). Ligeiramente Grávidos não tem o humor anárquico da estréia do cineasta, mas é tão fascinante e envolvente que nem dá para sentir que mais de duas horas se passaram no fim da projeção. Estrelado por Seth Rogen e Katherine Heigel, o filme conta a história de Alisson, repórter recém promovida em um grande canal por assinatura, que em uma noite de balada acaba indo para a cama com o menos provável dos caras, Ben, um boa vida que prefere uma boa sessão de filmes com nudez a qualquer outra coisa. No fim da noite, Alisson está grávida e ambos se deparam com uma das situações mais estranhas em que alguém pode se meter: o surgimento de uma nova vida. Mais do que a crônica de uma gravidez, o filme é sobre a hora certa em que todos temos que enfrentar mudanças drásticas, quando nos deparamos com novos degraus que precisam ser escalados.Ligeiramente Grávidos é, no fim, um dos filmes mais emocionantes que foram realizados em 2007. A química entre os protagonistas, auxiliados pelo outro casal do filme, vividos por Paul Rudd e Leslie Mann, é algo pouco visto no cinema moderno. Deu tão certo para os dois artistas que Katherine Heigel virou estrela de uma hora para a outra. Não é para menos: é uma das atrizes mais lindas que já aportaram em Hollywood. Nota: 9,5.
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Os últimos dias têm sido de intensa atividade cinematográfica. E como não postei mais nada a respeito da tão venerada sétima arte, resolve jogar num post só os filmes que mais gostei.
Entre assassinatos, estrelas e clássicos
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Cinema,
drama,
resenha
Postado por
Filipe Malafaia Cerqueira
22 março 2008
Os últimos dias têm sido de intensa atividade cinematográfica. E como não postei mais nada a respeito da tão venerada sétima arte, resolve jogar num post só os filmes que mais gostei.O ASSASSINATO DE JESSE JAMES PELO COVARDE ROBERT FORD - Estrelado por um Brad Pitt bem mais maduro e seguro como ator (isso todos já sabiam, desde Seven - Os sete crimes capitais), e Casey Affleck, o longa de Andrew Dominik é um deslumbre visual, recheado de poesia, algo raro em se tratando de um western sobre um dos maiores criminosos que os EUA já viram. Com atuações viscerais dos astros principais, a obra traz em um só pacote violência e drama de maneira não muito comum na indústria hollywoodiana. Casey Affleck entrega um Robert Ford angustiado, contorcido de inveja e ao mesmo tempo admiração pelo seu ídolo, o pistoleiro e líder da gangue dos Irmãos James, Jesse. Sem defender nem acusar nenhum dos personagens, o filme não traz soluções fáceis e certamente não agradará a todos os públicos: sua metragem de quase três horas pode e deverá afastar o público médio. Mas a quem tiver paixão por cinema, serão três horas de puro deleite visual, com um final fascinante e ao mesmo tempo chocante. Nota: 10
STARDUST - O MISTÉRIO DA ESTRELA - Adaptação do romance gráfico de Neil Gaiman e Charlie Vess, o filme de Mathew Vaughn (Nem tudo é o que parece) é uma fantasia romântica de encher os olhos. Tem bom humor, performances descontraídas e convincentes e os já costumeiros efeitos especiais de qualidade. O filme conta a história de Tristan, jovem apaixonado pela mais bela garota da cidade de Muralha, que promete a ela encontrar uma estrela cadente que caiu e dar a ela de presente. Ele só não contava que a tal estrela fosse uma linda mulher, impetuosa e corajosa, vivida pela eterna Julieta Claire Danes. Com Robert de Niro e Michelle Pfeiffer no elenco, Stardust é uma aventura deliciosa, que prometeria virar um clássico da Sessão da Tarde, mas isso só nos anos 80, quando os filmes da dita sessão eram aventuras deliciosas. Não é o caso hoje em dia. Nota: 8,0.
CASABLANCA - Pela segunda vez, Casablanca é ainda melhor. Para um filme de produção tão conturbada como foi este clássico dos clássicos, o resultado final da obra surpreende. De uma emoção genuína, sem pieguice nem apelação, o filme é um primor. Seja no roteiro, na ambientação ou na atuação de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman. Há que se elogiar também a maravilhosa performance de Paul Henreid, como Victor Lazslo, marido da Ilsa Lund de Bergman. Filmes como este não se repetem mais. Estou pronto para a terceira vez. Nota: tá brincando? 10!
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Ah, os sonhos!
Postado por
Filipe Malafaia Cerqueira
11 março 2008
Ah, os sonhos! Objetos oníricos repletos de significado e profundidade, contrariedade e obscuridade. Não falo dos sonhos que temos ao adormecer, mas daqueles que povoam nossa mente mesmo de olhos abertos, como devaneios insistentes. A essas criaturas intransigentes é que me refiro. Não são simples de manipular. Ferozes e contumazes, repetem-se em nossa tão frágil mente, que fragilmente se fragmenta em pensamentos voadores, maravilhosos torturadores.
Ah, os sonhos! Quisera eu poder tornar todos reais, palpáveis. Mas a vida, esta pessoa por vezes algoz da nossa vontade, pode ter outros planos para nós. Mais do que isso, o próprio Criador revela-se costureiro, artista da tela do nosso destino, mostrando-nos mais do Seu próprio desejo.
Diante de Sua direção, resta-nos aceitar e aguardar. Esperar, confiantes de que, quanto tudo está nas mãos de Deus, os sonhos mais importantes são aqueles que habitam em Seu coração.
Ah, os sonhos...
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Falta de visão é fogo!
Postado por
Filipe Malafaia Cerqueira
12 fevereiro 2008
Vida de estudante universitário em Tobias Barreto não é mole, não. Como se não bastasse a viagem longa e cansativa de todos os dias afim de chegar à universidade, na minha cidade a gente ainda tem que pagar para viajar.
Enquanto todos (ou quase todos) os outros municípios do interior de Sergipe provêem gratuitamente o transporte escolar, a prefeitura de Tobias Barreto continua a andar de ré na relação prefeita - estudantes, fornecendo um ônibus sem condições de segurança adequadas e ainda obrigando-nos a bancar o combustível.
É verdade que não é obrigação do município arcar com o transporte escolar destinado ao Ensino Superior, mas uma atitude mais generosa certamente traria como consequência um outro olhar da comunidade estudantil.
Também argumenta-se que não há dinheiro em caixa para fornecer o tranporte gratuito, argumento este que é impossível de se aceitar, considerando todo o gasto que a prefeita em sua nova e belíssima casa, de rivalizar com as mais belas da capital.
Não vou entrar no mérito da questão, discutir insinuações a respeito de desvio de recursos públicos, tão em voga diante dos escândalos dos cartões corporativos. Apenas deixo registrado meu protesto em face do descaso dos que estão no poder para com os que, no futuro e no presente, farão e fazem uso de seu conhecimento acadêmico para o benefício da cidade.
Falta de visão é fogo!
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Me lembro bem da polêmica envolvendo o personagem Harry Potter logo quando o primeiro filme baseado na série literária escrita por J.K. Rowling foi lançado. Especialmente entre os cristãos, que malharam o filme e os livros como se fossem a própria bíblia do anticristo. O fato é que eu, como cristão, me mantive distante do bruxinho adolescente por um bom tempo, receoso de que alguma influência maligna se aproximasse de mim. Mas o tempo passou e quando o terceiro filme, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, foi lançado em DVD eu resolvi alugar o primeiro filme e tirar prova por mim mesmo. Qual não foi a minha surpresa ao constatar que as aventuras de Harry, Rony e Hermione são deliciosas e agradáveis, cheias de lições ricas sobre amizade, coragem e companheirismo.
Sim, eu leio Harry Potter
Postado por
Filipe Malafaia Cerqueira
08 fevereiro 2008
Me lembro bem da polêmica envolvendo o personagem Harry Potter logo quando o primeiro filme baseado na série literária escrita por J.K. Rowling foi lançado. Especialmente entre os cristãos, que malharam o filme e os livros como se fossem a própria bíblia do anticristo. O fato é que eu, como cristão, me mantive distante do bruxinho adolescente por um bom tempo, receoso de que alguma influência maligna se aproximasse de mim. Mas o tempo passou e quando o terceiro filme, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, foi lançado em DVD eu resolvi alugar o primeiro filme e tirar prova por mim mesmo. Qual não foi a minha surpresa ao constatar que as aventuras de Harry, Rony e Hermione são deliciosas e agradáveis, cheias de lições ricas sobre amizade, coragem e companheirismo.Como fã de histórias de fantasia que sou, tendo lido As Crônicas de Nárnia e assistido avidamente O Senhor dos Anéis, comecei a ler o primeiro livro da série, emprestado por uma amiga. E estou gostando muito! É uma aventura juvenil muito interessante, que não subestima a inteligência do leitor, agradando a crianças e adultos.
Ainda não terminei de ler, mas até o momento o livro tem me agradado muito, me fazendo entender porque tantas milhões de pessoas são fascinadas por essas histórias!
Vou destacar uma frase que achei muito interessante, no momento em que Dumbledore surpreende Harry parado em frente ao Espelho de Ojesed. O diretor de Hogwarts diz ao pupilo famoso: "Não faz bem viver sonhando e se esquecer de viver, lembre-se."
Interessante ou não?
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Há cerca de 10 minutos, encerrei uma jornada por uma terra de maravilhas e esplendor. Um lugar repleto de aventura, magia e encanto! Mas também uma terra de mistério, suspense e perigos inimagináveis. Não é um lugar qualquer, como pode-se notar, mas um mundo inteiro, cheio de tudo o que a gente gostaria de viver, mas não pode, ao menos não aqui em nosso mundinho limitado e em tons de cinza em que vivemos. Este mundo é Nárnia, cuja história acabei de ler.
Nárnia por inteiro
Postado por
Filipe Malafaia Cerqueira
22 janeiro 2008
Há cerca de 10 minutos, encerrei uma jornada por uma terra de maravilhas e esplendor. Um lugar repleto de aventura, magia e encanto! Mas também uma terra de mistério, suspense e perigos inimagináveis. Não é um lugar qualquer, como pode-se notar, mas um mundo inteiro, cheio de tudo o que a gente gostaria de viver, mas não pode, ao menos não aqui em nosso mundinho limitado e em tons de cinza em que vivemos. Este mundo é Nárnia, cuja história acabei de ler.Criado por C.S. Lewis em 1950, o mundo de Nárnia é o mundo fantástico por excelência. Com a publicação de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, Lewis inaugurou uma série de 7 livros que tem encantado a mais de 50 milhões de pessoas ao redor do mundo. Ainda mais depois que a obra inaugural foi adaptada para o cinema pelos estúdios de Walt Disney e a Walden Media, com a impressionante marca de mais de 700 milhões de dólares em todo o planeta. O que é excelente, já que o filme foi extremamente fiel ao livro, aproximando mais pessoas deste lugar mágico que é Nárnia.
Com o segundo filme da série, Príncipe Caspian, quase pronto para estrear (em maio deste ano), o interesse pela obra literária volta a crescer, e mais pessoas terão contato com as aventuras inebriantes de personagens inesquecíveis como Pedro, Susana, Lúcia, Edmundo, Ripchip, Caspian, Shasta, Bri, Digory, Polly, Rilian, Jill, Eustáquio e, é claro, o principal personagem, Aslam, o Grande Leão criador do mundo de Nárnia e de todos os outros mundos.
Como leitor e admirador da obra de C.S. Lewis (que escreveu mais de 50 livros ao longo da vida), terminei emocionado a leitura deste clássico literário. As lágrimas só não correram pela minha face porque eu estava em pleno laboratório de informática da universidade, o que me impediu de demonstrar minhas emoções.
No volume único que a editora Martins Fontes publicou no Brasil, os livros foram ordenados cronologicamente, conforme o desejo do autor, embora os filmes seguirão a ordem em que os livros foram publicados originalmente.
O último parágrafo nos traz um relance de toda a poesia com Lewis nos brinda ao longo dos sete livros da série: "E, à medida que Ele falava, já não lhes parecia mais um leão. E as coisas que começaram a acontecer a partir daquele momento eram tão lindas e grandiosas que não consigo descrevê-las. Para nós, este é o fim de todas as histórias, e podemos dizer, com absoluta certeza, que todos viveram felizes para sempre. Para eles, porém, este foi apenas o começo da verdadeira história. Toda a vida deles neste mundo e todas as suas aventuras em Nárnia haviam sido apenas a capa e a primeira página do livro. Agora, finalmente, estavam começando o Capítulo Um da Grande História que ninguém na terra jamais leu: a história que continua eternamente e na quel cada capítulo é muito melhor do que o anterior."
Beleza, poesia e magia: os três ingredientes que fizeram de As Crônicas de Nárnia uma obra inesquecível nos corações de várias gerações.
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Estava ansioso para começar a ler este livro desde que o vi sendo ofertado na revista da Avon (que aliás tem sido minha livraria de fácil acesso). Finalmente ele chegou nesta quarta-feira. De cara, comecei a ler e a me envolver com uma história cheia de emoção, dor, culpa e, até onde eu saiba, redenção (é que ainda não terminei). Mas estou adorando! A narrativa de Khaled Hosseini é fluida, repleta de sensibilidade e não agride a inteligência do leitor. Os personagens são tridimensionais e carismáticos.
O Caçador de Pipas
Postado por
Filipe Malafaia Cerqueira
30 novembro 2007
Estava ansioso para começar a ler este livro desde que o vi sendo ofertado na revista da Avon (que aliás tem sido minha livraria de fácil acesso). Finalmente ele chegou nesta quarta-feira. De cara, comecei a ler e a me envolver com uma história cheia de emoção, dor, culpa e, até onde eu saiba, redenção (é que ainda não terminei). Mas estou adorando! A narrativa de Khaled Hosseini é fluida, repleta de sensibilidade e não agride a inteligência do leitor. Os personagens são tridimensionais e carismáticos.Mas do que se trata a história? Ela abrange cerca de 27 anos na vida de Amir, um menino órfão de mãe, cujo pai é muito rico. Os dois têm como empregados Ali e Hassan - pai e filho - que são considerados como membros da família. Amir e Hassan são amigos, embora Amir nunca tenha admitido isso. No decorrer da narrativa, nos deparamos com atitudes de Amir previamente anunciadas pelo narrador, mas que ainda nos surpreende e nos choca. A vida de Amir é transformada e dominada pela culpa, que ele carrega até 2001. Como ainda não cheguei ao fim da obra, só posso opinar do que já li até o momento. E a minha opinião é: O Caçador de Pipas é maravilhoso!
Quem ainda não leu, não deve perder.
Em tempo: o livro foi adaptado para cinema, pelas mãos de Marc Forster (diretor de Em Busca da Terra do Nunca e Mais Estranho que a Ficção), quase inteiramente estrelado por atores afegães. No Brasil o filme estréia em 18 de janeiro.
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E Lost volta à cena!
Postado por
Filipe Malafaia Cerqueira
25 novembro 2007

Não sou desses poucos privilegiados brasileiros que possuem TV paga, logo espero bastante até que as séries mais legais cheguem ao meu alcance. Somente há duas semanas pude assistir a terceira temporada de LOST, o seriado mais intrigante da televisão mundial. Como ainda não terminei (falta um disco), falo como quem pensava que esta temporada seria entediante, a julgar pelos primeiros episódios, mornos e sem revelações relevantes. Faltou a adrenalina tão presente nas duas primeiras temporadas, embora os novos personagens sejam bem interessantes, com exceção de Paulo, interpretado por Rodrigo Santoro, que nem fedia nem cheirava até o episódio em que vemos seu flashback.
A partir da metade, a série retoma seu ritmo, mostrando mais Locke e nos deixando fulos da vida com Os Outros!
LOST retoma seu posto, ameaçado por HEROES, com muito mistério e nos deixando salivando pelo próximo episódio...
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Bons tempos aqueles!
Postado por
Filipe Malafaia Cerqueira
22 novembro 2007
Meu relacionamento com o cinema já existe há muito tempo. Se eu fizer uma lista de todos os filmes a que já assisti, certamente será imensa, não caberia neste blog (OK, talvez eu esteja exagerando).
Estou dizendo isso porque tenho percebido que não há outra coisa que me faria tão feliz quanto trabalhar com cinema, fazendo qualquer coisa relacionada ao assunto. Sei lá, escrever sobre filmes, conversar sobre filmes, fazer filmes... É verdade que há outras coisas mais importantes sobre as quais nunca comentei neste espaço, como a igreja, meu relacionamento com Deus (ainda mais antigo que com o cinema), minha família, minha esposa, meus (futuros) filhos. Mas falar de cinema é algo que não me dou muito ao luxo, pois dificilmente encontro alguém com quem conversar de verdade a respeito.
Lembro-me do primeiro filme que assisti em video cassete. Eu não tinha um lá em casa, mas meu primo Beto tinha. Foi lá que vi um filme nada indicado para minha idade: Atração Fatal. O filme, legendado, me deixou com medo, principalmente de mulheres loiras. Glenn Close estava por toda parte! Desde então, não parei mais. Fiquei sócio de uma locadora perto de casa mesmo não tendo o aparelho de vídeo, só para sentir o gostinho. Até me lembro do número da carteirinha: 026. Fui um dos primeiros daquela locadora. Devia ter uns 12 anos, e ficava olhando capa por capa, lendo as sinopses e torcendo para os filmes passarem logo na tevê. Era extraordinário quando meu amigo e vizinho Júnior me convidava para ver um filme na casa dele. Foi lá que assisti Máquina Mortífera 3, Brinquedo Assassino (me escondendo atrás das minhas mãos), e até Elvira, a Rainha das Trevas! Foram tardes mágicas, recheadas de vida e fantasia, mesclando realidade e ficção.
Tenho mais para escrever, mas o tempo voa e não quero escrever meu livro agora... Mas lembrar faz muito bem...
Estou dizendo isso porque tenho percebido que não há outra coisa que me faria tão feliz quanto trabalhar com cinema, fazendo qualquer coisa relacionada ao assunto. Sei lá, escrever sobre filmes, conversar sobre filmes, fazer filmes... É verdade que há outras coisas mais importantes sobre as quais nunca comentei neste espaço, como a igreja, meu relacionamento com Deus (ainda mais antigo que com o cinema), minha família, minha esposa, meus (futuros) filhos. Mas falar de cinema é algo que não me dou muito ao luxo, pois dificilmente encontro alguém com quem conversar de verdade a respeito.
Lembro-me do primeiro filme que assisti em video cassete. Eu não tinha um lá em casa, mas meu primo Beto tinha. Foi lá que vi um filme nada indicado para minha idade: Atração Fatal. O filme, legendado, me deixou com medo, principalmente de mulheres loiras. Glenn Close estava por toda parte! Desde então, não parei mais. Fiquei sócio de uma locadora perto de casa mesmo não tendo o aparelho de vídeo, só para sentir o gostinho. Até me lembro do número da carteirinha: 026. Fui um dos primeiros daquela locadora. Devia ter uns 12 anos, e ficava olhando capa por capa, lendo as sinopses e torcendo para os filmes passarem logo na tevê. Era extraordinário quando meu amigo e vizinho Júnior me convidava para ver um filme na casa dele. Foi lá que assisti Máquina Mortífera 3, Brinquedo Assassino (me escondendo atrás das minhas mãos), e até Elvira, a Rainha das Trevas! Foram tardes mágicas, recheadas de vida e fantasia, mesclando realidade e ficção.
Tenho mais para escrever, mas o tempo voa e não quero escrever meu livro agora... Mas lembrar faz muito bem...
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